Cat Power de volta a Porto Alegre…

maio 23, 2010 
Categoria Reviews

      DSC 2932 Cat Power de volta a Porto Alegre...
 
      A noite de quinta feira, vinte de maio de 2010, vai demorar um bom tempo para sair das cabeças daqueles pouco mais de mil afortunados que estiveram no Bar Opinião para assistir a musa da música indie: Cat Power.

      Quando fiquei sabendo que a moça passaria por Porto Alegre tomei um susto, pela positiva é claro, pois cerca de uma semana antes estava fazendo uma lista de artistas que eu considerava quase impossível de vir tocar por essas bandas, tais como Pj Harvey, Bjork, Rufus Wainwright e Cat Power. Depois daquela mítica apresentação no bar Garagem Hermética, em 2001, achava que a estadunidense evitaria, ou no mínimo não teria muita vontade de voltar a Porto Alegre. Mas para minha alegria e de muitos outros que tiveram uma nova chance de conferir a voz desta magnífica cantora, eu estava errado, ela não guardou mágoas.

      Os trabalhos de abertura ficaram a cargo do cantor/compositor Nelo Johann, que faz um trabalho bem puxado para o folk e blues. Totalmente cantado em inglês, o que torna o som por vezes caricato, o artista fez uma apresentação simples, acompanhado de uma boa banda que “segurou a peteca” durante trinta minutos. Uma versão inusitada foi o cover de The number of the beast, do Iron Maiden, que ganharia qualquer prêmio de versão mais singular, caso essa competição existisse.
 
Leia mais
Compartilhe esse conteúdo:
  • Print
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Twitter
  • email

Chuck Berry: O pai do Rock and Roll volta a Porto Alegre

maio 15, 2010 
Categoria Reviews

chuck8 Chuck Berry: O pai do Rock and Roll volta a Porto Alegre

Esqueça tudo que você já ouviu ou leu sobre um show intimista. Esqueça as idéias pré-concebidas sobre contato de um artista com seu público. Chuck Berry, o pai do Rock and Roll, proporcionou, na ultima sexta-feira, dia 14, um espetáculo de simpatia, gentileza e carinho recíprocos entre um artista e o público porto-alegrense.

As informações técnicas sobre a duração do show eram claras: uma hora. A duração que serviria para deixar profundamente insatisfeito qualquer fã que comprasse um ingresso, não fez diferença aqui. Todos estavam cientes de que trata-se de uma lenda que permanece nos palcos e na estrada aos 83 anos. Trata-se da mais velha lenda vida do Rock and Roll. E ele veio a Porto Alegre.

O show começou pontualmente as 21h com “Roll Over Beethoven”, em um andamento um pouco reduzido, bem blueseiro, que facilitou a performance de Chuck Berry na guitarra. Um pequeno grupo mais exaltado acompanhou a música de pé, cantando junto. Chuck gentilmente pediu: “Por favor, sentem-se. Vou entretê-los essa noite!”. Na seqüência, “School Days”, arrancou aplausos. Aqui o primeiro sinal mais claro das conseqüências da idade: Chuck esquece a letra. Ninguém se importa. O carinho, a admiração e o respeito mútuos que reinavam no Teatro do Bourbon Country fizeram com que isso não tivesse relevância alguma. “Sweet Little Sixteen” levantou o público do Teatro, removendo as pessoas dos assentos. Leia mais

Compartilhe esse conteúdo:
  • Print
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Twitter
  • email

Rosa Tattooada: Gravação de DVD no Bar Opinião

maio 14, 2010 
Categoria Reviews

rosa10 Rosa Tattooada: Gravação de DVD no Bar Opinião
Em uma quarta-feira onde um público abaixo do esperado compareceu, o Bar Opinião foi palco uma grande noite de Rock and Roll. Rosa Tattooada, a maior banda do Hard Rock gaúcho comemorou seus 22 anos de estrada gravando o novo DVD que marca o retorno da banda a formação “Power Trio”, consolidada no álbum “Carburador”, de 2001.

