Whitesnake: de volta a Porto Alegre com a turnê Greatest Hits

Noite de terça-feira, feriado no Rio Grande do Sul e Porto Alegre se prepara para receber pela terceira vez o Whitesnake, banda de Hard Rock capitaneada por uma das maiores e melhores vozes do estilo: David Coverdale. Após a turnê conjunta com o Judas Priest em 2005, no Gigantinho, e uma apresentação memorável no Teatro do Bourbon Country em 2008 (promovendo o álbum “Good to be Bad”, agora a banda britânica vem ao Brasil com uma turnê composta só pelos grandes sucessos da banda e, desta vez, no Pepsi On Stage. A abertura ficou a cargo da banda caxiense Elixir Inc., que com ótimas composições próprias levantou o público e aqueceu os motores para a atração de fundo.

Pontualmente às 21h30 “My Generation”, do The Who, precede o apagar das luzes que anunciava o início da apresentação. Foi com “Bad Boys” que o quinteto levantou o público predominantemente adulto que compareceu ao Pepsi On Stage. Na sequencia, uma dobradinha matadora: “Slide it In” e “Love Ain’t No Stranger” continuaram a viagem pelos anos 80 à bordo da nave do Whitesnake.

Desde o início, três coisas chamavam a atenção: a qualidade da iluminação, que foi um show à parte, a qualidade da banda (que contava, além dos parceiros de longa data Reb Beach – guitarra – e Tommy Aldridge – bateria – com Joel Hoekstra – guitarra, com a difícil missão de substituir Doug Audrich -Michael Devin – baixo – e o italiano Michele Luppi nos teclados) e, de forma (muito ou nada?) surpreendente a energia e o vigor de David Coverdale, às vésperas de completar 65 anos.
A primeira balada da noite veio em seguida: “The Deeper the Love” embalou os corações antes de outra pedrada: “Fool for Your Loving”. A partir dali, o show que já era ótimo entrou em uma ascendente de interação com o público. Até mesmo os solos de guitarra, baixo e bateria empolgaram de maneira mais intensa do que o comum, destaque para o solo de Tommy Aldridge que, na metade da performance dispensou as baquetas e solou com as próprias mãos. Com David vestindo um novo figurino, trocando a camisa branca temática, alusiva à bandeira do Brasil por uma preta com a inscrição “Make Some Fuckin’ Noise”, o show segue com uma trinca de canções que ajudaram a escrever a história do Hard Rock: “Is This Love”, o ponto alto da apresentação, com um impressionante coro do público presente, “Give Me All Your Love”, e “Here I Go Again”, que encerrou a primeira parte do show.
Como não poderia deixar de ser, houve espaço, ainda, para o bis: “Still of the Night” e “Burn” – clássico do Deep Purple há décadas incorporado ao repertório do Whitesnake – são sempre garantia de um final apoteótico para um show de Rock.

A turnê Greatest Hits entrega aos fãs uma viagem no tempo. Os maiores sucessos estão ali, com a função de resgatar a memória afetiva daqueles que, em linhas gerais, descobriram os álbuns de Coverdale & Cia durante os anos 80 e início dos 90. Entre sorrisos e boas lembranças, aqueles pouco mais de 90 minutos formam uma noite para ficar no coração dos Hard Rockers porto-alegrenses.

Por: Marcel Bittencourt
Fotos: Fabiana Menine

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