Vanessa da Mata em Porto Alegre
Noite de sábado em Porto Alegre e o Teatro do Sesi recebe uma das revelações da MPB na última década: a cantora Vanessa da Mata traz à capital seu novo show “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”. Quarto álbum de estúdio da cantora, “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias” conta com patrocínio da empresa de cosméticos Natura.
Quase pontualmente as cortinas do Teatro do Sesi se abrem para o início da apresentação. À esquerda, sentada em uma pequena escadaria preta em frente a uma porta branca, Vanessa, de pés descalços, começa o show vestindo um belíssimo vestido branco. Destacada pela luz igualmente branca, Vanessa interpreta um de seus maiores sucessos: “Amado”, trilha da novela global “A Favorita”. À direita, a excelente banda que acompanha Vanessa da Mata: um sexteto extremamente competente, vestindo elegantes ternos pretos. Na banda, destaque para o baixista e produtor musical Kassin (que assina também a direção do show). Ao mesmo tempo em que a luz destacava, naturalmente, Vanessa da Mata, a iluminação criava um clima diferenciado deixando a banda na penumbra. Este contraste deu um aspecto todo especial à interação entre banda e artista.
“As Palavras”, sétima faixa do álbum que dá nome à turnê foi a primeira a figurar no repertório do show. A partir dali, o repertório foi balanceado entre canções do trabalho mais recente e grandes sucessos. Entre as novas, “Moro Longe” de destaca. Já entre os grandes sucessos, “Não me Deixe Só” foi a que conseguiu arrancar alguma reação mais forte de um público silencioso, atento, principalmente à voz de Vanessa.
Ana Carolina canta muito e interage pouco no show de Porto Alegre
maio 29, 2010
Categoria Reviews
Ana Carolina
maio 10, 2010
Categoria Agenda

Data: 26 e 27/05/2010
Local: Teatro do Bourbon Country
Hora de Início: 21h
Maria Rita e a despedida de Samba Meu em Porto Alegre
maio 4, 2010
Categoria Reviews
Com alguns minutos de atraso, Maria Rita e sua banda subiram ao palco do Teatro do SESI na última sexta-feira, dia 30 de abril. Vestindo o mesmo figurino que a acompanha desde o início da turnê – há dois anos – a cantora arrancou gritos emocionados dos fãs portoalegrenses. Este foi o último show da turnê do álbum Samba Meu, lançado em setembro de 2007, que já havia passado por aqui outras cinco vezes. Totalmente bem recebida pelo público, Maria Rita inicia cantando “Samba Meu” à capela para em seguida emendar com “O Homem Falou”, de Gonzaguinha.
Samba Meu é um disco repleto de bons e clássicos sambas compostos por diversos autores brasileiros. A vibração das músicas toma conta da platéia. Gritos, assovios e todo mundo cantando junto com Maria Rita é uma constante em seus shows. Os primeiros acordes de “Tá Perdoado”, composição de Franco e Arlindo Cruz fez os gaúchos se sacudirem nas poltronas do Teatro do SESI.
Emocionada, Maria Rita cumprimentou a platéia e falou sobre a responsabilidade que foi para ela tocar na cidade pela primeira vez, no início da carreira. Segundo ela, haviam avisado: “se eles gostarem, vão te amar; se não gostarem, te odiarão”. Sua voz serena e aveludada diz, sob risos dos fãs, que acha que eles gostam dela já que ela veio tantas vezes à cidade e sempre com sucesso.
Muitos foram os pontos altos da apresentação da cantora em Porto Alegre mas há de se destacar, principalmente, a evolução musical pela qual esse show passou. Acompanhada por uma impecável banda, Maria Rita brinca e faz o que bem entende com sua voz. É como se nada fosse ensaiado, de tão natural que soa a quem tem o privilégio de ouvi-la. E sua integração com os músicos é algo divertido de observar. No momento de apresentar a banda, a artista também agradece aos técnicos de som e a todos aqueles que ficam “por trás” do palco, fazendo o show acontecer.
“O que é o amor” foi cantada em coro pelo teatro que, embora não estivesse lotado, teve um bom número de público. Mais algumas músicas de Samba Meu ainda foram apresentadas até que “Muito Pouco”, música do álbum anterior, Segundo, entrou rasgando nos ouvidos dos presentes. Música forte com interpretação igualmente forte, arrepiou a platéia. A partir daí, quem é fã da carreira de Maria Rita, foi presenteado com uma série de canções de seus dois primeiros cd’s. “Pagu”, “Encontros e Despedidas”, “Conta Outra” e tantas outras músicas que fizeram e ainda fazem sucesso na voz de Maria Rita levantou, literalmente, parte dos fãs que ainda se seguravam sentados nas poltronas do teatro. Curiosamente, o arranjo de suas músicas “antigas” pareceu renovado e totalmente integrado ao clima sambista do show.
O tão esperado bis, no qual ela canta “Não deixe o samba morrer”, veio e veio com tudo. Com lágrimas nos olhos e fãs, de pé, em frente ao palco, Maria Rita cantou, dançou e emocionou quem vivenciou aquela noite. E de nada adiantou a segurança do teatro e as recomendações da produção do show, pois as câmeras fotográficas não pararam um minuto de registrar tudo isso. A voz embargou mas a cantora conseguiu terminar o belo e animado último show da turnê em solo gaúcho.
Maria Rita emociona, diverte e mostra, a cada dia mais, que não precisa ser comparada a Elis Regina pois já conquistou seu próprio espaço. Desde a ousadia de gravar um álbum diferente de seus dois primeiros, até a evolução cênica e musical de seus shows, sua versatilidade prova a quem quiser a que ela veio. E continuará provando. É esperar para ver o novo trabalho!