A abertura dos trabalhos ficou por conta de duas bandas locais: Cartel da Cevada apresentou um Rock and Roll pesado e conciso, com letras que misturam sexo, regionalismos e muito álcool, em uma linguagem bastante coloquial. A banda, que vem recebendo alguma atenção no cenário underground na capital, lançou seu novo single, “Brujeria” e mostrou a que veio com personalidade e alguns elementos surpresa, como um diabo de bombachas cuspindo fogo e servindo cerveja. Pouco mais de 30 minutos que serviram para um ótimo pontapé inicial.

Já  a Parasite Kiss Cover teve dificuldades em superar os problemas técnicos. Som ruim, alto e com muitos ruídos, acabaram por prejudicar a performance da própria banda, uma das mais conceituadas no segmento de bandas tributo. No entanto, a caracterização fiel, alguma pirotecnia e, principalmente, a inteligência na escolha do repertório clássico fizeram com que a Parasite levantasse o público presente.

Pouco depois da meia-noite e meia, o Rosa Tattooada, formado por Jacques Maciel (vocal e guitarra), Valdi Dalla Rosa (baixo) e Beat Barea (bateria) sobe ao palco para “Amor ou Tesão”, do disco “Rendez-Vous” de 2006.

Preocupado com a qualidade, o vocalista Jacques Maciel perguntou algumas vezes ao público a respeito do som. Não havia motivos para tanto. Mesmo com a formação reduzida (o guitarrista Martin de Andrade deixou a banda em março), o Rosa Tattooada mostrou sua música com todas as forças, fazendo com que a ausência de um segundo guitarrista passasse despercebida na imensa maioria das canções. O entrosamento da banda também foi destaque.

“Hard Rocker Old School”, novo single da banda, já havia sido disponibilizado na Internet, mas teve seu lançamento oficial naquela noite. Foi recebida pelo público com a mesma intensidade de um clássico.

O repertório do escolhido para o DVD abrange todos os álbuns da banda, exceto “Devotion”, de 1994. O polêmico álbum, único da carreira com composições em inglês, ficou de fora do setlist da noite, baseado principalmente nos álbuns “Rosa Tattooada” e “Rendez-Vous”, com cinco e quatro canções, respectivamente.

O já tradicional discurso do baterista Beat Barea não poderia faltar. Como um dos membros formadores do Rosa Tattooada, Barea agradeceu ao público, aos amigos que tornaram essa trajetória possível (especialmente a tour manager Marcinha e a seu irmão, o também baterista Alexandre Barea (ex-Cascavelettes e ex-Funérios, atual Tenente Cascavel). Na seqüência um cover: Motley Crüe, “Looks That Kill”.

As canções de maior sucesso comercial, “O Inferno Vai Ter Que Esperar” e “Tardes de Outono”, foram bastante cantadas, mas não se destacaram. Isso não é demérito da banda, mas mérito de seus fãs, conhecedores do trabalho da banda. Ao anunciar o encerramento, com “Gatinha Tarada” e “Rock and Roll Até Morrer”, o vocalista Jacques Maciel avisou que a banda repetiria algumas músicas, por conta da gravação, e assim foi feito.

Com o show de quarta-feira o Rosa Tattooada sai com duas certezas: a de que estão em um ótimo momento e a de que seus fãs realmente amam a banda. O público, infelizmente pequeno para uma banda com a história do Rosa, foi parte do show. Cantou junto, clamou pelos integrantes (especialmente o baixista Valdi Dalla Rosa) e celebrou o aniversário de 22 anos.

Resta esperar pelo DVD que vai mostrar na íntegra o que foi aquela noite: um ótimo show.

