Megadeth: noite de pura celebração ao Metal

A noite de 16 de agosto de 2016 foi de pura celebração ao Metal, ao menos para os privilegiados que lotaram as dependências do Pepsi On Stage, estes puderam presenciar uma performance impecável, de uma das maiores bandas de rock pesado em todos os tempos! O Megadeth trazia à Porto Alegre mais do que a turnê de divulgação do ótimo disco Dystopia, mas uma formação renovada e muito apreciada pelo público, com o baterista Dirk Verbeuren assumindo as baquetas na turnê sul americana, mas especialmente pela presença de Kiko Loureiro, celebrado pela plateia, o guitarrista do Angra estava muito a vontade no palco, mesmo ao lado do lendário Mustaine.

A noite começou com a apresentação da banda porto alegrense It’s All Red, que conseguiu a oportunidade de abrir o espetáculo por escolha do próprio Dave Mustaine, e certamente não decepcionou ídolo ou público. Com uma apresentação segura, o quinteto executou Thrash Metal Melódico da melhor qualidade, com destaque para as músicas “Killing a Dead Tree”, “Lead by The Blind”, “Only” clássico da Anthrax, finalizando sua apresentação com a música “Integrate Forever”, que também é a música de trabalho do mais recente álbum da banda. A It’s All Red cumpriu com louvor seu papel de “preparar o terreno” para a atração principal, para quem ainda não conhecia, a banda foi uma grata surpresa.

Eram pouco mais de 21hs quando David Ellefson (baixo), Dirk (bateria) Kiko (Guitarra) e Dave Mustaine (Voz e Guitarra) subiram ao palco, para delírio dos fãs, que como presente de “boas vindas” receberam “Hangar 18” e a novíssima “The Threat is Real”. Nos telões, as projeções eram realmente impactantes, em especial as que acompanhavam as músicas do álbum Dystopia, com uma animação ao estilo Cyber Punk/Pós apocalíptico. Entre as músicas executadas nos primeiros blocos do show, podemos destacar “Wake up Dead”, “In my darkest hour”, “She Wolf”, a combinação entre “Dawn Patrol” e “Poison was the cure”, seguidas da incrível “Sweating Bullets”.

Dave Mustaine parecia estar feliz, certamente satisfeito com o público, bem humorado fez algumas piadas, citando sua ex-esposa e quem ainda não comprou o disco novo, mas como de costume passou seu recado, e isso poucos fazem melhor com uma guitarra em mãos! O show teve sequência com “Trust”, uma das melhores canções da banda, assim como a dobradinha matadora com “Dystopia” e “Symphony of Destruction”. O público sentiu que esse era o recado de que o show estava no final, então o que já era pura energia, transbordou na trinca final, que contou com “Peace Sells” e as poderosas “Mechanix” e “Holy Wars…The Punishment Due”.

O que pudemos observar essa noite, durante quase duas horas, foi um show e dois públicos, em vias gerais bem distintos. Enquanto o pessoal da pista premium parecia mais “comportado”, a turma da pista comum “rugia” as canções, se chutava em meio aos mosh pits e forçava as grades de contenção. Apesar das diferenças, uma coisa é certa, todos saíram satisfeitos ao final do espetáculo. O Megadeth justifica sua condição de uma das 4 maiores bandas de Thrash da história, seu álbum mais recente e a reação do público a essas músicas, demonstra que apesar dos 33 anos de estrada, a banda ainda tem muito a oferecer. Os fãs certamente agradecem.

Por: Thiago Floriano Barbosa
Fotos: Doni Maciel

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