Joe Lynn Turner: Lenda viva que tivemos a oportunidade de ver

maio 30, 2010 
Categoria Reviews

Joe Lynn Turner 39 Joe Lynn Turner: Lenda viva que tivemos a oportunidade de ver
 
Casa "nem tão cheia assim", para receber Joe Lynn Turner na última quarta feira 26, em Porto Alegre. Um público de no máximo 400 pessoas foi ao Bar Opinião para conferir o show do vocalista. Uma pena, visto que o que estava por vir com certeza seria um grande espetáculo.
 
A banda gaúcha de rock progressivo "Apocalypse" foi responsável pela abertura. No pré-lançamento de um kit comemorativo aos 25 anos de banda, que contém livro, DVD e dois CDs (um deles o novo álbum da banda), apresentou um show muito bom, mostrando por que se mantém na estrada já há tanto tempo. Uma boa escolha para aquecer o público.
 
Perto das 23:30h a expectativa era grande para ver o astro "multibanda" Joe Lynn Turer no palco. A voz que passou por algumas das maiores bandas de todos os tempos, como Rainbow, Deep Purple e a banda de Yngwie Malmsteen (além da extensa carreira solo), volta a Porto Alegre depois de sete meses para a turnê "Blood Red Sky", ao lado do baixista Andy Robbins (Holy Soldier, JLT, Doogie White, Sircle of Silence), o baterista Garry King (Jeff Beck, JLT, Alice Cooper, Psychedelic Furs), o guitarrista Betovani (JLT) e o tecladista Bruno Sa (John Lawton, JLT, Ted Poley).
 
Ver Turner no palco é como ver, por exemplo, Steven Tyler, Ian Gillan ou David Coverdale. Você ouve falar no cara há muitos anos, é fã do cara há muitos anos, sabe que é uma lenda do rock há muitos anos, e mesmo assim, quando finalmente está cara a cara com ele, fica com aquela pergunta martelando na cabeça: "uau! Esse cara é mesmo de verdade?".
"Death Alley Driver" abre o show em grande estilo. Podemos chamar essa música, do disco "Straight Between the Eyes", de "A Highway Star do Rainbow" (não querendo jamais comparar as bandas e muito menos as músicas, mas o clima, principalmente da introdução, que nos remete ao clássico do Deep Purple em alguns momentos). Impossível não notar a preocupação que Turner mantém até hoje com o visual e sua grande performance de palco. Com roupas bastante justas e as clássicas luvas de couro, além de uma simpatia e um carisma empolgantes, Joe agitou o tempo todo e interagiu freqüentemente com o público. Público este um tanto quanto apático em alguns momentos.
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Ana Carolina canta muito e interage pouco no show de Porto Alegre

maio 29, 2010 
Categoria Reviews

JacquelineOliveira 1532 Ana Carolina canta muito e interage pouco no show de Porto Alegre
 
Público variado e lotação moderada foi o que o Teatro do Bourbon Country recebeu na noite do último dia 26, quando Ana Carolina apresentou as canções do show N9ve. Antes do show, fãs mais fervorosas gritavam o nome da cantora, empunhando rosas vermelhas e cartazes com mensagens de carinho explícito. Um calor humano que não combinou com a falta de energia de Ana Carolina no palco. Alguns comentários dão conta de que ela teria se irritado com problemas técnicos que teriam aparecido na primeira noite. De todo modo, Ana Carolina pouco falou com os fãs, não apresentou sua banda e fez um show de pouco mais de uma hora de duração.
 
N9ve é seu nono disco em dez anos de carreira e o show apresentou um resumo desta trajetória. Com músicas de álbuns anteriores, como Hoje eu To Sozinha, Rosas, Louca Tempestade e Elevador, a platéia vibrou e cantou junto mesmo diante da postura austera de Ana Carolina. Voz vigorosa, banda competente, cenário simples porém com elementos diferentescomo uma plataforma móvel, e uma cantora contida marcaram este show.
 
As músicas de N9ve, lançado em 2009, também foram cantadas com devoção pelos fãs. Entreolhares e Tá Rindo, É? se destacaram na apresentação. “8 Estórias” foi interpretada enquanto um vídeo com três mulheres, ora de lingerie, ora nuas, era reproduzido no telão. A música fala justamente de diversas mulheres. Em todo o show, aliás, Ana Carolina insinua, nas letras e nos gestos, a sua já sabida bissexualidade. Condição que, aliás, é totalmente bem recebida pelos fãs que acompanham a carreira da cantora.
 
