Entrevista: Tequila Baby
março 14, 2010
Categoria Entrevistas
Foto: Daniel Sasso
No último dia 10 os gaúchos do Tequila Baby receberam um inesperado convite para, ao lado da Rosa Tattooada, fazerem a abertura do show do Guns n’ Roses em Porto Alegre. Na sexta-feira, no Bar Pinga Brasil, Duda Calvin (Vocal), James Andrew (Guitarra) e o novo baixista Davi Pacote conversaram com o Poa Show sobre essa surpresa e ainda diversos assuntos referentes a história daquela que pode ser considerada a maior banda de Punk Rock do Rio Grande do Sul.
Entrevista: Hibria
janeiro 19, 2010
Categoria Entrevistas
Que banda gaúcha se apresentou em cinco países diferentes no ano de 2009? Qual foi a única banda brasileira a se apresentar no festival Loud Park, no Japão? Que banda brasileira foi convidada a abrir um show do Megadeth? A mesma banda que abrirá o show do Metallica em Porto Alegre.
Hibria, um dos maiores nomes do Metal Nacional falou com exclusividade ao PoaShow.
POA SHOW – Gostaria de começar perguntando sobre as tão comentadas viagens do Hibria que aconteceram em 2009 pela Ásia e pelo Canadá, sendo um dos poucos, senão o único, artista brasileiro a se apresentar duas vezes no Japão no ano de 2009. Como foi?
Diego Kasper – A gente lançou nosso primeiro CD, DTR, em 2004 no Japão e a partir dali a gente começou um relacionamento com a nossa distribuidora de lá. Esse disco teve uma repercussão legal na mídia especializada. Saiu uma resenha na revista Burrrn! que deu uma nota excelente pra ele e, a partir dali, com todo o trabalho da gravadora, mais a aceitação da imprensa, o CD caiu nas graças do público e o CD ficou por seis semanas no site HMV (www.hmv.co.jp) em primeiro lugar na categoria Heavy Metal. Mas, até então, a gente era uma banda de apenas um CD. Quando lançamos o segundo CD em 2008 (The Skull Colectors) ele teve um desempenho bastante parecido com o primeiro e aí então começou a se pensar num lance de turnê. Aí então a nossa distribuidora, através de uma empresa que organiza shows e a partir de então os caras entraram em conversação pra que a gente conseguisse viabilizar. Tudo culminou com os shows que a gente fez em Maio, o primeiro dia 19 em Osaka em uma casa relativamente grande, um local onde rolam outros shows internacionais e pra nossa grata surpresa foi um dia de casa muito cheia. E foi do caralho também porque a gente estava no centro comercial e cultural de Osaka, andava na rua e era reconhecido. Então isso também foi uma coisa muito legal.
Iuri Sanson – No primeiro dia que a gente saiu do Hotel pra conhecer a cidade um pouco, fomos procurar um restaurante para jantar e logo nas duas primeiras quadras passou um pessoal, olhou e perguntou “Hibria?”. Aí vieram conversar, tirar foto, pedir autógrafo… muito legal. Na ida a gente encontrou com dois grupos de pessoas que vieram falar com a gente e na volta também. Isso já fez com que a gente tivesse uma prévia do que seria o show no dia seguinte. Aí o sangue começou a bombar, toda aquela coisa, uma preparação bem legal. Aí depois que a gente fez esse show em Osaka que teve uma repercussão muito legal… Leia mais
Entrevista: Matanza
dezembro 14, 2009
Categoria Entrevistas
O PoaShow conversou brevemente com Jimmy London, vocalista do Matanza. Confira como foi:
PoaShow – Vocês estão encerrando a tour do MTV ao Vivo, como foi a Tour para vocês?
Jimmy – Como em toda turnê, a gente acabou quase morrendo. A gente gosta de fazer as coisas quase morrendo. A gente vai acabar quase morrendo. Mas a gente ta se divertindo. A gente sempre se diverte. Até morrendo a gente se diverte. Morrer deve ser divertido então.
Poa Show – Com o encerramento da turnê, vocês já estão preparando material para um novo disco?
Jimmy – Estamos. Antes de morrer a gente vai tentar fazer um disco novo… (risos) Estou fazendo lá com o Donida, como sempre foi. Ele agora vai ficar nessa só de compor, não quer mais viajar, está cansado… Estamos fazendo o disco novo aí… início, meio do ano que vem já deve ter disco novo na área.
Poa Show – O Donida vem sendo freqüentemente substituído pelo Maurício Nogueira. Por que isso está acontecendo e como foi essa decisão?
