Postado em 29 março 2009
Zé Ramalho canta Dylan… Pelo menos era o que dizia o cartaz.
Um dos maiores nomes da música brasileira, Zé Ramalho, sempre foi considerado pelos seus fãs, como uma espécie de “visionário” e ele próprio nunca fez muito esforço para se livrar deste tipo de identificação. Ano passado lançou um disco em homenagem a Bob Dylan, o qual sempre foi referência para a carreira de Zé.
E se analisarmos este aspecto de forma um pouco mais profunda, veremos que as similaridades são muito grandes. Bom, esse antigo projeto finalmente foi lançado e acabou gerando uma porção de críticas, para o bem e para o mal, acho que na verdade mais para o mal, mas nada que o próprio cantor não esperasse. O simples fato de traduzir 11 canções de um dos maiores ícones da música mundial e lançá-las em um disco, por si só, já seria motivo para controvérsias, sendo o tradutor em questão o próprio Zé Ramalho, a coisa ainda aumenta de figura. Apesar do público dos dois não serem antagônicos, estão longe de serem uma unanimidade. Era uma tarefa difícil, neste caso, agradar a Gregos e Troianos. Coragem o Zé teve…
As críticas negativas acabaram se sobressaindo durante a turnê. O que elucida isso muito bem foi o repertório do show apresentado na capital na noite de sexta-feira, dia 27 de março. Das 18 músicas apresentadas, menos de um quarto da apresentação foi composta de versões para as músicas de Dylan, por isso o nome da matéria. Zé optou por fazer um show que agradasse seus fãs antigos, que em sua maioria, tinham torcido o nariz para seu último trabalho, e não causasse aborrecimento a quem tinha ido ver seus grandes sucessos. leia mais…
Postado em 28 março 2009
Pessoas das mais variadas idades, aparências e preferências tiveram a oportunidade de assistir uma apresentação brilhante da cantora Ana Carolina, um dos maiores nome daquilo que chamamos de MPB. Nesta quarta feira, dia 25, essas pessoas lotaram as dependências do Teatro do Bourbon Country e cantaram
apaixonadamente com a cantora mineira.
O show, nunca é demais dizer, teve seu inicio dentro do que podemos chamar de pontualidade. Os 4 minutos de atraso foram muito bem vindos, pois aindahavia pessoas entrando, tantos eram os fãs presentes. A abertura foi com “Cantinho”, alternando versos com o “Fever”, de Peggy Lee, iniciada com a banda apenas estralando os dedos e o instrunemtal iniciando pouco a pouco. Ao fundo, cores cintilantes alternavam entre o azul, roxo e cinza e podia-se acompanhar projeções. Surpreendentemente, Ana entra no palco tocando baixo! A performance da cantora no instrumento, que já podia ser apreciada no DVD “Ana e Jorge”, foi incluida no show apenas para essa música. Com certeza, um charme a mais e uma grande surpresa. Em seguida, um roadie leva o baixo e entrega o violão. “Eu comi a Madonna”, que arrancou gritos histéricos das fãs mais enlouquecidas. Com “Rosas” não foi diferente. Nessas três músicas ficou claro que estávamos diante de uma cantora de talento singular e de uma voz rara. O alcance e afinação de Ana realmente impressionam até os que acompanham de perto o trabalho da cantora. leia mais…
Postado em 21 março 2009
Os fãs do Simple Plan estão cobertos de razão quando dizem que a banda é uma das melhores senão a melhor do mundo. Para eles, trata-se exatamente disso: o Simple Plan é uma das melhores bandas de rock do planeta. É de se imaginar então o modo como o grupo foi recebido na noite de 18 de março em Porto Alegre, quando iniciou a turnê brasileira que irá passar ainda por outras seis capitais (Curitiba, Recife, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). Embora não estivesse lotado (longe disso, afinal, no máximo, um terço do espaço do Pepsi On Stage estava ocupado), cerca de três mil pessoas correram ao local do show para recebê-los aos gritos de “Simple Plan! Simple Plan!”, numa demonstração muito intensa, quase histérica, de empolgação, idolatria e identificação com os cinco rapazes de Montreal. Mal chegava as 22h, um bom número de fãs já se agrupava na frente do palco, ávidos para vê-los ao vivo, mais de perto.
Uma hora antes dos canadenses aparecerem, o público já esquentava as turbinas ao som da banda Área Restrita, que adiantava já o estilo, a atitude, as preocupações e a sonoridade daqueles que viriam logo em seguida. Embora o público já estivesse entrando no clima, era evidente que os músicos estavam mais animados até do que o próprio público. Lucas Falaschi, o vocalista da banda gaúcha, não economizava referências aos membros da banda principal da noite, tratando-os como amigos e investindo-se de todo o orgulho possível por estar ali, e mais do que isso, por estar ali dividindo o backstage com os “brothers” do Simple Plan. O show de abertura foi correto e animado, foi um bom aperitivo, com direito ao principal hit da banda, pedidos insistentes de que o público ligasse para as rádios, para todas as rádios, pedindo a tal canção – “Garota dos meus sonhos”. “Assim vamos dominar o mundo”, disse Falaschi. Ao final, o grupo lascou uma cover de “Sweet Child O’ Mine”, a própria. Estava dada a senha para o que viria em seguida.
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