Embora o contato com o público tenha sido tímido e Ana Carolina não tenha conversado muito com os fãs gaúchos, seu show agradou a quem gosta de suas letras e músicas, a não ser por ter sido considerado curto demais. É uma cantora focada na densidade de suas letras e não na performance ao apresentá-las. Porém, talvez se assumisse uma outra postura no palco, fizesse sua música crescer e tocar mais ainda quem a ouve.
 
Ana Carolina ainda fez mais um show em Porto Alegre, no dia 27 de maio, no mesmo teatro. Muitos fãs que foram até o Bourbon na quarta, retornaram na quinta, o que prova que a artista consegue agradar a muitos, apesar da sua quase apatia no palco.
 
Por: Jacqueline Oliveira
Fotos: Jacqueline Oliveira
 

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Aerosmith faz história em Porto Alegre

maio 28, 2010 
Categoria Reviews

      aero 1 of 1 13 Aerosmith faz história em Porto Alegre

      Que Porto Alegre já faz parte da rota dos grandes shows internacionais não é novidade. Os últimos dois anos comprovam essa realidade. Mas foi em 2010 que Porto Alegre marcou presença no itinerário dos Mega Shows, produções enormes sempre para mais de 10 mil pessoas. Depois de Metallica e Guns ‘n’ Roses, ontem, 27 de Maio, a capital dos gaúchos recebeu o Aerosmith, no show mais longo de sua Tour “Cocked, Locked and Ready to Rock!” na América do Sul.

      A abertura ficou a cargo da banda catarinense Santo Graau, que fez um show frio. Ainda que recebida com vaias e arrancando pouquíssimos aplausos, a banda não se intimidou e mandou seu som. Destaque para a versão de “Não Sei”, do TNT, onde receberam Alemão Ronaldo (ex-Bandaliera) como convidado especial. Não houve banda local como banda de abertura.
 
      No horário marcado, às 22h sobe uma gigantesca bandeira com o logo do Aerosmith. Cai minutos depois para o início de “Love in an Elevator”, que levanta os milhares de fãs que compareceram ao Estacionamento da Fiergs. A versão precisou ser estendida: em meio à canção, Steven Tyler deixa o palco. A banda, experiente, continua um longo trecho instrumental até o retorno do vocalista para então levar a música até o fim. Na seqüência, uma grande surpresa: “Mama Kim”, que ainda não havia sido executada na tour sul-americana. Extremamente bem recebida, “Mama Kim” arrasou.
 
      Desde o início a banda tem de superar pequenas dificuldades técnicas, mas o fazem com muita facilidade (Tyler chegou a se desculpar por elas em determinado momento). A performance de palco da banda também se mostra impressionante, especialmente as de Tyler e Perry, os integrantes que mais se aproximam do público e mais fazem uso da passarela em frente ao palco.
 
      A dobradinha do disco “Nine Lives”, “Falling in Love (Is Hard On The Knees)” e “Pink” agradou em cheio os fãs dos trabalhos mais populares da banda. “Dream On” e “Living On The Edge” também empolgaram.
 
      Os fãs dividiam-se em duas categorias bastante distintas: uma minoria que conhece o trabalho do Aerosmith de longa data (e aqui falo de décadas), que esperava ver grandes clássicos da fase setentista e aqueles que conhecem a banda através de seus grandes sucessos nas rádios e na MTV. Estes, maioria, vibraram com a trinca “Jaded”, “Crazy” e “Cryin’” (executadas na seqüência) e também com “I Don’t Wanna Miss a Thing”, da trilha do filme “Armageddon”. Estas foram, de longe, as músicas mais bem recebidas, mais cantadas, e que mais emocionaram.
 
      Os solos de bateria e guitarra também aconteceram em Porto Alegre. O de Joey Kraemer contou com a participação de Steven Tyler, respondendo por um momento bastante charmoso da apresentação. Já o de Joe Perry foi enriquecido pelo uso de um Theremin que complementou a performance do guitarrista. O que ninguém esperava era um solo de muito bom gosto proporcionado pelo baixista Tom Hamilton, antes de “Sweet Emotion”.
 
