Lulu Santos
Em mais um mais um show na capital gaúcha, Lulu Santos deixa claro porque é um dos mais respeitados artistas do Brasil.
O Teatro Bourbon Country concentrava grande número de fãs, de várias faixas etárias.
Sem delongas, o próprio Lulu é o primeiro a dar as caras no palco, de terno riscado e chapéu. O show tem início com sofisticados efeitos em um grande telão ao fundo do palco, contando também com ótima iluminação.
O antigo sucesso “Deixa Isso Pra Lá”, regravado recentemente por Lulu Santos é a faixa escolhida para a abertura. O início poderia ter sido melhor, já que nesta Lulu somente canta sobre batidas eletrônicas, que por vezes remetem ao funk carioca, destoando um bocado dos trabalhos que consagraram este cantor.
Mas se o público estava lá para ouvir sucessos de toda a carreira de Lulu Santos, o restante do show foi simplesmente perfeito: mais 22 canções, de todas as suas fases, tornando raros os momentos em que a massa não acompanhava entoando as letras.
“Toda Forma de Amor” e “Um Certo Alguém” e “Tempos Modernos” foram apenas algumas das composições que agitaram o Teatro nesta noite.
Como se não bastasse a desenvoltura e a experiência de Lulu Santos (idem em relação aos músicos que o acompanham) o som estava perfeito. Nada a ser alterado!
Lulu dá um show cantando e tocando suas várias guitarras, acompanhado por Chocolate (bateria), Dunga (baixo), Milton Guedes (sax, flauta e vocais) e Hiroshi Mizutani(teclados), todos exímios músicos. Um time e tanto. Leia mais
Frejat
Numa quinta-feira chuvosa, porém, movimentada em Porto Alegre, o Teatro do Bourboun Country recebe o conceituado Frejat, que lança seu terceiro álbum, “Intimidade Entre Estranhos”.
Apostando no trabalho novo, Frejat e banda iniciam com a faixa que abre o álbum: “Controle Remoto”, e sem paradas dão continuidade com “Dois Lados”, também do novo disco e “Eu não quero brigar mais não”.
O teatro se encontrava muito longe de sua lotação, mas o público presente era bastante participativo, alguns já conhecedores de uma porção de canções do novíssimo “Intimidade Entre Estranhos”.
“Túnel do Tempo”, um dos maiores sucessos de Frejat, foi um dos momentos de maior repercussão da apresentação, bem como “Segredos” e ainda os hits “Malandragem”,”Amor Meu Grande Amor” (de Angela Ro Ro) e “Mais Uma Vez”, citando antes desta o compositor Renato Russo como “um dos maiores daquela geração”.
Da maneira como o show ia, poderia ser facilmente rotulado como “parado”. Mas quando Frejat troca o violão pela guitarra, as coisas mudam. A própria banda passa a brilhar mais, bem ensaiados e entrosados.
Frejat além do timbre característico e inconfundível de voz, manda muito bem na guitarra, fazendo incríveis solos, como em “Homem Não Chora”, dando sequência com as animadas “Tudo de Bom” e “Eu Preciso te Tirar do Sério”. Leia mais
Deep Purple
Noite de segunda-feira (isso mesmo, segunda!) e Porto Alegre recebe mais uma vez a lenda viva do Rock, Deep Purple. É a terceira apresentação da banda em apenas 6 anos (anteriormente a banda esteve em 2003 e
2006, no Gigantinho) e agora em dose dupla, visto que houve mais um show no dia 3, terça-feira.
A noite começou pontualmente as 20h com o show de abertura do Rosa Tattooada. Apresentação curta, de pouco menos de 30 minutos, mas que serviu muito bem para aquecer os motores para a banda de fundo. Com uma performance excelente, agradaram em cheio aos poucos presentes naquele momento. Destaque para “Carburador”, do álbum de mesmo nome e para uma versão de “Detroit Rock City”, do KISS, levada totalmente para o estilo da banda. Nota 10.
