College Rock

junho 4, 2010
Categoria Agenda, Reviews

restart College Rock

Data: 27/06/2010
Local: Pepsi On Stage
Hora de Início: 16h

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ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

maio 24, 2010
Categoria Reviews

zztop 1 of 1 20 ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

 
              Noite de temperatura amena em Porto Alegre. Após um agradável domingo ensolarado, a noite ainda reservava um encerramento com chave de ouro para o fim de semana. Os texanos do ZZ Top, em turnê pelo Brasil pela primeira vez em 40 anos de carreira, chegam a Porto Alegre para uma apresentação no Pepsi On Stage. Billy Gibbons (Guitarra e Vocal), Dusty Hill (Baixo e Vocal) e Frank Beard (Bateria)  foram responsáveis por um dos melhores shows do ano na capital dos gaúchos.
 
              Com pontualidade britânica, a banda sobe ao palco para “Got Me Under Pressure”. Tecnicamente temos já na primeira música um show perfeito. Luz e som impressionam. Predominantemente branca, a luz permite excelente visualização dos músicos. Já o som é operado com extrema competência, superando qualquer adversidade habitual no Pepsi On Stage. Era possível distinguir absolutamente tudo fácil e nitidamente. Para completar, um belo e gigantesco telão de LED exibia imagens da banda.
 
              O que parecia perfeito começou a assustar. A banda deixa o palco, deixando todos apreensivos. Poucos minutos se passam e o trio retorna para excelentes performances de “Waiting For The Bus” e “Jesus Just Left Chicago”. Ao final desta, alguém da produção sinaliza novamente para a banda. Mais uma vez,deixam o palco, agora para um hiato ainda maior.
 
              Dúvida e até mesmo o temor de um eventual encerramento prematuro da apresentação começam a surgir quando a banda retorna pela segunda vez, agora acompanhados de um integrante da produção. Explicado o problema (tratava-se de uma queda de energia), o show prosseguiu com “Pincushion” e “I’m Bad, I’m Nationwide”. Até ali a banda seguia o setlist de seu DVD ao vivo, “Live From Texas”, exceto pela inversão na ordem destas últimas.
 
              Antes de “Future Blues”, Billy Gibbons chama uma jovem ao palco. Ela pergunta se está tudo bem. Segue o diálogo, onde ambos falam português (o de Gibbons chega a impressionar):
 
              – Quando você chegou aqui?
              – Hoje.
              – Só hoje?
              – Sim.
              – Você veio de avião?
              – Não
              – De navio?
              – Também não.
              – Como você veio então?
              – Com minha bicicleta! (risos gerais)
 
              Na seqüência, “Rock Me Baby”, além da já citada “Future Blues” foram cantadas de forma impecável pelo baixista Dusty Hill. Até “Rock Me Baby”, não houve uma canção de destaque. No entanto, “Cheap Sunglasses” arrancou os aplausos mais fervorosos até ali. O sempre bem humorado e carismático Gibbons ainda ganhou mais alguns pontos ao virar a guitarra e mostrar uma enorme inscrição que dizia “Cerveja”, assim mesmo, em português.          
    
              As clássicas performances cênicas da banda (danças, gestos, paradas, etc.) permearam a apresentação dos americanos. Detalhes previsíveis, mas indispensáveis para quem esperou tanto tempo por um show do ZZ Top. O único cover da noite foi uma homenagem ao grande guitarrista Jimi Hendrix, cuja morte completa 40 anos em 2010. Foi com “Hey Joe” que o trio levantou, mais uma vez, o público do Pepsi On Stage.
 
              O repertório, basicamente o mesmo apresentado em São Paulo, contou ainda com “I Need You Tonight” e as surpreendentes “Brown Sugar” e “Party On The Patio”, além da ótima “Just Got Paid”.             
              Para a reta final da primeira parte do show, uma poderosa trinca de clássicos que fez os fãs cantarem alto: “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e “Legs” (onde a banda utilizou as clássicas guitarras “de pelúcia”) responderam pelo ponto mais alto de uma apresentação de nível.
 
              No bis os instrumentos foram diferentes: naquele momento a banda optou por escandalosas guitarras verde-limão com detalhes brilhantes. As canções escolhidas foram uma versão de “Viva Las Vegas”, canção imortalizada por Elvis Presley, “La Grange” (um dos maiores clássicos da banda, recentemente popularizada no game “Guitar Hero III”) e, por fim, “Tush”. Um encerramento espetacular para um show histórico.
 
