Accept: Show histórico para os headbangers porto-alegrenses.

 

                Uma celebração ao Heavy Metal e sua história na capital gaúcha. Este pode ser um breve resumo do último dia 07 de Abril. A tarde, de temperatura agradável, começou com uma grande reunião dos fãs que atravessaram décadas e adquiriram bagagem suficiente para acumular alguns caminhões boas histórias sempre ao som de guitarras distorcidas. Simbolicamente, um grupo de fãs percorreu o centro, passando pelos pontos onde ficavam as clássicas lojas Megaforce e Mad House, especializadas em camisetas, CDs e VHSs(?!?!?!) de bandas de Heavy Metal e todos os seus derivados. Para fechar o dia com chave de ouro, todos rumaram para o Opinião para prestigiar os alemães do Accept, banda pioneira do Heavy Metal, que se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre, em um show histórico que contou, ainda, com a abertura da Spartacus.

                Pouco antes das 21h30 a banda sobe ao palco. Um a um, Wolf Hoffmann e Herman Frank (guitarras), Peter Baltes (baixo) e Stefan Schwarzmann (bateria) dão início a “Hung, Drawn and Quartered", faixa que também abre o mais recente álbum da banda "Stalingrad”. Logo de cara, para os que não acompanham o trabalho mais recente dos alemães, o não tão novo vocalista Mark Tornillo mostra a que veio, bem como na canção seguinte, “Hellfire”, do mesmo disco. Mesmo não se tratando de clássicos, o publico demonstrou conhecimento de causa e cantou junto dando a “Hung, Drawn and Quartered" e “Hellfire” a força dos clássicos.

                “Boa noite Porto Alegro!!!!”, bradou Tornillo antes do primeiro clássico da noite: “Restless and Wild”, do álbum homônimo, promoveu uma catarse nas cerca de 500 pessoas que compareceram. A partir dali, o que se viu foi um repertório tão bem escolhido e bem executado que deixou em pé de igualdade o material dos dois álbuns que contam com Mark no vocal (Blood of the Nations, de 2010 e Stalingrad, de 2012) com as memoráveis canções da época do frontman Udo Dirkschneider. “Bucket Full of Hate”, “No Shelter”, “Pandemic” e “Shadow Soldiers”, além da faixa título “Stalingrad”, levantaram os bangers tanto quanto “Losers and Winners”, “Neon Nights”, “Princess of the Dawn”, “Monsterman” e “Bulletproof”, entre outras. Houve, ainda, espaço para dois ótimos solos, do guitarrista Wolf Hoffmann e do baixista Peter Baltes. Tanto o primeiro, bastante técnico e exibindo um timbre invejável, quanto segundo, não tão preciso, porém com muita personalidade na escolha das linhas, abrilhantaram ainda mais o espetáculo do Accept.

                O tempo regulamentar se encerra com a excelente “Fast as a Shark”, que antecedeu a trinca matadora “Metal Heart”, “Teutonic Terror” e, obviamente, “Balls to the Wall”, maior sucesso da história do Accept, que fechou com chave de ouro a verdadeira aula de Heavy Metal proporcionada pelos alemães.

                Duas horas do mais puro Metal tradicional. Timbres invejáveis. Som impecável. Técnica e feeling aliados com perfeição. Alegria em tocar para um público pequeno, porém especial. E, acima de tudo, a personalidade de não se prender ao passado, executando nada menos que oito faixas dos trabalhos mais recentes. Tudo que uma banda de Metal pode e deve oferecer, os fãs do Accept receberam no último domingo, no Opinião, de onde todos saíram com o tradicional alegria do zumbido nos ouvidos.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Raoni Vieira

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