Setlist
HOMEM FALOU
TA PERDOADO
MARIA DO SOCORRO
TRAJETÓRIA
O QUE É O AMOR
CRIA
RECADO
MUITO POUCO
PAGU
ENCONTROS E DESPEDIDAS
CAMINHO DAS ÁGUAS
A FESTA
CARA VALENTE
CORPITCHO
CASA DE NOCA
NUM CORPO SÓ
MALTRATAR
CONTA OUTRA
Por: Jacqueline Oliveira
Fotos: Jacqueline Oliveira – www.jacquelineoliveira.com.br
Maria Gadú em Porto Alegre
A quinta-feira começou ranzinza na capital farroupilha. Embora o calor estivesse acima da média para a estação, o céu nublado denunciava as pegadas do tempo. Desse modo, pouco a pouco, as nuvens foram encobrindo o céu dos gaúchos até que a chuva veio medrosa, porém, refrescante. Nessa combinação climática, a temperatura foi caindo gradativamente.
Assim, às 22h50min, o termômetro da Av. Borges de Medeiros registrara 17 graus, fora o vento miúdo.
Todavia, para abrilhantar à noite, São Pedro colaborou. A chuva deu uma trégua, as estrelas apareceram e, no céu, as três Marias puderam acompanhar, do alto, o deslocamento da quarta, no caso, Gadú.
Aos 23 anos, a cantora mostra que, musicalmente falando, há esperança na nova geração..Para quem nunca tinha visto seu show, como eu, ficou a agradável surpresa de assistir uma baita cantora, autêntica, com qualidade, personalidade e, sobretudo, muito talento.
Nascida em São Paulo, mas, radicada no Rio de Janeiro, Maria Gadú ganhou destaque nacional com “shimbalaiê”, executada, literalmente, na novela Viver a Vida, da rede Globo.
Falo isso porque nas novelas, geralmente, as músicas são tocadas por 30 segundos, no máximo. Desse modo, os trechos que simbolizam lugares, identificam personagens ou anunciam momentos, se repetem incessantemente.
Foi o que ocorreu com “shimbalaiê” que, para muitos, chegou a “enjoar”. Logo, causou equivocadas objeções ao trabalho da cantora. Porém, para as pessoas que rotulam Maria Gadú somente por essa música, vos aviso: ela é muito mais, e o melhor ainda está por vir..
Acontece que, por outro lado, foi justamente à novela que abriu as portas da fama e, conseqüentemente, do reconhecimento para a cantora. Uma oportunidade que, provavelmente, será lembrada saudosamente por ela, daqui muitos anos.
Agora, voltando ao show, quando os ponteiros marcavam 23h24min Maria Gadú subiu ao palco do Opinião. Utilizava um boné e vestia camiseta regata, cor preta, calça jeans e tênis. Também usava óculos.
Entrou e, como de costume, foi sentar-se em um banquinho de bar, localizado diante do pedestal. Trazia consigo o violão.
Ao pegar o microfone, saudou os presentes e começou a apresentação com “encontro”.
Outra surpresa da noite foi ver a participação do público. Aproximadamente 1.200 vozes cantavam verso a verso, sem parar, mostrando total conhecimento das músicas da paulistana.
Entre eles, muitos casais, jovens, senhores e senhoritas prestigiavam a cantora.
Quando terminou a primeira música, os gritos da platéia mesclavam-se com os aplausos e assobios. No palco, visivelmente feliz pela recepção, Maria Gadú exibia um sorriso largo, pleno, porém, tímido.
O show continuou com “bela flor” e “shimbalaiê” que, tocada na íntegra, arrancou muitos aplausos e, nas cordas vocais do público, decibéis de reconhecimento.
Acompanhando a cantora uma banda composta de cinco músicos, entre baixo, teclado, percussão, bateria e guitarra. Por problemas técnicos, de audição, não consegui pegar o nome dos músicos na totalidade, contudo, saúdo todos destacando o baterista, João Viana, filho do Djavan, e o guitarrista Fernando Caneca.
Dando continuidade, Maria Gadú cantou “tudo diferente”, bela canção de André Carvalho, que está no seu cd.
Nos versos, o público cantava: “Todos caminhos trilham pra gente se ver/todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu/ eu ligo no sentido de meia verdade/metade inteira chora de felicidade..”.
No final de cada música, sistematicamente, Maria Gadú sorria timidamente e, em seguida, voltava-se para sua banda e os aplaudia. Dividia o prestígio com os músicos.
Mais tarde teve “Dona Cila” e “lanterna dos afogados”, música dos Paralamas do Sucesso.
Logo após, para delírio do público, principalmente, o feminino, cantou “A história de Lily Braun”, uma versão espetacular da música de Edu Lobo e Chico Buarque.
Enquanto o público cantava, dançava, Fernando Caneca solava com sua guitarra, dedilhava as cordas com a perícia de um cirurgião.
Quando terminou a canção, a jovem cantora dialogou com a platéia. Disse que “era maneiro voltar a Porto Alegre” e mencionou a participação que fez no show de Vanessa da Mata, mês passado, no teatro do Sesi.
Depois das recordações, Maria Gadú chamou ao palco o amigo, carioca, Leandro Léo. Juntos, só com violão, guitarra e voz, cantaram “Hoje a noite não tem luar”, da banda Legião Urbana. Leia mais









































































