Crashdïet: apresentação sem grande brilhantismo em Porto Alegre

No último dia 16 de outubro um grande nome da chamada cena Sleazy se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre: os suecos do Crashdiet vieram à capital gaúcha promovendo seu mais recente álbum, “The Savage Playground”, de 2013. Em pouco mais de 1h20 a banda fez uma apresentação simples e direta, que dividiu opiniões.

Pouco depois das 21h sobem ao palco Martin Sweet (guitarra), Peter London (baixo) e Eric Young (bateria), seguidos do vocalista Simon Cruz para “Falling Rain”e “Down in the Dust”. Apesar da euforia dos fãs, natural por estarem ai, cara a cara com seus ídolos, a performance da banda é algo que podemos classificar como apenas aceitável. Sem muita empolgação, a banda demonstra uma apatia que nunca se poderia esperar do Crashdiet. É possível especular com relação ao motivo: talvez o pequeno público presente (cerca de 250 pessoas), talvez o fato de o show de Porto Alegre acontecer em um teatro, com assentos e um ambiente mais formal. Porém, na sequencia , com “Rebel”, a banda se encontrou e engrenou um rítmo bem mais forte do que apresentara até então.

Passado o início, tudo melhorou: som e luz melhores do que nas três primeiras músicas, público e banda interagindo bem mais e um repertório que contemplou os quatro álbuns da banda. O formato minimalista da produção (apenas a banda, amplificadores, a bateria e um modesto pano de fundo) e a proximidade dos fãs, que se aglomeraram em frente ao palco, tornaram a experiência de ver o Crashdiet algo muito mais humano e honesto do que o que se esperava daquela noite. Já o repertório , não deixou de ser curioso: Apenas duas músicas do novo álbum e três de “Rest In Sleaze”, álbum que catapultou a banda ao sucesso. Já o antecessor de “The Savage Playground”, “Generation Wild”, respondeu por metade do repertório, com nada menos que oito canções.

Sem grande brilhantismo, o show do Crashdiet em Porto Alegre foi básico e eficiente: uma banda tocando com o mínimo de estrutura, frente a frente com uma pequena, porém fiel, base de fãs. E um detalhe intresessante, que passou despercebido pelo público: atrás de Martin Sweet, ao lado do amplificador, repousava a guitarra que pertenceu a Dave Leopard e que hoje está sob a posse do guitarrista porto-alegrense Chris Young. Em brancas nuvens passou em frente aos fãs a oportunidade de fazer uma justa e bela homenagem ao principal pilar criativo da história da banda.

Talvez na próxima.

 

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