Jimmy – Foi bem tranqüilo, na real. O cara está cansado de viajar, ta velho já, ele é mais velho que eu, deve ter uns quatro anos a mais que eu já. E ele nunca foi um maluco muito amarradão em viajar mesmo não… Ele sempre gostou muito da parada, gostou muito da música, gostou muito da arte pela arte mesmo de compor e fazer o lance, mas nunca foi um cara que gostou muito do dia-a-dia de estrada, de viajar, de ficar de um lado pro outro… É uma coisa meio cansativa mesmo, se você não tiver muito prazer em fazer o lance, aí é chato. Aí ficamos com os dois assim, o Maurício faz todos os shows e o Donida compõe como sempre compôs, meu brother, normalmente. Só realmente tirar as coisas que são sofrimento porque não precisa né? Acho que não precisa ter as paradas que são sofrimento pra ninguém. Eu continuo me amarrando ainda em fazer os discos e em viajar e ele está amarradão só fazendo os discos.
Poa Show – Me corrija se eu estiver errado então: O Donida continua sendo um membro do Matanza…
Jimmy – Totalmente.
Poa Show – Ele é o guitarrista que grava os discos e faz as composições…
Jimmy –Faz as composições, grava os discos, e o Maurício faz os shows.
Poa Show – E o Maurício é um…
Jimmy – É um “sub-eterno”. Um “sub-direto”. Mas ele também está dentro, agora a banda agora são cinco.
Poa Show – Mas ele não interfere no trabalho de composição?
Jimmy – Na verdade, na verdade mesmo o trabalho de composição sempre foi muito do Donida sozinho. Então não faz muita diferença o Maurício ou mais trinta… (risos) Sempre foi do maluco sozinho mesmo… Eu que vou lá com ele e dou uns “h”, umas idéias de letra… a gente só junta mesmo a banda pra tocar depois quanto as coisas estão bem prontas, já compôs, já fez a porra toda…
Poa Show – E a produção continua com o Rafael Ramos?
Jimmy – Rafa, claro…Nosso brother também, mais um Matanza. Tudo que a gente fez na vida a gente fez com ele.
Poa Show – O Matanza sempre teve uma relação muito próxima com a MTV, no entanto nunca conseguiu uma inserção em rádio. Como a banda encara isso e como analisa as razões disso?
Jimmy – Quando a banda começou a gente ficou noiado, ficou preocupado com essa merda aí de rádio… como é que vai ser… e nego não quis tocar mesmo, tinha palavrão, achava uma merda…. não quer tocar? Então não toca! A gente decidiu então baixar a cabeça, seguir em frente, cagar pra isso… hoje em dia também a gente está aqui fazendo nosso show, maior galera amarradona… tocou? Legal. Não tocou? Foda-se. Não faz a menor diferença pra gente, a gente quer mais é que se foda. A gente pode viver muito melhor porque rolou exatamente sendo direto. “Pô, mas é cheio de palavrão, não dá pra fazer uma musiquinha pra gente tocar no rádio?” Não, não dá não! É essa merda que a gente faz mesmo. Pô, maneiro. Prova de que se trabalhar que nem um filha da puta pra caralho “a vera” que nem a gente fez, dá pra trampar sem essa merda aí. Uma pena que não tenha rádio maneira pra tocar. Aqui tem né?
Poa Show – Tem.
Jimmy – Aqui é o único lugar que eu sei que toca, tocou na rádio do Pancho (N. do R: Ipanema FM), ele me falou que lá toca direto “Estamos Todos Bêbados”, Resto do Brasil, velho? Não tem! Não tem e não adianta.
Poa Show – O que vocês fazem quando não estão envolvidos com o Matanza?
Jimmy – A gente passa muito tempo envolvido com o Matanza. A gente viaja geralmente de quinta a segunda então sobra ali terça e quarta pra dar um alô pra mulher, meio que pagar as coisas em casa, consertar a goteira em casa, realmente é uma situação muito jogo rápido… O outro ali tem filho, outro ali dá aula de bateria, eu produzo uns discos, faço umas coisas de TV mas é tudo muito chutado, porque mesmo o tempo que a gente não está efetivamente viajando ou tocando com o Matanza, eu estou fazendo alguma coisa de TV, ou compondo, ou fazendo alguma coisa do próprio Matanza, então… a ralação é constante.
Poa Show – Como foram aquelas histórias polêmicas do YouTube*, referente a um jogo do RockGol, aquele atrito com o NX Zero, e ao Programa RockGol da MTV, a briga com os apresentadores?
Jimmy – Eu estava jogando bola ali, igualzinho a qualquer um que joga bola. Porra, qualquer um que já jogou bola sabe que chega uma situação que o cara fica de saco cheio e manda tomar no cu mesmo, principalmente quando é uma pessoa que… você já não simpatiza muito. No programa não, o programa foi de sacanagem, fez brincando, porque um cara lá tinha faltado e a gente combinou de fazer a merda e fazer bagunça mesmo. Os caras disseram “A gente está aí com um bloco, o jogador faltou, vamos sair na porrada? Demorou.”
Poa Show – Você costuma acompanhar a cena Rock no Brasil? O que te chama a atenção positiva e negativamente?
