Moby: Competência e Versatilidade no Pepsi On Stage

abril 22, 2010
Categoria Reviews

IMG 6861 Moby: Competência e Versatilidade no Pepsi On Stage

Não se pode dizer que o inglês Richard Melville Hall seja assim um exímio guitarrista, embora tenha sugerido suas pretensões e algumas de suas influências (ou mesmo admirações) mais secretas ao executar, em certo momento, na noite da última terça-feira, 20 de abril, em Porto Alegre, um dos riffs mais clássicos de Jimmy Page (o lendário guitar hero do Led Zeppelin).

Também não se pode dizer que seja exatamente um grande percussionista, embora tenha se arriscado, e tenha, afinal de contas, se saído bastante bem, na ênfase rítmica, dando ainda mais balanço e cadência ao ritmo dançante que vinha sendo sustentado pela banda que o acompanhava, somando-se ainda às seqüências de bases pré-gravadas que ouvia o público presente no Pepsi On Stage, por volta das 23h 30min., naquela véspera de feriado. Também não se pode dizer com certeza que Moby, o inglês em questão, ainda seja, atualmente, um dos mais inventivos e arrojados DJs em atividade, embora tenha inegavelmente contribuído para a definição e para o reconhecimento da arte de pilotar as pickups e os seqüenciadores eletrônicos.

De todo modo, é inegável que o maior mérito de Moby, evidente em sua apresentação recente em Porto Alegre, é sua versatilidade, a disposição e a naturalidade com que combina e atravessa esses instrumentos e recursos musicais todos, testando-os, fundindo-os, borrando-lhes os limites, atuando bem, sempre com relativo sucesso, em qualquer um deles, seja como guitarrista ou percussionista, seja então como DJ, compositor-arranjador, ou mesmo como vocalista carismático, líder irrequieto à frente de uma banda igualmente carismática e simpática.

Maior mérito ainda é o fato de que Moby – o show demonstrou isso largamente – é uma usina criativa de hits pops, extremamente convidativos e dançantes. As músicas são de forte apelo e forte potencial radiofônico, são melodias que (embora possam parecer similares, em alguns momentos) são facilmente reconhecíveis e muito agradáveis, vêm de pronto à memória. Saliente-se também outra característica interessante da sonoridade construída por esse franzino multiinstrumentista-produtor, de pouco mais de 40 anos de idade: o que temos são climas ou ambientes sonoros muito aconchegantes e muito sensuais, que possuem uma classe que parece remeter aos melhores momentos de David Bowie, por exemplo. Noutras vezes, podem remeter também aos alemães do Kraftwerk ou então aos ingleses do Joy Division (talvez sem o tom melancólico e lamurioso), mais tarde rebatizados como New Order. Seja como for, Moby é responsável por um pop elegante, invulgar e dono ainda de muita vitalidade.

Em síntese, o show em Porto Alegre foi uma demonstração disso tudo. Mais ativo criativamente e em melhor forma do que outros artistas contemporâneos e relacionáveis a ele (tais como Tricky ou mesmo Fat Boy Slim – aliás, onde andam Tricky e Fat Boy Slim?), Moby proporcionou um desfile invejável de hits delicados e dançantes. Leia mais

Distraught abrirá show do Megadeth

abril 20, 2010
Categoria Novidades

kardistr Distraught abrirá show do Megadeth

Foto: Karina Kohl

A Distraught será a banda de abertura do show do Megadeth, em Porto Alegre, dia 26 de Abril, no Pepsi on Stage. A informação encontra-se no MySpace oficial da banda.

O Megadeth está fazendo a TOUR  de 20 anos do lançamento do RUST IN PEACE, e a Distraught 20 Anos de banda!

A DISTRAUGHT foi formada em 1990 em Porto Alegre, fazendo um thrash/death metal muito vigoroso, estando no seu 4º disco “Unnatural Display of Art” que foi lançado aqui no Brasil , pelo selo Voice Music de São Paulo , e no Japão  pelo selo Spiritual Beast .

-Conheça mais sobre a Distraught-
www.spiritual-beast.com/distraught/index.html
www.myspace.com/bandadistraught

Fonte: Arena Heavy (www.arenaheavy.com.br)

A Distraught será a banda de abertura do show do Megadeth, em Porto Alegre, dia 26 de Abril, no Pepsi on Stage. A informação encontra-se no MySpace oficial da banda.

O Megadeth está fazendo a TOUR  de 20 anos do lançamento do RUST IN PEACE, e a Distraught 20 Anos de banda!

A DISTRAUGHT foi formada em 1990 em Porto Alegre, fazendo um thrash/death metal muito vigoroso, estando no seu 4º disco “Unnatural Display of Art” que foi lançado aqui no Brasil , pelo selo Voice Music de São Paulo , e no Japão  pelo selo Spiritual Beast .

