B 52′s
Saudosismo e diversão marcam o show do B 52′s em Porto Alegre. O grupo que teve ascenção nos anos 80, revelando as vozes de Cindy Wilson e Kate Pierson, além de melodias e visuais extravagantes, em um clima
de muito bom humor, fez um show extenso, totalizando 18 músicas e quase 2 horas ao palco.
Na abertura, Frank Jorge faz um show decente, mas que infelizmente não leva muita gente para dentro do teatro. O local estava menos de um terço preenchido. Ainda assim, os que assistiram este, que é um dos maiores representantes do rock no Rio Grande do Sul, tiraram o chapéu. Apresentação curta, mas que nos fez lembrar de algumas pérolas de Frank, como quando o público cantava junto: “Querida, nunca diga que eu tenho mau gosto” – que, diga-se de passagem, poderia ter contado com Fernanda Takai, nos vocais, já que a vocalista do Pato Fu estava presente no Teatro do Bourbon Leia mais
Titãs
abril 10, 2009
Categoria Reviews
Quarta-feira, 8 de abril, noite de receber um dos ícones do chamado “Rock Nacional”: Titãs. Divulgando seu último álbum, “MTV Ao Vivo”, a banda que mais encolhe no Brasil (eram 8 na época de Arnaldo Antunes e foram reduzidos a 5 com a saída de Nando Reis e a morte de Marcelo Frommer) se apresentou no Teatro do Bourbon Country.
Sem atração de abertura, a banda inicia o show pontualmente as 21h, como é de praxe no TBC, com o riff de introdução de “Diversão” enquanto as cortinas se abriam. Era o início de uma noite que
de nostalgia e, como a canção mesmo diz, diversão. Em seguida, “Flores” e uma versão competente de “O Portão”, um clássico dos anos 60 interpretado por Roberto Carlos que ficou muito bem na voz de Branco Mello. O primeiro de vários covers daquela noite. Após o primeiro cover, a primeira surpresa: “Mentiras”, do disco “Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas”. Música que nunca foi hit, “Mentiras” foi bem escolhida pela densidade de sua letra, mas, infelimente, foi anunciada por seu intérprete Sergio Britto de forma infeliz: “Sei que muita gente aqui não deve se lembrar dessa música, nem sequer conhecer… ‘Mentiras’”. Ok, não deixa de ser verdade, a sentença foi comprovada pela reação fraquíssima do público presente, porém a atitude foi, certamente, arrogante com quem conhece o trabalho da banda e conhecia a canção. Neste caso, este redator incluso.
Após “Go Back” e “Provas de Amor”, que não obtiveram uma resposta muito superiora a “Mentiras”, um sorridente e carismático Paulo Miklos ganha a galera com louvor: “A gente sempre quis fazer parte do Rock Gaúcho. Mas pra isso a gente tinha que ser gaúcho. Aí a gente resolveu que ia fazer Rock Gaúcho. E depois a gente chegou a conclusão que pra fazer Rock Gaúcho a gente tinha que ser gaúcho. Eu não estou puxando o saco de vocês… DEMAIS. Mas aí, pra compensar, a gente resolveu ser gaúcho essa semana!!!”. (N do R: A tour RS veio de Pelotas para POA e ainda passaria por Muçum, Marau, Nova Prata e Tapera). Inevitavelmente, o coro de “Ah, eu sou gaúcho” tomou conta do TBC.
Os músicos contratados Lee Marcucci (baixo) e André Fonseca (guitarra) deixam o palco, enquanto Miklos assume a guitarra e Branco Mello o baixo. Leia mais
Zé Ramalho
Zé Ramalho canta Dylan… Pelo menos era o que dizia o cartaz.
Um dos maiores nomes da música brasileira, Zé Ramalho, sempre foi considerado pelos seus fãs, como uma espécie de “visionário” e ele próprio nunca fez muito esforço para se livrar deste tipo de identificação. Ano passado lançou um disco em homenagem a Bob Dylan, o qual sempre foi referência para a carreira de Zé.
