Marky Ramone’s Blitzkrieg: um excelente tributo à memória dos Ramones

Noite de quinta-feira em Porto Alegre e a noite é de Rock, com um grande encontro no palco do Opinião: Marky Ramone, o baterista que por mais tempo foi o responsável pelos tambores da maior banda de punk rock da história, se apresentou em Porto Alegre com seu projeto Marky Ramone's Blitzkrieg, que conta com Michale Graves, ex-Misfits, nos vocais. Quem compareceu pode presenciar um show espetacular com um repertório extremamente bem escolhido, daqueles impossíveis de se apagar da memória.

Eram 22h41 quando o telão subiu para a introdução instrumental The Good, The Bad and The Ugly, aquela mesma, da abertura do clássico album ao vivo Loco Live, de 1991. Com todos a postos, Michale Graves saúda o público antes do início de Rockway Beach, escolhida para a abertura dos trabalhos. Na sequencia, seis canções sem pausa para respirar: "Teenage Lobotomy", "Psycho Therapy", "Do You Wanna Dance", "I Don't Care", "Sheena is a Punk Rocker" e "Havana Affair" movimentaram a pista do Opinião antes da primeira surpresa da noite: "Tomorrow She Goes Away", muito bem recebida pelo público presente. 

Apesar de alguns desencontros da banda (especialmente no que se refere a algumas quebras de tempo que apenas Marky executou), o tributo a obra dos Ramones seguiu com o clima de pura diversão, conforme era expectaviva geral. A roda punk não parou, e os refrões clássicos ecoaram, especialmente em "Beat on the Brat", "The KKK Took My Baby Away" e "Pinhead", que fechou a primeira etapa da apresentação. Não havia motivos para que a banda deixasse o palco naquele momento, visto que apenas (e, como estamos falando de Ramones, ressalte-se o "apenas") 22 canções, em menos de uma hora de show. O primeiro bis foi simples e direto, como tudo que se viu até ali: "Rock and Roll Radio", "I Just Wanna Have Something To Do", "She's The One", "California Sun", "Have You Ever Seen The Rain", "Cretin Hop" e "Surfin' Bird", uma atrás da outra, antes de mais um momento especial: Tal qual vem sendo apresentado, Graves lembrou sua passagem pelos Misfits: com um violão Fender em punho, o vocalista executou dois clássicos em versões minimalistas: Dig Up Her Bones e Saturday Night foram extremamente bem recebidas pelo público, que ovacionou Graves ao final da performance. Com o retorno da banda, Marky pede o microfone para se dirigir ao público pela primeira e última vez na noite: após pedir silêncio com o dedo em riste em frente a boca, Marky sentenciou, taxativo: Michale Graves, o melhor cantor que os Misfits já tiveram!
E retornou à bateria.
Para o bis, a banda retorna com duas surpresas: Life as a Gas, do derradeiro álbum Adios Amigos, e, lembrando a memória de Joey Ramone, sua versão para What a Wonderful World, de Louis Armstrong, antes do encerramento com o maior clássico da carreira dos Ramones: Blitzkrieg Bop, fechando um repertório de 34 músicas em impressionantes 90 minutos.
O show de Marky Ramone foi emblemático e histórico por diveros motivos. E, por fim, este show acaba sendo, para muitos ali, o mais próximo que se pode chegar de um show dos Ramones (que se apresentaram pela última vez em Porto Alegre no já longinquo ano de 1992). Aqueles hits, permeados por algumas agradáveis surpresas, foram a trilha de uma noite de alegria nostalgica e de energia positiva que lavou a alma dos fãs. 
Nada menos do que se poderia esperar de Marky Ramone e seus comparsas.
Que venha o próximo.

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