Destruction: Thrash Metal de primeira linha no palco do Beco.

Noite de domingo em Porto Alegre e o Beco recebe os alemães do Destruction, banda clássica do Thrash Metal, para um show mais que especial: a turnê “Spiritual Genocide”, que comemora os 30 anos da banda, passou pela capital deixando um rastro de destruição sonora, satisfazendo às expectativas dos thrashers gaúchos. A abertura ficou a cargo da banda Carniça.

    Eram pouco mais de 21h30 quando a introdução instrumental deu início ao espetáculo. Um a um Vaaver (bateria), Mike (guitarra) e Schirmer (baixo e vocais) entraram em cena para começar em grande estilo: “Thrash Till Death”, clássico absoluto do álbum “The Antichrist”, iniciou a catarse do público no Beco. Após 30 anos de atividade, o Destruction ainda apresenta peso e energia invejáveis. Na sequencia, mais duas pedradas: “Spiritual Genocide”, que dá nome ao mais recente álbum da banda manteve o clima antes de outro ponto alto: “Nailed to the Cross”, que promoveu ensurdecedores coros de “Nailed to the fuckin’ cross!”.

    Dali em diante, o que se viu foi um show de Thrash Metal simples e direto. Sem espaço para muita conversa, o Destruction foi empilhando clássicos e incitando seu público a abrir rodas impressionantes em um local tão pequeno. Destaque para as reações acaloradas em “Mad Butcher”, “The Butcher Strikes Back” e “Eternal Ban”. Antes de “Tormentor”, houve espaço ainda para um competente e interessante solo de bateria. Sem tomar muito do tempo da apresentação, Vaaver deu seu recado de forma impecável.

    Um episódio curioso foi o pequena demonstração de indignação do vocalista e baixista Marcel Schirmer. Visivelmente incomodado com o som (especialmente com a microfonia do microfone central), sobrou para o roadie, que após recever alguns olhares fulminantes acabou por escutar mais do que merecia. Além disso, descontrolado, Schirmer chutou os retornos da esquerda do palco, derrubando-os. Feito isso, Schirmer se deu por satisfeito e “brindou” ao público com uma garrafa de cerveja. Estaria tudo ok se a garrafa não fosse de vidro, o que causou corre-corre na segurança para prontamente reaver o objeto.

    Por fim, a apresentação de mais de 90 minutos se encaminhou para o fim com uma trinca de tirar o fôlego: “Total Disaster” e “Bestial Invasion” botaram a casa abaixo, antes do final apoteótico com “Curse The Gods”. O público que lotou o Beco no terceiro show de Metal que a casa recebeu na semana (Eluveitie e Tankard se apresentaram no mesmo palco na sexta e na terça, respectivamente) deixou a casa perfeitamente satisfeito com a performance do trio.

    A terceira passagem do Destruction por Porto Alegre mostrou uma banda em grande forma, com uma história que justifica seu nome entre os maiores do estilo. Porto Alegre aguarda ansiosa o retorno de Vaaver, Mike e Schirmer. Que venha o próximo.

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