E se analisarmos este aspecto de forma um pouco mais profunda, veremos que as similaridades são muito grandes. Bom, esse antigo projeto finalmente foi lançado e acabou gerando uma porção de críticas, para o bem e para o mal, acho que na verdade mais para o mal, mas nada que o próprio cantor não esperasse. O simples fato de traduzir 11 canções de um dos maiores ícones da música mundial e lançá-las em um disco, por si só, já seria motivo para controvérsias, sendo o tradutor em questão o próprio Zé Ramalho, a coisa ainda aumenta de figura. Apesar do público dos dois não serem antagônicos, estão longe de serem uma unanimidade. Era uma tarefa difícil, neste caso, agradar a Gregos e Troianos. Coragem o Zé teve…
As críticas negativas acabaram se sobressaindo durante a turnê. O que elucida isso muito bem foi o repertório do show apresentado na capital na noite de sexta-feira, dia 27 de março. Das 18 músicas apresentadas, menos de um quarto da apresentação foi composta de versões para as músicas de Dylan, por isso o nome da matéria. Zé optou por fazer um show que agradasse seus fãs antigos, que em sua maioria, tinham torcido o nariz para seu último trabalho, e não causasse aborrecimento a quem tinha ido ver seus grandes sucessos. Leia mais
Mallu Magalhães, Identidade e Cachorro Grande
março 28, 2009
Categoria Reviews
A noite de quinta-feira no Teatro do Boubon Country começou com o lançamento do PARC – Porto Alegre Rock City – projeto da Coca-Cola que tem como principal objetivo promover o Rock and Roll na cidade mais Rock do Brasil. Trata-se de um concurso de bandas cuja premiação é um projeto de band coaching onde um músico consagrado e um produtor darão todo o apoio e atenção para oito
bandas selecionadas por um juri competente e rigoroso. As bandas selecionadas participarão de encontros exclusivos onde os jovens terão a chance de trocar experiências, saber mais do meio artístico/musical, além de receberem dicas sobre técnicas utilizadas nos palcos e estúdios Bacana, não? Seria, não fosse o detalhe de que o projeto é voltado exclusivamente para bandas formadas por jovens de 13 a 19 anos. Fica o elogio por um projeto tão interessante e a crítica construtiva de que existem muitas bandas competentes precisando mais desse apoio do que essa fatia de bandas em estágio pré-embrionário que ainda tem muita garagem pela frente. Todos os detalhes podem ser conferidos em www.cocacolaparc.com.br
Pouco depois das 22h, anunciada como “O maior fenômeno do Brasil”, sobe ao palco Mallu Magalhães. Fenômeno da internet, amada pela geração digital, detestada por muitos, a menina prodígio foi ao microfone: “Oi, meu nome é Mallu… eu vim aqui pra tocar pra vocês…” E começou com “You Know You’ve Got”, ótima música, cantada por Mallu de forma impecável. Cercada de uma banda competente e concisa, com um guitarrista de muito bom gosto, um tecladista criativo e uma cozinha impecável, Mallu é muito bem assessorada nos quesitos musicais. E foi só. O restante do show deixou muito a desejar. Até seus hits de propaganda de celular “Tchubaruba” e a bela “J1″ foram tocadas e cantadas pela menina de maneira pouco abaixo do aceitável. Apresentou uma música nova, mas sem o potencial pop daquelas que tornaram seu Myspace o mais acessado do Brasil. Muita gente observava o show apenas por curiosidade, outros, que nem isso tinham, preferiram ficar no bar. Leia mais
Ana Carolina
março 28, 2009
Categoria Reviews
Pessoas das mais variadas idades, aparências e preferências tiveram a oportunidade de assistir uma apresentação brilhante da cantora Ana Carolina, um dos maiores nome daquilo que chamamos de MPB. Nesta quarta feira, dia 25, essas pessoas lotaram as dependências do Teatro do Bourbon Country e cantaram
apaixonadamente com a cantora mineira.
O show, nunca é demais dizer, teve seu inicio dentro do que podemos chamar de pontualidade. Os 4 minutos de atraso foram muito bem vindos, pois aindahavia pessoas entrando, tantos eram os fãs presentes. A abertura foi com “Cantinho”, alternando versos com o “Fever”, de Peggy Lee, iniciada com a banda apenas estralando os dedos e o instrunemtal iniciando pouco a pouco. Ao fundo, cores cintilantes alternavam entre o azul, roxo e cinza e podia-se acompanhar projeções. Surpreendentemente, Ana entra no palco tocando baixo! A performance da cantora no instrumento, que já podia ser apreciada no DVD “Ana e Jorge”, foi incluida no show apenas para essa música. Com certeza, um charme a mais e uma grande surpresa. Em seguida, um roadie leva o baixo e entrega o violão. “Eu comi a Madonna”, que arrancou gritos histéricos das fãs mais enlouquecidas. Com “Rosas” não foi diferente. Nessas três músicas ficou claro que estávamos diante de uma cantora de talento singular e de uma voz rara. O alcance e afinação de Ana realmente impressionam até os que acompanham de perto o trabalho da cantora. Leia mais