        Após os covers “Stop Messing Around” (do Fleetwood Mac, cantado pelo guitarrista Joe Perry), e “Baby Please Don’t Go” (de Big Joe Williams) a ótima “Draw the Line” fechou a primeira parte do set. Com 1h45 de show a banda se despede pela primeira vez.
Apenas um minuto e o Aerosmith retorna para mais dois clássicos: “Walk This Way”, canção em parceria com o Run DMC que trouxe a banda de volta ao topo e a versão de “Train Kept A-Rollin’”, que vem fazendo parte de todas as apresentações da banda na América do Sul.
 
       Foram duas horas de ótimo Rock and Roll e belíssimas baladas, debaixo de uma chuva fina e constante. Duas horas em companhia de uma banda forte, concisa e muito competente. Um grande show, capitaneado por um grande guitarrista e um frontman genial. Todos os músicos estão em excelente fase, mas a voz de Steven ainda se destaca. Soa bem. É agradável e não deixa nada a desejar quanto às gravações em estúdio.
 
       O Aerosmith, em duas horas, fez história no Estacionamento da Fiergs. Guns ‘n’ Roses e Metallica tem companhia na briga pelo título de Show do Ano em Porto Alegre.
 
 
Set List
 
Love in an Elevator
Mama Kin
Falling in love
Pink
Dream On
Livin' on the Edge
Jaded
Crazy
Cryin'
Drum Solo
Lord Of The Thighs
I Don't Want To Miss a Thing
Rag Doll
Guitar Solo
What It Takes
Sweet Emotion
Stop Messin' Around
Baby, Please Don't Go
Draw the Line
Encore:
Walk This Way
Train Kept A-Rollin'
 
Por: Marcel Bittencourt
Fotos: Fabiana Menine
 

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ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

maio 24, 2010 
Categoria Reviews

zztop 1 of 1 20 ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

 
              Noite de temperatura amena em Porto Alegre. Após um agradável domingo ensolarado, a noite ainda reservava um encerramento com chave de ouro para o fim de semana. Os texanos do ZZ Top, em turnê pelo Brasil pela primeira vez em 40 anos de carreira, chegam a Porto Alegre para uma apresentação no Pepsi On Stage. Billy Gibbons (Guitarra e Vocal), Dusty Hill (Baixo e Vocal) e Frank Beard (Bateria)  foram responsáveis por um dos melhores shows do ano na capital dos gaúchos.
 
              Com pontualidade britânica, a banda sobe ao palco para “Got Me Under Pressure”. Tecnicamente temos já na primeira música um show perfeito. Luz e som impressionam. Predominantemente branca, a luz permite excelente visualização dos músicos. Já o som é operado com extrema competência, superando qualquer adversidade habitual no Pepsi On Stage. Era possível distinguir absolutamente tudo fácil e nitidamente. Para completar, um belo e gigantesco telão de LED exibia imagens da banda.
 
              O que parecia perfeito começou a assustar. A banda deixa o palco, deixando todos apreensivos. Poucos minutos se passam e o trio retorna para excelentes performances de “Waiting For The Bus” e “Jesus Just Left Chicago”. Ao final desta, alguém da produção sinaliza novamente para a banda. Mais uma vez,deixam o palco, agora para um hiato ainda maior.
 
              Dúvida e até mesmo o temor de um eventual encerramento prematuro da apresentação começam a surgir quando a banda retorna pela segunda vez, agora acompanhados de um integrante da produção. Explicado o problema (tratava-se de uma queda de energia), o show prosseguiu com “Pincushion” e “I’m Bad, I’m Nationwide”. Até ali a banda seguia o setlist de seu DVD ao vivo, “Live From Texas”, exceto pela inversão na ordem destas últimas.
 
              Antes de “Future Blues”, Billy Gibbons chama uma jovem ao palco. Ela pergunta se está tudo bem. Segue o diálogo, onde ambos falam português (o de Gibbons chega a impressionar):
 
              – Quando você chegou aqui?
              – Hoje.
              – Só hoje?
              – Sim.
              – Você veio de avião?
              – Não
              – De navio?
              – Também não.
              – Como você veio então?
              – Com minha bicicleta! (risos gerais)
 
              Na seqüência, “Rock Me Baby”, além da já citada “Future Blues” foram cantadas de forma impecável pelo baixista Dusty Hill. Até “Rock Me Baby”, não houve uma canção de destaque. No entanto, “Cheap Sunglasses” arrancou os aplausos mais fervorosos até ali. O sempre bem humorado e carismático Gibbons ainda ganhou mais alguns pontos ao virar a guitarra e mostrar uma enorme inscrição que dizia “Cerveja”, assim mesmo, em português.          
    