Jimmy – Acho que o positivo mesmo são os lugares que a gente vai descobrindo. Ontem mesmo a gente fez Sapiranga, outro dia a gente fez Joaçaba, uns picos muito pequenos, umas cidades bem pequenas mas que a gente vai e tem um bar de Rock, tem um maluco que tem a disposição de fazer uma situação maneira, o cara entende o que está acontecendo ali, o público vai e sabe o que está acontecendo ali. É uma coisa bem maneira, a gente tem umas surpresas. Chega num lugar na casa do caralho e a parada é grande, é maneira, tem um cara que se preocupa com o som. Dá pra ver que o Rock é que nem barata mesmo, não morra. A merda… é que de tempos em tempos nego fica nessa situação aí de curtir outras coisas… Mas é muita nóia, muita burrice também… “Ah, o cara gosta de pagode.” Gosta, foda-se, problema dele. É fazer o nosso e foda-se todo mundo.
Poa Show – Em uma entrevista na MTV você declarou que o Rock é cíclico e está no ponto mais baixo. Não houve uma piora ou você de decepcionou com a teoria?
Jimmy – Cara, não… é muito raro, de vez em quando vem uns malucos que eu acho que realmente fazem a diferença. O Jack White, do White Stripes, esse maluco faz a diferença. Tira um som do caralho, faz um som do caralho. Queens of the Stone Age também são maneiros, representam um Rock maneiro. Mas de resto assim, banda do caralho, mundial… não acho do caralho não.
Poa Show – Acompanhou o Them Crooked Vultures?
Jimmy – Pois é… muito legal. Uma coisa que eu gostei pra caralho também que já tem um tempinho é outra parada do Dave Grohl, o ProBot. Acho que o Dave Grohl na verdade é que é um maluco muito maneiro. Não vou muito com os cornos dele mas, porra, tenho que admitir. Não gosto do Foo Fighters mas tem várias qualidades. Nirvana, achava do caralho. ProBot é do caralho, as coisas que ele faz são bem legais. Toca bateria pra caralho… esse cara tem alguma coisa aí… Mas não dá pra ficar reclamando não… O Motorhead ta aí, AC/DC ta aí… enquanto estiverem aí não dá pra dizer que está ruim.
Poa Show – Uma mensagem para os fãs porto-alegrenses?
Jimmy – Ô bando de filha da puta. Vamos tirar essa bunda gorda de casa e se divertir.
Clique aqui e leia o review do show do Matanza em Porto Alegre
*Jimmy x Di do NX Zero no ROCK GOL
*Jimmy X Marco Bianchi
Entrevista: No Te Va Gustar
julho 31, 2009
Categoria Entrevistas
Entrevista feita dia 29 de julho no 4º Festival de Inverno de Porto Alegre com Guzmán (baixista) Mauricio e Denis (metais).
POA Show – Fazendo uma restrospectiva dos shows de 2007 e 2008 e comparando com o show de hoje, como percebem o público? Ele aumentou, mudou muito ou continua com os mesmos fãs fiéis?
Guzmán: Fizemos os dois primeiros shows com outras bandas e não conseguíamos perceber o nosso público, hoje pudemos perceber que a maioria canta e dança com a nossa música.
Denis: há muita gente do Uruguai morando aqui e que vem aos shows, as vezes apresentam nossa música aos amigos, que acabam vindo ao show, gostando. Percebemos que eles se divertem muito porque cantam as músicas e se divertem.
POA Show- O disco Lançado aqui, uma compilação dos dois primeiros CD’s, foi bem recebido? Como estão as vendas?
Denis: não sei, não nos importa saber, pois o que queremos é divulgar nosso trabalho, não temos um contrato com uma grande gravadora multinacional, a verdade é que queremos poder gravar o próximo CD. Tanto os CD’s como as rádios são só uma forma de divulgar o No Te Va Gustar.
POA Show – Como querem e o que lhes parece a idéia de entrar na Cena Cultural do Rio Grande do Sul?
Mauricio: nos aproximamos do Rio Grande do Sul porque se encaixa com o que estamos fazendo. Sabemos que temos uma proximidade cultural com o público daqui, que as pessoas gostam muito de Rock. É muito bom entrar e participar desse espaço.
POA Show – Como é a frequência de Shows em Montevideo e qual será a frequência em Porto Alegre?
Guzmán: Em Porto Alegre acredito creio que será uma vez por ano. Fazemos um ou dois shows por ano em Montevideo, os que gostam do nosso trabalho se juntam e vão ao show, não é possível estar todo o tempo lá. Fazemos muito shows internacionais, como aqui, na Espanha e na Alemanha.
POA Show – Na Alemanha? Como é o público lá?
Guzmán: não sabemos se entendem as letras, embora percebamos que algumas pessoas cantam e as conhecem. Mas lá eles curtem mesmo a música, o som. Dançam bastante.
POA Show – Muito obrigada pela entrivista e parabéns a todos, o show estava ótimo!
Guzman: Nós é que agradecemos e esperamos ver todos vocês ano que vem.





