Cat Power de volta a Porto Alegre…
maio 23, 2010
Categoria Reviews
Chuck Berry: O pai do Rock and Roll volta a Porto Alegre
maio 15, 2010
Categoria Reviews
Esqueça tudo que você já ouviu ou leu sobre um show intimista. Esqueça as idéias pré-concebidas sobre contato de um artista com seu público. Chuck Berry, o pai do Rock and Roll, proporcionou, na ultima sexta-feira, dia 14, um espetáculo de simpatia, gentileza e carinho recíprocos entre um artista e o público porto-alegrense.
As informações técnicas sobre a duração do show eram claras: uma hora. A duração que serviria para deixar profundamente insatisfeito qualquer fã que comprasse um ingresso, não fez diferença aqui. Todos estavam cientes de que trata-se de uma lenda que permanece nos palcos e na estrada aos 83 anos. Trata-se da mais velha lenda vida do Rock and Roll. E ele veio a Porto Alegre.
O show começou pontualmente as 21h com “Roll Over Beethoven”, em um andamento um pouco reduzido, bem blueseiro, que facilitou a performance de Chuck Berry na guitarra. Um pequeno grupo mais exaltado acompanhou a música de pé, cantando junto. Chuck gentilmente pediu: “Por favor, sentem-se. Vou entretê-los essa noite!”. Na seqüência, “School Days”, arrancou aplausos. Aqui o primeiro sinal mais claro das conseqüências da idade: Chuck esquece a letra. Ninguém se importa. O carinho, a admiração e o respeito mútuos que reinavam no Teatro do Bourbon Country fizeram com que isso não tivesse relevância alguma. “Sweet Little Sixteen” levantou o público do Teatro, removendo as pessoas dos assentos. Leia mais
Rosa Tattooada: Gravação de DVD no Bar Opinião
maio 14, 2010
Categoria Reviews
A abertura dos trabalhos ficou por conta de duas bandas locais: Cartel da Cevada apresentou um Rock and Roll pesado e conciso, com letras que misturam sexo, regionalismos e muito álcool, em uma linguagem bastante coloquial. A banda, que vem recebendo alguma atenção no cenário underground na capital, lançou seu novo single, “Brujeria” e mostrou a que veio com personalidade e alguns elementos surpresa, como um diabo de bombachas cuspindo fogo e servindo cerveja. Pouco mais de 30 minutos que serviram para um ótimo pontapé inicial.
Já a Parasite Kiss Cover teve dificuldades em superar os problemas técnicos. Som ruim, alto e com muitos ruídos, acabaram por prejudicar a performance da própria banda, uma das mais conceituadas no segmento de bandas tributo. No entanto, a caracterização fiel, alguma pirotecnia e, principalmente, a inteligência na escolha do repertório clássico fizeram com que a Parasite levantasse o público presente.
Pouco depois da meia-noite e meia, o Rosa Tattooada, formado por Jacques Maciel (vocal e guitarra), Valdi Dalla Rosa (baixo) e Beat Barea (bateria) sobe ao palco para “Amor ou Tesão”, do disco “Rendez-Vous” de 2006.
Preocupado com a qualidade, o vocalista Jacques Maciel perguntou algumas vezes ao público a respeito do som. Não havia motivos para tanto. Mesmo com a formação reduzida (o guitarrista Martin de Andrade deixou a banda em março), o Rosa Tattooada mostrou sua música com todas as forças, fazendo com que a ausência de um segundo guitarrista passasse despercebida na imensa maioria das canções. O entrosamento da banda também foi destaque.
“Hard Rocker Old School”, novo single da banda, já havia sido disponibilizado na Internet, mas teve seu lançamento oficial naquela noite. Foi recebida pelo público com a mesma intensidade de um clássico.
O repertório do escolhido para o DVD abrange todos os álbuns da banda, exceto “Devotion”, de 1994. O polêmico álbum, único da carreira com composições em inglês, ficou de fora do setlist da noite, baseado principalmente nos álbuns “Rosa Tattooada” e “Rendez-Vous”, com cinco e quatro canções, respectivamente.
O já tradicional discurso do baterista Beat Barea não poderia faltar. Como um dos membros formadores do Rosa Tattooada, Barea agradeceu ao público, aos amigos que tornaram essa trajetória possível (especialmente a tour manager Marcinha e a seu irmão, o também baterista Alexandre Barea (ex-Cascavelettes e ex-Funérios, atual Tenente Cascavel). Na seqüência um cover: Motley Crüe, “Looks That Kill”.
As canções de maior sucesso comercial, “O Inferno Vai Ter Que Esperar” e “Tardes de Outono”, foram bastante cantadas, mas não se destacaram. Isso não é demérito da banda, mas mérito de seus fãs, conhecedores do trabalho da banda. Ao anunciar o encerramento, com “Gatinha Tarada” e “Rock and Roll Até Morrer”, o vocalista Jacques Maciel avisou que a banda repetiria algumas músicas, por conta da gravação, e assim foi feito.
