Ultramen: Quebrando tudo no Opinião.

Pausas, hiatos, férias por tempo indeterminado. Não importa a nomenclatura, o fato é que cada vez mais bandas e artistas estão suspendendo suas atividades por determinado período. Seja qual for o objetivo, uma coisa é certa: o retorno quase sempre é grandioso. Menos de uma semana após o Barão Vermelho passar pela cidade com sua turnê de reunião, os gaúchos da UItramen quebraram tudo em duas noites, dias 06 e 07 de março, no Opinião. O POA Show esteve presente na estréia, que teve casa cheia e um show de tirar o fôlego.

    Por volta das 23h30, ergueu-se o telão do Opinião para que, um a um, os sete ultramanos tomassem seus lugarares. A expectativa pela primeira canção pós-retorno era visível e antecedeu a surpresa: “Tubarãozinho”, música de trabalho do mais recente álbum da banda (“Capa Preta”, de 2007), foi a responsável pela catarse inicial na pista do Opinião. Na sequencia, uma sucessão de hits: “Grama Verde”, “Esse é o Meu Compromisso”, “Bico de Luz”, “Preserve”, “Santo Forte”, “Alto e Distante Daqui”, “Olelê”, “Erga Suas Mãos” e “General”, entre outras, levantaram o público que superlotava o Opinião. Não obstante o repertório extremamente bem escolhido, cada um dos sete parecia estar, ali, fazendo o show mais importante de suas vidas. Uma banda nitidamente dando tudo de si no palco.

    Passeando por vários estilos (algo que sempre dificulta o trabalho dos jornalistas ao falar da Ultramen), a banda mostra que sabe fazer reggae, rock, hip-hop, ragga, dub e o que mais achar melhor. O show ia ficando cada vez mais quente, em ambos os sentidos. Sem apresentar sinais de cansaço, o show ia se estendendo e cada nova canção parecia mais forte que a anterior. Os grandes hinos “Peleia”, “Dívida” e “Preserve” ficaram para o final, que não deixou de fora algumas especiais como “Hip Hop, Beat Box com Vocal e James Brown”.

    Após mais de duas horas de show, Tonho Crocco, Pedro Porto, Malásia, Anderson, Marcito, Zé Darcy, Leonardo Boff e Chico Paixão (que cumpriu com louvor o desafio de representar as seis cordas) saem de cena ovacionados, deixando para trás um público de alma lavada. A banda deixou claro, com louvor, que voltou para tomar o que lhe é de direito: um lugar entre os grandes da história da música no Rio Grande do Sul.

 

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl

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