Na hora marcada, 21h, é hora do Deep Purple subir ao palco do Teatro do Bourbon Country. Ian Paice (bateria), Don Airey (teclados), Roger Glover (baixo) e Steve Morse (guitarra) começam um dos maiores clássicos da banda: “Highway Star”. Previsível, visto que também abriu as 2 apresentações anteriores em Porto Alegre. Em seguida, Ian Gillan (vocal – de pés descalços, como é de praxe), começa o hino, mas nem precisava. O público se encarregou disso. Na sequência a primeira música nova: “The Things I Never Said”, do disco “
Rapture of the Deep” impecavelmente executada, e “Into the Fire”. A banda já mostrava a que veio emapenas 3 músicas. Três músicas também foram suficientes para perceber que algo não ia vem com Gillan. Dificuldade para atingir determinadas notas (algo que é normal na sua idade) e tosse frequente. Acometido de uma infecção pulmonar, o vocalista se recusou a cancelar os shows da tour em respeito aos fãs. Chamou a atenção desde o início também a iluminação. Superior as das tours anteriores, integrou-se perfeitamente com a música. Leia mais
Peter Murphy
fevereiro 18, 2009
Categoria Reviews
Noite de sexta-feira 13 e nada poderia ter mais a ver com essa data do que um show daquele que liderou a mais emblemática banda gótica dos anos 80: o Bauhaus. Pois finalmente Porto Alegre teve a oportunidade de receber Peter Murphy, autor do clássico “Cuts You Up”. 
Algumas figuras conhecidas do meio musical prestigiaram o evento. Jimi Joe, músico e diretor da Rádio Unisinos FM falou ao Poa Show: “É um acontecimento. Primeiramente é um acontecimento. Tardio, mas é um acontecimento. Não é como o Echo and the Bunnymen, quando veio pela primeira vez, mas é importante.”. Cagê, da rádio Atlântida, também se mostrava animado com a possibilidade de relembrar o Bauhaus: “Não conheço muito do trabalho solo, mas conheço bem os dois primeiros álbuns do Bauhaus. Esperamos que ele toque também algo do Bauhaus.”
O show, começou pouco depois do horário anunciado, com um público que pode ser classificado tranquilamente como frustrante. Pouco menos de um terço da capacidade do Teatro do Bourbon Country. Mas as frustrações ficaram resumidas apenas ao número de ingressos vendidos.
Peter Murphy subiu ao palco após longa introdução instrumental. Abriu com “Burning”. Com uma luz amarela, que pode ser observada na foto, ficou durante toda a música interagindo com a cortina de fundo. Em seguida, “Disappearing”, levantou um pouco mais o publico presente. A partir daí o set foi imenso, e para todos os gostos. “Hurt”, “Black Stone Heart”, e “Strange Kind of Love” fizeram parte do repertório. Leia mais
Lenine
dezembro 13, 2008
Categoria Reviews
Eram exatamente 21h00min (no meu relógio), do dia 12 de dezembro de 2008, quando se ouviu nos alto-falantes a chamada para o tão aguardado show de Lenine na capital gaúcha. O público não lotou o Teatro do Bourbon Country, mas compareceu em grande número, se considerarmos os preços dos ingressos (R$60,00 o mais barato) e a pouca proximidade, pelo menos por enquanto, que o público gaúcho tem com o artista em questão. Mas longe de ser um problema, os presentes vibraram a cada música e responderam à
altura ao prazer que Lenine demonstrava em cima do palco.
A apresentação se inicia com Martelo bigorna, música que abre o novo trabalho, Labiata, o qual estava sendo lançado pelo compositor e que foi executado na íntegra. O show continua com Lá e lô, uma composição antiga do cantor, do álbum Olho de Peixe de 1992. Deste mesmo disco ainda tocaria Acredite ou não em uma versão muito legal. Aliás, praticamente todas as músicas antigas foram modificadas para se adaptarem ao formato do novo show. Um bom exemplo de mudança ocorreu com a música nem o sol, nem a lua, nem eu, cuja nova versão ficou bem mais ritmada, até meio dançante, bem diferente da gravação original, do álbum Falange Canibal, anteriormente com um andamento bem mais devagar e introspectivo. Leia mais



