Zé Ramalho
Zé Ramalho canta Dylan… Pelo menos era o que dizia o cartaz.
Um dos maiores nomes da música brasileira, Zé Ramalho, sempre foi considerado pelos seus fãs, como uma espécie de “visionário” e ele próprio nunca fez muito esforço para se livrar deste tipo de identificação. Ano passado lançou um disco em homenagem a Bob Dylan, o qual sempre foi referência para a carreira de Zé.
E se analisarmos este aspecto de forma um pouco mais profunda, veremos que as similaridades são muito grandes. Bom, esse antigo projeto finalmente foi lançado e acabou gerando uma porção de críticas, para o bem e para o mal, acho que na verdade mais para o mal, mas nada que o próprio cantor não esperasse. O simples fato de traduzir 11 canções de um dos maiores ícones da música mundial e lançá-las em um disco, por si só, já seria motivo para controvérsias, sendo o tradutor em questão o próprio Zé Ramalho, a coisa ainda aumenta de figura. Apesar do público dos dois não serem antagônicos, estão longe de serem uma unanimidade. Era uma tarefa difícil, neste caso, agradar a Gregos e Troianos. Coragem o Zé teve…
As críticas negativas acabaram se sobressaindo durante a turnê. O que elucida isso muito bem foi o repertório do show apresentado na capital na noite de sexta-feira, dia 27 de março. Das 18 músicas apresentadas, menos de um quarto da apresentação foi composta de versões para as músicas de Dylan, por isso o nome da matéria. Zé optou por fazer um show que agradasse seus fãs antigos, que em sua maioria, tinham torcido o nariz para seu último trabalho, e não causasse aborrecimento a quem tinha ido ver seus grandes sucessos. Leia mais
Deep Purple
Noite de segunda-feira (isso mesmo, segunda!) e Porto Alegre recebe mais uma vez a lenda viva do Rock, Deep Purple. É a terceira apresentação da banda em apenas 6 anos (anteriormente a banda esteve em 2003 e
2006, no Gigantinho) e agora em dose dupla, visto que houve mais um show no dia 3, terça-feira.
A noite começou pontualmente as 20h com o show de abertura do Rosa Tattooada. Apresentação curta, de pouco menos de 30 minutos, mas que serviu muito bem para aquecer os motores para a banda de fundo. Com uma performance excelente, agradaram em cheio aos poucos presentes naquele momento. Destaque para “Carburador”, do álbum de mesmo nome e para uma versão de “Detroit Rock City”, do KISS, levada totalmente para o estilo da banda. Nota 10.
Na hora marcada, 21h, é hora do Deep Purple subir ao palco do Teatro do Bourbon Country. Ian Paice (bateria), Don Airey (teclados), Roger Glover (baixo) e Steve Morse (guitarra) começam um dos maiores clássicos da banda: “Highway Star”. Previsível, visto que também abriu as 2 apresentações anteriores em Porto Alegre. Em seguida, Ian Gillan (vocal – de pés descalços, como é de praxe), começa o hino, mas nem precisava. O público se encarregou disso. Na sequência a primeira música nova: “The Things I Never Said”, do disco “
Rapture of the Deep” impecavelmente executada, e “Into the Fire”. A banda já mostrava a que veio emapenas 3 músicas. Três músicas também foram suficientes para perceber que algo não ia vem com Gillan. Dificuldade para atingir determinadas notas (algo que é normal na sua idade) e tosse frequente. Acometido de uma infecção pulmonar, o vocalista se recusou a cancelar os shows da tour em respeito aos fãs. Chamou a atenção desde o início também a iluminação. Superior as das tours anteriores, integrou-se perfeitamente com a música. Leia mais



