Velhas Virgens: Comemorando os ?? anos do álbum “Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro”

                Com mais de 25 anos de estrada os paulistas do Velhas Virgens retornaram a Porto Alegre no último dia 19 de Maio, trazendo à capital seu show comemorativo dos 15 anos (ou seriam 16?) do álbum “Vocês não Sabem Como é Bom Aqui Dentro”, de 1997. O disco, um clássico da carreira do Velhas, contém algumas das mais emblemáticas e poéticas canções de sua carreira, como “Abre Essas Pernas” e “A Mulher do Diabo”. A noite que prometia ser de muita diversão, cerveja e Rock and Roll, cumpriu, mais uma vez, sua missão com louvor.

                Já eram mais de 21h30 quando vestido como um Merlin alcoolizado, Paulo de Carvalho, o Paulão, sobe ao palco para uma versão accapela de “Sapato 36”, de Raul Seixas, uma introdução interessante para “Já Dizia o Raul”, quarta faixa do álbum homenageado e a primeira a figurar no setlist. Na sequencia, a canção título "Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro", “Beijos de Corpo” e “Eu Bebo Sim” levantaram ainda mais o público presente.

                A partir dali o que se viu foi um repertório interessantemente escolhido (o álbum em questão, com uma ordem diferente, mas não menos interessante) e uma interação mais do que divertida entre banda e público. As tradicionais brincadeiras com o público (principalmente em Siririca Baby, onde o público foi dividido ao meio em uma batalha entre os gritos de “bronha” e “siririca”) e as participações da vocalista Juliana Kosso em “A Mulher do Diabo” e “Abre Essas Pernas” também foram pontos altos da apresentação. O encerramento do setlist especial de 15 anos ficou por conta de “Uns Drinks”, uma das mais bem recebidas da noite.

                Para o bis, mais hits que o público cantou do início ao fim: após um breve agradecimento às bandas gaúchas Horácios, Cartel da Cevada e Dozeduro (com quem Paulão gravou naquele mesmo domingo e de quem trajava uma camiseta), a banda emendou “Se Deus Não Quisesse”, “Tudo que a Gente Faz é pra Ver Se Come Alguém”, “Toda Puta Mora Longe” e, como é tradicional, “Minha Vida é o Rock and Roll”, do Made In Brazil, com Paulão no baixo.

                Ao longo de mais de uma hora e meia de show, o sexteto paulista se valeu de um álbum clássico na íntegra e de alguns clássicos absolutos da carreira para levantar o público em uma noite fria e chuvosa no sul do Brasil. Como não poderia deixar de ser, foi mais uma grande noite de Rock na companhia das Velhas Virgens, a maior banda independente do Brasil.

Por: Marcel Bitencourt

Fotos: Doni Maciel

Related posts

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *