Oswaldo Montenegro

fevereiro 18, 2010
Categoria Agenda

oswaldo+montenegro Oswaldo Montenegro

Data: 05/03/2010
Local: Teatro do Bourbon Country
Hora de Início: 21h

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Projeto “Eu Faço Cultura” com Zeca Baleiro

novembro 25, 2009
Categoria Reviews

Zeca Baleiro

O projeto “Eu Faço Cultura”, iniciativa conjunta do MCPC (Movimento Cultural do Pessoal da Caixa) e da Caixa Seguros, chega pela terceira vez a Porto Alegre. Depois das apresentações de Nando Reis e Vanessa da Mata, no último domingo foi a vez do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro apresentar sua música ao público gaúcho.

No horário marcado, 20h, começa o show de abertura. O violinista francês radicado no Brasil Nicolas Krassik apresenta um repertório com muito samba e música brasileira, mas também claramente influenciado pelo jazz. Acompanhado de um baterista e um violonista competentíssimos, agradou ao pequeno público que o assistia.

Pouco depois das 21h15 Zeca Baleiro sobe ao palco com “Meu Amor, Minha Flor, Minha Menina”, do disco “Baladas do Asfalto e Outros Blues”. Em seguida, outro sucesso “Eu Despedi o Meu Patrão”. Aparentemente contrariado com algo, Zeca manteve o semblante sério durante as primeiras canções do set. Foi assim também em “Salão de Beleza” e “Proibida pra Mim”, onde Baleiro incluiu um trecho de “Zóio d’Lula”, outro sucesso do Charlie Brown Jr..

Zeca Baleiro foi então até o fundo do palco para deixar a guitarra. Retornou de costas para o público, com uma dancinha. Foi ali que o cantor se mostrou sorridente pela primeira vez. Felizmente seu ânimo, a partir daquele momento, mudou da água para o vinho. Antes de “Bola Dividida”, Zeca pediu desculpas por sua voz, e então foi possível perceber que o cantor estava bastante congestionado. Talvez fosse esse o motivo do desconforto.

O clima que já era light ficou ainda mais tranqüilo com o set acústico preparado pela banda. “Essa música não é minha. Mas é minha também.” Veio então um dos destaques da noite, a execução com três violões (um terceiro foi assumido pelo baixista Fernando Nunes) de “Bicho de Sete Cabeças”, de Geraldo Azevedo. Um dos momentos mais emocionantes da apresentação. Ao final, Fernando deixa o palco para que apenas Zeca e o guitarrista Tuco Marcondes mandassem “Vapor Barato” e “A Flor da Pele”.

Como de costume, alguém gritou “Toca Raul”. Obviamente uma provocação bem humorada ao compositor que escreveu exatamente sobre este bordão na música que leva este título. Zeca, simpático, canta um trecho de “A Maçã” e conclui: “É… acho que vou fazer…”. Deixou a expectativa de uma possível versão.

O repertório contou ainda com clássicos como “Babylon”, “Telegrama”, “Ópio”, “Quase Nada” e “A Alma Não Tem Cor”, mas também houve ausências significativas como “Piercing” e “Lenha”, que ficaram de fora.

Para encerrar, mandou “Toca Raul”, homenagem ao grande Raulzito que acabou se tornando carro chefe de seu último disco, “O Coração do Homem Bomba”.

Para o bis, a já tradicional junção de “Detesto Coca Light” e “Heavy Metal do Senhor”, em uma versão explosiva e cheia de energia, como o Heavy Metal deve ser. “Heavy Metal do Senhor” levantou o público de forma que nenhuma outra canção o fez até ali e provou que ainda é, sim, o maior hit de Zeca.

Um bom show, com um resultado estético bacana.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine


Após 15 anos o Bar Opinião volta a receber Arnaldo Antunes

outubro 5, 2009
Categoria Reviews

Arnaldo 1 26 Após 15 anos o Bar Opinião volta a receber Arnaldo AntunesQuinta-feira, 1º de outubro. Após 15 anos o Bar Opinião volta a receber Arnaldo Antunes, lançando seu novo disco “Iê Iê Iê”. O projeto faz parte do programa Natura Musical, que desde 2005 apoia iniciativas culturais ligadas à música. No palco, Arnaldo canta ao lado dos músicos Betão Aguiar (baixo e voz), Chico Salem (violão e voz), Marcelo Jeneci (teclados e voz) e Curumin (bateria e voz), além do conhecido guitarrista como Edgard Scandurra (guitarra e voz),  ex-IRA!. O figurino é do estilista Marcelo Sommer, que ao lado de Márcia Xavier também assina o cenário.

Figurino e cenário que, aliás, são um show a parte. A banda sobe ao palco pouco antes da meia noite, vestindo elegantes ternos e calçando tenis All Star em couro. O cenário, por sua vez, é formado por diversas camisetas estendidas ao fundo, com as mais variadas estampas: há espaço para frases de efeito (“Eu voltei, agora pra ficar” e “Clapton is God!”), referências à música (Beatles, Rolling Stones, Black Sabbath e Luiz Gonzaga), ao cinema (“A Noite dos Mortos-Vivos” e “O Poderoso Chefão”) e até mesmo para a universidade gaúcha PUCRS. A idéia curiosa proporcionou um efeito estético lindíssimo e bastante colorido. Não houve quem não apreciasse.

Abriram o show com a faixa título do novo álbum, seguida de “Vem Cá”, do mesmo trabalho. Na sequência, “Essa Mulher”, do disco “Paradeiro”. Muito performático, Arnaldo é puro carisma e conquista seu público sem grandes esforços. O som, um pouco prejudicado, não permitia que se ouvisse o vocal com clareza até ali, mas foi sendo corrigido ao longo da apresentação.

“Boa noite, Porto Alegre! É muito bom estar aqui de novo, de volta…”

Após uma bebericada tímida na cerveja que estava colocada cuidadosamente a sua disposição ao lado do tecladista Marcelo Jeneci, a banda manda “A Casa é Sua”. O set-list, que já estava disponível ao público através de um bonito folder explicativo produzido pela empresa patrocinadora, contou com o novo disco na íntegra. Além disso, apenas seis canções, entre elas “Consumado”, parceria com os Tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown e “Pra aquietar”, de Luiz Melodia. Um pouco cansativo para quem ainda não ouviu o último trabalho do cantor. Leia mais

Caetano passa pelo RS outra vez para divulgação do último álbum, Zii Zie.

setembro 28, 2009
Categoria Reviews

caetano2 Caetano passa pelo RS outra vez para divulgação do último álbum, Zii Zie.A turnê  de Zii Zie, mais recente lançamento de Caetano Veloso, passou pelo RS uma segunda vez este ano. Na primeira, quando tocou em Porto Alegre, a equipe do site POASHOW acabou não conseguindo fazer a cobertura para vocês, mas desta vez foi diferente. Fomos até Caxias do Sul com o intuito de cobrir o show deste que ainda é um dos maiores compositores da música brasileira.

A noite fria de sexta-feira não intimidou os presentes que se dirigiam a sociedade campestre “Recreio da juventude”. O show estava marcado para as 22h, e com um atraso de 20 minutos foi dado o início da apresentação de Caetano.

A banda CÊ, composta por Pedro Sá, Marcello Callado e Ricardo Dias Gomes, que acompanha o compositor nesta turnê, e que foi responsável por grande parte da criação do seu novo álbum, entra no palco que estava ornamentado com uma asa delta atrás da bateria. Logo Caetano se junta a eles para dar início à apresentação com Tem que ser viola, de Fantasmão, compositor do estilo africano muito popular hoje em dia chamado de Kuduro. Assim como aconteceu com quase todas as músicas apresentadas aquela noite, esta ganhou uma versão bem ao estilo “transambas” que Caetano usa para definir os arranjos de suas novas composições. Seguiram com Sem cais, música do último disco e primeira de muitas outras que viriam a serem apresentadas nesta noite.

Misturando o seu repertório novo com clássicos de sua carreira, foi a vez de uma de suas mais bonitas composições, Trem das cores fez com que os presentes se transportassem para um universo que só as músicas de Caetano conseguem criar. Leia mais

A MPB rica e misturada de Vanessa da Mata

setembro 20, 2009
Categoria Reviews

Vanessa da Mata2 A MPB rica e misturada de Vanessa da MataUm dia antes das comemorações do dia 20 de setembro, data do início da revolução farroupilha, há 174 anos, os gaúchos, que lotaram completamente as dependências do teatro Bourbon Country, se renderam diante de uma forasteira, a mato-grossense Vanessa da Mata.

Quando o ponteiro marcou 21h10min, após uma breve apresentação da banda, dos técnicos e de todos que trabalharam no show, feita por uma voz invisível, as cortinas do teatro se abriram. Com isso, a primeira surpresa agradável foi o cenário. Espetacular.

Enraizados no palco, do chão até o teto, galhos secos traçavam um panorama interiorano, rural, da mata nordestina. Eram três ramos de galhos, um de cada lado e outro no meio do palco. Nas suas ramificações, rosas amarelas brotavam na natureza seca. E a iluminação do show destacava ainda mais o cenário que já estava bonito.

Contudo, a maior surpresa estava no palco. Vanessa da Mata surgiu com um vestido longo, amarelado, combinando com as rosas do cenário. Seus pés estavam descalços, o que anunciava que ela queria estar à vontade. Um buque de flores, no pedestal do microfone, dava o toque final na paisagem. A cantora entrou e foi direto ao microfone para começar o show do álbum “Multishow ao vivo”.  Iniciou com “Baú”. Leia mais

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