              As clássicas performances cênicas da banda (danças, gestos, paradas, etc.) permearam a apresentação dos americanos. Detalhes previsíveis, mas indispensáveis para quem esperou tanto tempo por um show do ZZ Top. O único cover da noite foi uma homenagem ao grande guitarrista Jimi Hendrix, cuja morte completa 40 anos em 2010. Foi com “Hey Joe” que o trio levantou, mais uma vez, o público do Pepsi On Stage.
 
              O repertório, basicamente o mesmo apresentado em São Paulo, contou ainda com “I Need You Tonight” e as surpreendentes “Brown Sugar” e “Party On The Patio”, além da ótima “Just Got Paid”.             
              Para a reta final da primeira parte do show, uma poderosa trinca de clássicos que fez os fãs cantarem alto: “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e “Legs” (onde a banda utilizou as clássicas guitarras “de pelúcia”) responderam pelo ponto mais alto de uma apresentação de nível.
 
              No bis os instrumentos foram diferentes: naquele momento a banda optou por escandalosas guitarras verde-limão com detalhes brilhantes. As canções escolhidas foram uma versão de “Viva Las Vegas”, canção imortalizada por Elvis Presley, “La Grange” (um dos maiores clássicos da banda, recentemente popularizada no game “Guitar Hero III”) e, por fim, “Tush”. Um encerramento espetacular para um show histórico.
 
              O grande destaque da noite foi a atuação da banda. O show é perfeito. As músicas que constam em “Live From Texas” são executadas exatamente como no DVD. O ZZ Top é uma banda que toca muito, muito, muito bem. É um show não só de Rock, mas de competência e precisão.
 
              O show do ZZ Top é espetáculo. Compensaram plenamente os 40 anos de espera com uma apresentação matadora.
 
              Quem não foi, perdeu.
 
              Muito.
 
 
Set List
 
Got Me Under Pressure
Waiting For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Pincushion
I'm Bad, I'm Nationwide
Future Blues
Rock Me Baby
Cheap Sunglasses
My Head's In Mississipi (trecho)
I Need You Tonight
Hey Joe
Brown Sugar
Party On The Patio
Just Got Paid
Gimme All Your Loving
Sharp Dressed
Legs
————-
Viva Las vegas
La Grange
Tush
 
 
Por: Marcel Bittencourt
 
 
 

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Johnny Winter: um mestre do Blues

maio 23, 2010 
Categoria Reviews

              Johnny winter Johnny Winter: um mestre do Blues

 

              Na última sexta-feira, dia 21 de Maio, a Branco Produções trouxe a Porto Alegre uma das maiores lendas do Blues: John Dawson Winter III, mais conhecido como Johnny Winter. O guitarrista americano de 66 anos ainda manda muito bem com a guitarra nas mãos.

              Antes do show chamou nossa atenção a presença de muitos músicos da cena gaúcha, especialmente guitarristas. Jimi Joe, Nei Van Sória e Charles Master, entre outros, compareceram para apreciar o show do guitarrista texano.
 

              Pouco depois das 21h a banda sobe ao palco para um tema instrumental. Ao final dele, o  mestre do Blues entra em cena. Um pouco debilitado e caminhando com dificuldade,  Johnny Winter é ovacionado. Aplaudido de pé, se acomoda em uma cadeira no centro do palco e abre os trabalhos com “Hidaway”.

              Com um chapéu de aba larga eu o sombreava o rosto durante todo o show, Johnny Winter é pura introspecção. Sem se dirigir muito ao público ou mesmo sorrir, o músico deixa toda a expressão para a guitarra.

              O repertório foi recheado de clássicos como “Highway 61”, “Black Jack”, “Don’t Take Advantage of Me”, “It’s All Over Now” e “Good Morning Little School Girl”, além de um cover de Jimi Hendrix, “Red House”. Nelas, Winter demonstrou todo o talento e toda a técnica que justificam sua inclusão no Hall da Fama do Blues, em 1988.

              Dono de um estilo bastante criativo no Blues, Winter tem tembém um excelente gosto para timbres e efeitos. Utiliza um set de pedais pequeno, porém bastante versátil. Leia mais
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