              O grande destaque da noite foi a atuação da banda. O show é perfeito. As músicas que constam em “Live From Texas” são executadas exatamente como no DVD. O ZZ Top é uma banda que toca muito, muito, muito bem. É um show não só de Rock, mas de competência e precisão.
 
              O show do ZZ Top é espetáculo. Compensaram plenamente os 40 anos de espera com uma apresentação matadora.
 
              Quem não foi, perdeu.
 
              Muito.
 
 
Set List
 
Got Me Under Pressure
Waiting For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Pincushion
I'm Bad, I'm Nationwide
Future Blues
Rock Me Baby
Cheap Sunglasses
My Head's In Mississipi (trecho)
I Need You Tonight
Hey Joe
Brown Sugar
Party On The Patio
Just Got Paid
Gimme All Your Loving
Sharp Dressed
Legs
————-
Viva Las vegas
La Grange
Tush
 
 
Por: Marcel Bittencourt
 
 
 

Capital Inicial

maio 10, 2010
Categoria Agenda

6e9113a Capital Inicial

Data: 16/07/2010

Local: Pepsi On Stage

Horário: 20h

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College Rock FTSK e Cine

abril 29, 2010
Categoria Agenda

Pré flyer WEB College Rock FTSK e Cine

Data: 07/05/2010
Local: Pepsi OnStage
Hora de Início: abertura da casa às 17h


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Megadeth: Um dos melhores shows da banda…

abril 27, 2010
Categoria Reviews

mega 1 Megadeth: Um dos melhores shows da banda...

Noite de segunda-feira e o Pepsi On Stage recebe uma das bandas que fizeram a história do que se conhece por Thrash Metal: Megadeth, banda liderada por Dave Mustaine, um dos mais criativos compositores do Metal, se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre.

A noite começou com a demora na abertura dos portões, motivado pelo atraso na chegada do equipamento do Megadeth. Por conta disso houve lentidão na entrada e muitos não puderam conferir o show dos gaúchos da Distraught (banda escolhida para abrir o show dos americanos), fato que causou certa indignação.

Pontualmente no horário previsto, 22h, a Distraught sobe ao palco para o show que a banda tem como o mais importante da carreira. A experiência e, principalmente, a competência de seus cinco integrantes fizeram com que a Distraught tirasse de letra qualquer possível adversidade. Encarar um público já um pouco insatisfeito não significou nada. A força da banda no palco e a energia que demandam ao executar suas composições demonstram o quando estão maduros musicalmente e, especialmente, o quanto acreditam em sua música. Talvez isso, somado à sua qualidade, tenha sido fator decisivo para o quando a banda foi bem recebida pelo público do Megadeth.

A Distraught, que teve seu álbum “Unnatural Display of Art” lançado no Brasil e no Japão no ano passado, provou no palco, em breves 30 minutos, que está pronta para o mercado internacional.

Pouco depois das 23h as luzes se apagaram. Na ordem, sobem ao palco Shawn Drover (Bateria), Chris Broderick (Guitarra) e o clássico baixista recém-readmitido Dave Ellefson. Por fim, o líder Dave Mustaine, obviamente o mais ovacionado pelos fãs que lotaram a casa.

A expectativa da música escolhida para abrir o show se foi, deixando todos muito satisfeitos: a dobradinha “Dialectic Chaos” e “This Day We Fight” era indicativo claro de que teríamos um set, no mínimo, muito parecido com o excelente repertório apresentado em São Paulo. De negativo, a qualidade do som (na realidade, a falta dela). Bateria muito alta e vocal muito baixo estenderam-se durante toda a apresentação, o que de fato fez diferença. Ainda no início, tivemos também um momento curioso: ao observar as pessoas apertadas na grade em frente ao palco, Mustaine gentilmente pede que as pessoas “andem um passo para trás, pois não queremos nos machucar”. Uma atitude muito bonita do Frontman do Megadeth.

Após “In My Darkest Hour”, a primeira grande reação do público: “Skin O’My Teeth” agitou o Pepsi On Stage.

“Boa noite… vocês sabem por que estamos aqui…” provoca Mustaine, referindo-se ao aniversário de 20 anos do álbum “Rust In Peace”, comemorado nesta turnê.

Como não poderia deixar de ser, a banda executa o álbum na íntegra.

Do poderoso riff de introdução de “Holy Wars… The Punishment Due” até o encerramento de “Rust In Peace… Polaris”, a execução completa de “Rust In Peace” foi responsável por uma verdadeira catarse entre os fãs que compareceram. Por se tratar de algo bastante singular, os fãs se emocionaram ainda mais. Destaque para “Tornado of Souls” e “Hangar 18”, além das já citadas “Holy Wars… The Punishment Due” e “Rust In Peace… Polaris”.

Após breve intervalo, Mustaine retorna para a segunda parte do set, que incluiria mais músicas do álbum “Endgame”. Dave sozinho no palco convoca o público porto-alegrense a cantar o refrão de “Headcrusher”:

“Amanhã estamos partindo para a Argentina. Vamos ver se vocês conseguem ser mais altos que eles, vamos fazer com que ouçam lá”. Mustaine puxa o riff, mas obtém uma resposta tão apática que diz que não pode deixar o Brasil com essa resposta. Chama novamente e aí, sim, ouve a voz dos fãs gaúchos retumbar pelo Pepsi On Stage. Foi alto, mas nada perto do que viria a seguir, logo após “The Right To Go Insane”.

Eis que veio, então, o ponto alto do show: primeiro, com a introdução muito bem executada pelo excelente guitarrista Chris Broderick, “A Tout Le Monde”. A música, que ficou de fora dos primeiros shows do Megadeth no Brasil em 2010, emocionou a todos. Seu refrão foi o mais cantado até aquele momento, título que durou pouco. Em “Symphony of Destruction”, como no DVD “That One Night”, gravado em Buenos Aires, o coro “Megadeth, Megadeth, Aguante Megadeth” foi entoado com muita força e energia. Curiosamente nas duas músicas onde o público fez muito barulho (“A Tout Le Monde” e “Symphony of Destruction”) foi onde se pode ouvir mais claramente a voz de Dave Mustaine.

Para o bis, duas ótimas escolhas: “Trust”, do álbum “Cryptical Writings” e “Peace Sells”, do “Peace Sells… But Who’s Buying?”. Após breve apresentação da banda, Mustaine diz que o público foi ótimo, tendo sido aquele o último show da banda no Brasil, mas que foi um dos melhores shows do Megadeth. Foi assim, lavando a alma do público gaúcho, que Mustaine e Cia se despediram, não sem antes distribuir algumas palhetas.

O Megadeth, apesar de muito prejudicado pelo som, apresentou um show digno da banda emblemática e importante que é. Dave Mustaine é um compositor diferenciado mas, acima de tudo, um bandleader que manteve o Megadeth na ativa por mais de duas décadas e que ainda apresenta um trabalho cheio de bom gosto e energia, capaz de emocionar fãs de todas as idades. Um bom show, com ressalvas puramente técnicas.

Resta esperar pela turnê comemorativa de “Countdown to Extinction” em 2012. Sonhar não custa nada.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine


Noite de segunda-feira e o Pepsi On Stage recebe uma das bandas que fizeram a história do que se conhece por Thrash Metal: Megadeth, banda liderada por Dave Mustaine, um dos mais criativos compositores do Metal, se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre.

A noite começou com a demora na abertura dos portões, motivado pelo atraso na chegada do equipamento do Megadeth. Por conta disso houve lentidão na entrada e muitos não puderam conferir o show dos gaúchos da Distraught (banda escolhida para abrir o show dos americanos), fato que causou certa indignação.

Pontualmente no horário previsto, 22h, a Distraught sobe ao palco para o show que a banda tem como o mais importante da carreira. A experiência e, principalmente, a competência de seus cinco integrantes fizeram com que a Distraught tirasse de letra qualquer possível adversidade. Encarar um público já um pouco insatisfeito não significou nada. A força da banda no palco e a energia que demandam ao executar suas composições demonstram o quando estão maduros musicalmente e, principalmente, o quanto acreditam em sua música. Talvez isso, somado à sua qualidade, tenha sido fator decisivo para o quando a banda foi bem recebida pelo público do Megadeth.

A Distraught, que teve seu álbum “Unnatural Display of Art” lançado no Brasil e no Japão no ano passado, provou no palco, em breves 30 minutos, que está pronta para o mercado internacional.