Com o show de quarta-feira o Rosa Tattooada sai com duas certezas: a de que estão em um ótimo momento e a de que seus fãs realmente amam a banda. O público, infelizmente pequeno para uma banda com a história do Rosa, foi parte do show. Cantou junto, clamou pelos integrantes (especialmente o baixista Valdi Dalla Rosa) e celebrou o aniversário de 22 anos.
Resta esperar pelo DVD que vai mostrar na íntegra o que foi aquela noite: um ótimo show.
SetList
Amor ou Tesão
Onde Morrem os Anjos
Rendez-Vous
Hard Rocker Old School
O Senhor das Torres de Aço
Carburador
Dólar na Calcinha
Tardes de Outono
Canção do Deserto
Looks That Kill (Motley Crüe)
O Inferno Vai Ter que Esperar
Brilho da Noite
Voltando Para Casa
Um Milhão de Flores
Gatinha Tarada
Rock and Roll Até Morrer
Por: Marcel Bittencourt
Fotos: Fabiana Menine
Mutantes: Lisergia, psicodelia, genialidade e boa música
maio 12, 2010
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No último domingo, dia 09 de Maio, Porto Alegre recebeu a banda mais conceituada da história da música brasileira: Os mundialmente famosos Mutantes, capitaneados por Sergio Dias, fizeram uma apresentação excelente para poucos privilegiados.
Pontualmente no horário, como é de praxe no Teatro do Bourbon Country, os sete Mutantes sobem ao palco. O mais aplaudido é Sergio Dias, único remanescente da formação clássica (com Rita Lee e Arnaldo Baptista). Bastante aplaudido também é o baterista daquela e desta formação, Dinho Leme, principal responsável pela reunião da banda em 2006.
A competência da banda fica clara logo na primeira canção do set, “Dom Quixote”. Bia Mendes (voz, percussão), Henrique Peters (vocais, teclados, Hammond), Fábio Recco (vocais, piano), Vinícius Junqueira (baixo) e Vítor Trida (multi-instrumentista) completam aquela a formação da banda que mantém, com louvor, os Mutantes em atividade.
Após “Caminhante Noturno”, a banda apresentou algumas músicas de seu álbum mais recente, “Haih… ou Amortecedor”, até agora lançado apenas no exterior. O clima um pouco frio proporcionado pelo público reduzido (Sergio Dias chegou a comentar que “parecia que estavam fazendo som em um estúdio”) se potencializou com o desconhecimento da maioria quanto ao último álbum. As reações foram bastante apáticas. Destaque para “Querida Querida”, parceria de Sérgio com Tom Zé. Leia mais
Roupa Nova no show “Roupa Nova em Londres”
maio 11, 2010
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O Teatro do Bourbon Country recebeu neste último sábado, 08 de maio, a banda Roupa Nova, para sua primeira apresentação na capital gaúcha neste ano. Pessoas de literalmente TODAS as idades formavam uma longa fila nas portas do local, que estava com sua capacidade completamente esgotada. Com uma pontualidade londrina (e com o perdão do trocadilho), o Roupa Nova sobe ao palco poucos minutos depois das 21h, para apresentar para Porto Alegre o show “Roupa Nova em Londres”, tocando as musicas inéditas do CD/DVD homônimo gravado no lendário estúdio “Abbey Road B”, onde os Beatles (maior influencia e inspiração da banda) gravaram seus discos de maior sucesso. A banda já ganhou DVD de ouro por este trabalho e também o Grammy de “Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro”.
Após uma engraçada animação onde os seis músicos eram representados por bonecos que passeavam pela capital Inglesa e interagiam com o público do local (chegando a imitar os Beatles na clássica capa do disco onde atravessavam a Abbey Road), Serginho (Bateria e voz), Cléberson Horsch (teclado), Nando (Baixo), Paulinho (Voz e percussão), Kiko (guitarra) e Feghali (teclado e Violão) sobem ao palco para abrir o show com a empolgante “A cor do dinheiro”, do trabalho novo. Em seguida, para delírio e nostalgia pura, dispararam a música que pode ser considerada sem dúvida uma das mais belas composições de toda sua carreira, “Sapato Velho”. Seguiram com os clássicos ao tocar “Linda” e então apresentaram mais uma do disco de Londres, a música de trabalho “Mais feliz”. Paulinho em seguida fez o local inteiro literalmente ‘gritar pra todo mundo ouvir’ com “Volta pra mim”. Leia mais

























































