O Terno: Revelação do Rock Nacional pela primeira vez em Porto Alegre.

    Noite fria de segunda-feira em Porto Alegre e o clima é de expectativa: O Terno, uma das bandas que mais vem despertando atenção na cena independente nacional chega a Porto Alegre para o lançamento de seu segundo álbum, homônimo, sucessor do excelente "66", de 2012. Apesar do pequeno público presente, a banda fez um dos melhores shows do ano na capital. 
    A abertura ficou a cargo da não menos bacana banda gaúcha Renascentes. O quarteto, formado por João Ortácio (Vocal e Guitarra), Atila Viana (Baixo), Alexandre Fritzen (Teclados) e Dionisio Monteiro (Bateria) subiu ao por volta das 22h15, com "Todos os Nomes". Na sequência "Velho Enredo" chamou a atenção para a competência da banda em misturar estilos de forma convincente e sem sequer chegar perto de soar pretensiosa. A sonoridade dos Renascentes, que transita confortavelmente entre o Rock e a música brasileira sem deixar de flertar com outros estilos, arrancou aplausos sinceros e prendeu a atenção de quem chegou mais cedo. Os Renascentes são hoje, sem sombra de dúvida, uma das mais talentosas, originais e musicalmente bem resolvidas bandas do cenário gaúcho. Por pouco mais de trinta minutos deram seu recado e cumpriram com louvor a tarefa de esquentar o público para a atração de fundo. 
    Pouco depois das 23h o mestre de cerimônias da Segunda Maluca, DJ Jamaica, anuncia O Terno, trio formado por Tim Bernardes (Vocal e Guitarra), Guilherme d'Almeida (Baixo) e Victor Chaves (Bateria) inicia os trabalhos com "Bote ao Contrário", canção que também abre o mais recente álbum da banda. Na sequencia, respeitando a ordem do registro fonográfico, "Cinza", manteve o clima da apresentação. Apesar de prejudicada pelo som, a apresentação da banda chama a atenção, desde o início, pelo bom gosto na escolha de timbres e na composição de climas em cada composição. A a tensão e a tranquilidade, calma e a fúria podem conviver na mesma canção, sempre com maestria. 
    A partir dali, já com o público em suas mãos, a banda alternou material dos dois albuns, com destaque para "Papa Francisco Perdoa Tom Zé" (que, no álbum, contou com a participação do próprio cantor), "Eu Não Preciso de Ninguém", "Ai, Ai, Como eu Me Iludo" e "Desaparecido". O carisma da banda no palco foi outro ponto alto, seja em sua forma de tocar ou na interação com o público. Encerrando a primeira parte da apresentação, "Tic-Tac", levantou o púlico e foi a canção mais bem recebida até ali. 
    A primeira apresentação d'O Terno em Porto Alegre foi memorável, tanto que rendeu não um, mais dois bis (afinal, "66" não poderia faltar e não faltou). Após o show, a banda ainda atendeu os fãs, autografando e posando para fotos. Um nome que desponta no cenário nacional e que ja conta com a bagagem e o talento de artistas completos. 
    Que venha o próximo!

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