Pouco depois das 23h as luzes se apagaram. Na ordem, sobem ao palco Shawn Drover (Bateria), Chris Broderick (Guitarra) e o clássico baixista recém-readmitido Dave Ellefson. Por fim, o líder Dave Mustaine, obviamente o mais ovacionado pelos fãs que lotaram a casa.

A expectativa da música escolhida para abrir o show se foi, deixando todos muito satisfeitos: a dobradinha “Dialectic Chaos” e “This Day We Fight” era indicativo claro de que teríamos um set, no mínimo, muito parecido com o excelente repertório apresentado em São Paulo. De negativo, a qualidade do som (na realidade, a falta dela). Bateria muito alta e vocal muito baixo estenderam-se durante toda a apresentação, o que de fato fez diferença. Ainda no início, tivemos também um momento curioso: ao observar as pessoas apertadas na grade em frente ao palco, Mustaine gentilmente pede que as pessoas “andem um passo para trás, pois não queremos nos machucar”. Uma atitude muito bonita do Frontman do Megadeth.

Após “In My Darkest Hour”, a primeira grande reação do público: “Skin O’My Teeth” agitou o Pepsi On Stage.

“Boa noite… vocês sabem por que estamos aqui…” provoca Mustaine, referindo-se ao aniversário de 20 anos do álbum “Rust In Peace”, comemorado nesta turnê.

Como não poderia deixar de ser, a banda executa o álbum na íntegra.

Do poderoso riff de introdução de “Holy Wars… The Punishment Dueaté o encerramento de “Rust In Peace… Polaris”, a execução completa de “Rust In Peace” foi responsável por uma verdadeira catarse entre os fãs que compareceram. Por se tratar de algo bastante singular, os fãs se emocionaram ainda mais. Destaque para “Tornado of Souls” e “Hangar 18”, além das já citadas “Holy Wars… The Punishment Due” e “Rust In Peace… Polaris”.

Após breve intervalo, Mustaine retorna para a segunda parte do set, que incluiria mais músicas do álbum “Endgame”. Dave sozinho no palco convoca o público porto-alegrense a cantar o refrão de “Headcrusher”:

Amanhã estamos partindo para a Argentina. Vamos ver se vocês conseguem ser mais altos que eles, vamos fazer com que ouçam lá”. Mustaine puxa o riff, mas obtém uma resposta tão apática que diz que não pode deixar o Brasil com essa resposta. Chama novamente e aí, sim, ouve a voz dos fãs gaúchos retumbar pelo Pepsi On Stage. Foi alto, mas nada perto do que viria a seguir, logo após “The Right To Go Insane”.

Eis que veio, então, o ponto alto do show: primeiro, com a introdução muito bem executada pelo excelente guitarrista Chris Broderick, “A Tout Le Monde”. A música, que ficou de fora dos primeiros shows do Megadeth no Brasil em 2010, emocionou a todos. Seu refrão foi o mais cantado até aquele momento, título que durou pouco. Em “Symphony of Destruction”, como no DVD “That One Night”, gravado em Buenos Aires, o coro “Megadeth, Megadeth, Aguante Megadeth” foi entoado com muita força e energia. Curiosamente nas duas músicas onde o público fez muito barulho (A Tout Le Monde” e “Symphony of Destruction”) foi onde se pode ouvir mais claramente a voz de Dave Mustaine.

Para o bis, duas ótimas escolhas: “Trust”, do álbum “Cryptical Writings” e “Peace Sells”, do “Peace Sells… But Who’s Buying?”. Após breve apresentação da banda, Mustaine diz que o público foi ótimo, tendo sido aquele o último show da banda no Brasil, mas que foi um dos melhores shows do Megadeth. Foi assim, lavando a alma do público gaúcho, que Mustaine e Cia se despediram, não sem antes distribuir algumas palhetas.

O Megadeth, apesar de muito prejudicado pelo som, apresentou um show digno da banda emblemática e importante que é. Dave Mustaine é um compositor diferenciado mas, acima de tudo, um bandleader que manteve o Megadeth na ativa por mais de duas décadas e que ainda apresenta um trabalho cheio de bom gosto e energia, capaz de emocionar fãs de todas as idades. Um bom show, com ressalvas puramente técnicas.

Resta esperar pela turnê comemorativa de “Countdown to Extinction” em 2012. Sonhar não custa nada.

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