SetList

Amor ou Tesão

Onde Morrem os Anjos

Rendez-Vous

Hard Rocker Old School

O Senhor das Torres de Aço

Carburador

Dólar na Calcinha

Tardes de Outono

Canção do Deserto

Looks That Kill (Motley Crüe)

O Inferno Vai Ter que Esperar

Brilho da Noite

Voltando Para Casa

Um Milhão de Flores

Gatinha Tarada

Rock and Roll Até Morrer

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine


Compartilhe esse conteúdo:
  • Print
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Twitter
  • email

Mutantes: Lisergia, psicodelia, genialidade e boa música

maio 12, 2010 
Categoria Reviews

mutantes 1 6 Mutantes: Lisergia, psicodelia, genialidade e boa música

No último domingo, dia 09 de Maio, Porto Alegre recebeu a banda mais conceituada da história da música brasileira: Os mundialmente famosos Mutantes, capitaneados por Sergio Dias, fizeram uma apresentação excelente para poucos privilegiados.

Pontualmente no horário, como é de praxe no Teatro do Bourbon Country, os sete Mutantes sobem ao palco. O mais aplaudido é Sergio Dias, único remanescente da formação clássica (com Rita Lee e Arnaldo Baptista). Bastante aplaudido também é o baterista daquela e desta formação, Dinho Leme, principal responsável pela reunião da banda em 2006.

A competência da banda fica clara logo na primeira canção do set, “Dom Quixote”. Bia Mendes (voz, percussão), Henrique Peters (vocais, teclados, Hammond), Fábio Recco (vocais, piano), Vinícius Junqueira (baixo) e Vítor Trida (multi-instrumentista) completam aquela a formação da banda que mantém, com louvor, os Mutantes em atividade.

Após “Caminhante Noturno”, a banda apresentou algumas músicas de seu álbum mais recente, “Haih… ou Amortecedor”, até agora lançado apenas no exterior. O clima um pouco frio proporcionado pelo público reduzido (Sergio Dias chegou a comentar que “parecia que estavam fazendo som em um estúdio”) se potencializou com o desconhecimento da maioria quanto ao último álbum. As reações foram bastante apáticas. Destaque para “Querida Querida”, parceria de Sérgio com Tom Zé. Leia mais

Compartilhe esse conteúdo:
  • Print
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Twitter
  • email

Roupa Nova no show “Roupa Nova em Londres”

maio 11, 2010 
Categoria Reviews

Roupa Nova 33 Roupa Nova no show Roupa Nova em Londres

O Teatro do Bourbon Country recebeu neste último sábado, 08 de maio, a banda Roupa Nova, para sua primeira apresentação na capital gaúcha neste ano. Pessoas de literalmente TODAS as idades formavam uma longa fila nas portas do local, que estava com sua capacidade completamente esgotada. Com uma pontualidade londrina (e com o perdão do trocadilho), o Roupa Nova sobe ao palco poucos minutos depois das 21h, para apresentar para Porto Alegre o show “Roupa Nova em Londres”, tocando as musicas inéditas do CD/DVD homônimo gravado no lendário estúdio “Abbey Road B”, onde os Beatles (maior influencia e inspiração da banda) gravaram seus discos de maior sucesso. A banda já ganhou DVD de ouro por este trabalho e também o Grammy de “Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro”.

Após uma engraçada animação onde os seis músicos eram representados por bonecos que passeavam pela capital Inglesa e interagiam com o público do local (chegando a imitar os Beatles na clássica capa do disco onde atravessavam a Abbey Road), Serginho (Bateria e voz), Cléberson Horsch (teclado), Nando (Baixo), Paulinho (Voz e percussão), Kiko (guitarra) e Feghali (teclado e Violão) sobem ao palco para abrir o show com a empolgante “A cor do dinheiro”, do trabalho novo. Em seguida, para delírio e nostalgia pura, dispararam a música que pode ser considerada sem dúvida uma das mais belas composições de toda sua carreira, “Sapato Velho”. Seguiram com os clássicos ao tocar “Linda” e então apresentaram mais uma do disco de Londres, a música de trabalho “Mais feliz”. Paulinho em seguida fez o local inteiro literalmente ‘gritar pra todo mundo ouvir’ com “Volta pra mim”. Leia mais

Compartilhe esse conteúdo:
  • Print
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Twitter
  • email

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline