Avenged Sevenfold: uma ótima performance que não pôde ser ouvida.

    Sábado à noite em Porto Alegre e o Pepsi On Stage recebe um dois maiores nomes do Metal nos últimos anos: Avenged Sevenfold, banda que divide opiniões, se apresentou pela segunda vez em Porto Alegre em um show competente, porém destruído por aspectos meramente técnicos. 
    O início dos trabalhos foi pontual: às 22h M. Shadows (vocais) e seus comparsas Synyster Gates (guitarra), Zacky Vengeance (guitarra), Johnny Christ (baixo) e Arin Ilejay (bateria) dão início ao reencontro com os fãs gaúchos: Shepherd of Fire, faixa que abre o mais recente álbum da banda, “Hail to the King”, de 2013, é a escolhida para levantar o público e fazer o chão tremer. Literalmente. A empolgação do público e o barulho estrondoso foram suficientes para encobrir boa parte do som.
    E, então, começaram os problemas. 
    De forma paradoxal, tínhamos no palco uma banda em excelente forma, entregando-se de forma intensa e competente à missão de levar o público ao delírio. E, logo a frente, um som que não podemos definir, de forma elogiosa, como péssimo. A sobreposição de graves era intensa e incômoda. O bumbo e o baixo, extremamente altos, se sobrepunham às guitarras, o que não é nada recomendável para um show do Avenged Sevenfold, que tem em Gates e Vengeance boa parte de sua identidade musical. 
    Porém, mesmo assim, a de estar ali, frente a frente com o quinteto americano foi mais forte para o público predominantemente adolescente. Tanto as canções novas, como Hail to the King e quanto os clássicos “Beast and the Harlot” e “Afterlife” foram extremamente bem recebidos. Em “Nightmare”, não houve como não se arrepiar com a casa lotada assumindo os vocais em “your fuckin’ nightmare”. 
    Para o bis, a banda retorna ovacionada, com Shadows erguendo a bandeira brasileira. Todo o barulho dos fãs foi ainda potencializado pela escolha interessante de “Unholy Confessions” e “A Little Piece of Heaven”, que compuseram um excelente dobradinha para encerrar a curta apresentação de menos de 90 minutos. A exemplo do que aconteceu em 2011, um show curto, competente, que agradou aos fãs apesar da qualidade do som (ou falta dela). O último show da banda em território nacional parece ter sido, pelo no que se refere a sinergia entre público e artista, algo para ficar na memória. 
    Alguns dias antes houve bastante polêmica em torno da passagem da banda pelo Brasil, devido a um texto publicado em um grande portal que alegava que a banda se mostrara, em São Paulo, pronta para substituir o Iron Maiden. Apesar de controversa, a sentença não é descabida, por conta da paixão dos fãs do Avenged, que lembra, em muito, a os fãs da banda inglesa. A verdade é que, queira ou não, A banda de M. Shadows e Synyster Gates vem escrevendo seu nome entre os grandes do Metal deste século. Seja por méritos próprios ou por falta de concorrência, o que fica é a certeza de que a turnê do álbum Hail to the King apresenta um espetáculo que satisfaz plenamente os fãs da banda. 
    Desde que não seja destruído pela sonorização.

 

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