Suricato: Arte e boa música no palco do Opinião

 

Presenciei dois fenômenos muito interessantes nesta noite de 31 de julho de 2014: O primeiro se refere ao poder que um programa de televisão, como o Superstars (que era apresentado pela Rede Globo nos domingos à noite) tem de exposição e mobilização de público; e o segundo, é sobre a celebração do Rock/folk, da arte e da boa música.

O Opinião estava completamente lotado, com ingressos esgostados, para presenciar a apresentação de uma banda que a menos de três meses era completamente desconhecida do público gaúcho. A expectativa estava no ar, a energia era das melhores, mas ninguém sabia exatamente o que estava por vir, e pelo que se pode observar, plateia e banda saíram de alma lavada após uma apresentação memorável.

Os trabalhos começaram era pouco mais de 22hs, com o músico Luciano Rocha (vocalista da banda Chalemarrom, velha conhecida dos veranistas da Guarda do Embaú) tocando e cantando clássicos do Rock, músicas de artistas como Pearl Jam, Nirvana, Pink Floyd, Elvis Presley e etc…  Também foram apresentadas canções da Chalemarrom, com destaque para a música “Saudade”, que foi muito bem recebida pelo público. Dono de uma voz poderosa, o músico fez uma apresentação segura e cumpriu bem o seu papel, animando e aquecendo a plateia que aguardava a atração principal. 

Após um breve intervalo a Suricato subiu ao palco ovacionada pelo público, perfilados agradeceram o carinho recebido, e só então buscaram suas posições e empunharam os instrumentos. A primeira música foi um clássico dos Beatles, “Come together”. A música  “Inseparáveis” foi a primeira composição própria reconhecida pela plateia, que gritou e aplaudiu forte e demoradamente ao fim de cada canção. Os músicos ficaram visivelmente emocionados com a receptividade, olhando para o público como quem não acredita no que está acontecendo, vivendo cada segundo com intensidade. Rodrigo Suricato agradece e cita que este show é o primeiro após o programa que projetou a banda, e também que “dessa vez não tem contagem regressiva, muro ou competição, agora é só Rock, arte e amor”.

O show contou ainda com músicas como “Pra tudo acontecer”, “Bobagens”, “Talvez”, “Um tanto” e as ótimas “Trem”, “Brother” e “in my time of dying”. Clássicos do rock brasileiro também estavam no repertório, dentre eles vale citar “Quase sem querer” (Legião Urbana), “Um certo alguém” (Lulu Santos), “O Segundo Sol” (Nando Reis/Cássia Eller) e “Quando a maré encher” (Nação Zumbi). Artistas internacionais foram lembrados, caso de KT Tunstall com a música “Suddenly I See” e Ben E King com o clássico “Stand By Me”.

A Suricato tem em Pompeu Pelosi (baterista) e Raphael Romano (Baixo) músicos seguros, na diversidade técnica e criatividade de Gui Schwab (Cordas) um diferencial e no talento puro de Rodrigo Suricato, o front man ideal. Foi um show histórico para a banda, segundo os próprios músicos, mas também para todos os presentes, que viram o nascer de algo que tem tudo para ser muito grande. Ninguém sabe onde vai dar a caminhada da Suricato, pois ela está recém começando, mas eles tem todos os elementos necessários para gravar seus nomes na história do Rock nacional. 

Por: Thiago Floriano Barbosa

Fotos: Doni Maciel

Related posts

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *