John Mayer: blues, groove, pop e folk no Beira-Rio

Sete álbuns de estúdio e sete estatuetas do Grammy. Após a última visita ao país, em 2013, quando se apresentou no Rock in Rio, John Mayer volta ao Brasil, aos 39 anos de idade, para uma tour que inclui cinco capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro, nesta ordem. O cantor e guitarrista promove o álbum The Search for Everything.
A expectativa para a apresentação de John Mayer em Porto Alegre era grande, levando em conta que se tratava da primeira passagem do músico por aqui e, ainda, que o repertório da noite seria em parte uma surpresa – a cada show, o setlist sofre alterações, o que deixa os fãs mais ansiosos.
Aproximadamente às 21h15min John e banda sobem ao palco do Anfiteatro Beira-Rio e abrem os trabalhos com “Helpless”, canção cheia de groove que é parte do novo álbum, The Search For Everything.
A presença de John, sua big band e o embalo da música, abraçaram o público, prometendo uma noite memorável. O show seguiu com outra música nova: “Moving On and Getting Over”, do mesmo álbum.
Apesar da ótima recepção do público, a animação veio ainda mais forte com sucessos de longa data, como as subsequentes “Who Says”, do álbum “Battle Studies”, “I Don’t Trust Myself (With Loving You)”, do álbum “Continuum” e “Why Georgia” do primeiro álbum de John, “Room For Squares”.
Essa sequência deu fim ao primeiro dos quatro capítulos que dividem o show. Nesse momento o capítulo que trazia a banda completa deu lugar ao acústico. John presenteou os fãs com mais três canções: o hit “Your Body is a Wonderland”, a nova “Emoji of a Wave” e “In Your Atmosphere”. Em meio a esse set acústico, o músico ainda comentou:
“um show é a única situação onde você vê uma pessoa chorando e não faz nada para impedí-la. Você quer fazê-la chorar mais”.
O terceiro capítulo, que contempla o trio de guitarra, baixo e bateria, trouxe de volta ao palco os icônicos Pino Palladino e Steve Jordan, companheiros fiéis de John há muitos anos.
Nesse formato, o show apontou para o Blues, contando com releituras de dois clássicos do estilo: “Everyday I Have the Blues” e “Crossroads”, com uma versão enxuta de “Vultures” entre as duas.
Durante as trocas de capítulo, vídeos de entrevistas e bastidores eram exibidos. Os conhecedores da história, da carreira e da obra de John Mayer aplaudiam até mesmo os músicos no telão.
O time retornou ao palco para o último e mais extenso capítulo: “Full Band (reprise)”, com John, Pino, Steve e ainda David Ryan Harris e Isaiah Sharkey nas guitarras e Tiffany Palmer e Carlos Ricketts nos backing vocals e Larry Goldings nos teclados.
Nessa reta final, John priorizou o álbum “Continuum”, do qual já havia tocado duas canções. Entre composições de outros trabalhos, ele ainda incluiu “Stop This Train” e “Slow Dancing in a Burning Room” e em seguida “Waiting On the World to Change” e “Gravity” (essas duas no bis, encerrando o espetáculo), totalizando seis músicas, que representam metade do álbum mencionado, o qual é citado por John como “um disco que funciona ao vivo”. A recepção do público só confirmou.
Uma noite agradável, uma grande banda, um pouco de blues, groove, pop e folk. Um público participativo e emocionado. Uma noite pra se guardar na memória e desejar que aconteça novamente.
SETLIST:
Chapter 1: Full Band
-Helpless
-Moving On and Getting Over
-Who Says
-I Don’t Trust Myself (With Loving You)
-Why Georgia
Chapter 2: Acoustic
-Your Body is a Wonderland
-Emoji of a Wave
-In Your Atmosphere
Chapter 3: Trio
-Every Day I Have the Blues (Pine Top cover)
-Vultures
-Cross Road Blues (Robert Johnson cover)
Chapter 4: Full Band (reprise)
-In the Blood
-Stop This Train
-Slow Dancing in a Burning Room
-If I Ever Get Around to Living
-Dear Marie
Encore:
-Waiting On The World To Change
-Gravity
Por: Murilo Bittencourt
Fotos: Michael Paz / BMoov

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