-Informações sobre o show-
26/04/2010 – Porto Alegre/RS
Pepsi On Stage – Av. Severo Dulius, 1995
Horário: 22h00

-Ingressos-
R$ 90,00 (Pista, 1º lote)
R$ 110,00 (Pista, 2º lote)
R$ 130,00 (Pista, 3º lote)

-Pontos de venda-
Multisom (Rua dos Andradas, 1001)

-Contato para Informações-
51 3062-3251
http://www.pepsionstage.com.br


-Conheça mais sobre a Distraught-
www.spiritual-beast.com/distraught/index.html
www.myspace.com/bandadistraught


Placebo: Apenas o que o público esperava

abril 15, 2010
Categoria Reviews

PLACEBO7 Placebo: Apenas o que o público esperava

Noite de terça-feira e Porto Alegre recebe, mais uma vez, uma das bandas que fizeram a história do Rock Alternativo nos anos 90: O Placebo se apresentou pela segunda vez na capital dos gaúchos em um show para uma platéia pequena, porém fiel.

A abertura ficou a cargo de duas bandas que vem conseguindo obter alguma atenção: os gaúchos da Volantes e os paulistas do Superdose fizeram show curtos, de cerca de meia hora de duração. A Volantes mostrou personalidade misturando Rock e elementos eletrônicos. Já o Superdose, apesar de competentes, serão mais lembrados por demonstrar, em seu som, o quanto são influenciados pelo Oasis.

Cinco minutos antes do previsto, as 21h55, o Placebo sobe ao palco. Brian Molko (Vocal e Guitarra), Stefan Olsdal (Baixo e Guitarra) e o baterista Steve Forrest (que substituiu o excelente Steve Hewitt em 2008), arrancam gritos histéricos das pouco mais de 600 pessoas que compareceram ao Pepsi On Stage.

Logo no começo, uma peculiaridade. O guitarrista de apoio chama o riff principal de “For What Is Worth”. A banda se desencontra e pára. O chefe Brian Molko passa uma orientação e a banda, então, recomeça. Aparentemente foi o último erro naquele show. Perfeitos também foram o som e a luz. Era possível distinguir com clareza todos os instrumentos. A voz? Alta e clara. Além disso, a luz compunha todo um clima em perfeita coerência com as músicas e um gigantesco telão de led ao fundo completava o espetáculo audiovisual com as imagens do show.

A tecnologia que engrandeceu muito a apresentação.

O público, totalmente heterogêneo, se emocionou com as canções da banda do início ao fim. No entanto, um público pequeno em uma casa com capacidade para cinco mil pessoas acabou por deixar a falsa impressão de uma apresentação morna.

A banda se dirigiu muito pouco ao público. Preferiu mandar som. Foram 20 canções em apenas 90 minutos. O repertório foi basicamente o que vem sendo executado, mas surpreendeu com as ausências de “Nancy Boy”, música que fechou a última apresentação dos caras na capital, e “Come Undone”, que constava no setlist repassado a imprensa.

Os pontos altos, previsivelmente, foram os hits “Every You, Every Me” e “Special K”, com destaque para a clássica vocalização deixada a cargo do público.

Enfim, foi um bom show, de uma banda competente, mas sem muita riqueza de detalhes. Os caras subiram, tocaram 20 músicas bem e se despediram. Não deixaram a desejar quanto aos álbuns, mas também não ousaram. Mantiveram-se na zona de conforto e isso não significa demérito algum.

Apresentaram o que o público esperava. A banda é que não esperava um público, lamentavelmente, tão pequeno.

Set List

For What It’s Worth

Ashtray Heart

Battle For The Sun

Soulmates

Speak In Tongues

Follow The Cops Back Home

Every You Every Me

Special Needs

Breathe Underwater

Julien

The Never-Ending Why

Bright Lights

Devil In The Details

Meds

Song To Say Goodbye

Special K

The Bitter End

Bis:

Trigger Happy

Infra-red

Taste In Men

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

Monange Dream Fashion Tour mescla música e moda

abril 12, 2010
Categoria Reviews

monange 1 17 Monange Dream Fashion Tour mescla música e moda

Um evento que reúne moda e música. A noite de 10 de Abril foi marcada por um encontro inusitado: muitas das maiores Top Models brasileiras desfilando durante o show de uma das maiores bandas do Pop Rock nacional: o Jota Quest.

A noite começou com um atraso que irritou parte do público presente. Já eram 23h20 quando as luzes se apagaram para a entrada de quatro dançarinos que executaram uma performance de Street Dance. Logo em seguida, outra estrela da noite: a apresentadora Xuxa desfilou na passarela e arrancou os maiores aplausos da noite.

Além da passarela, o próprio palco era grandioso. Uma estrutura metálica com pequenos leds foi montada em frente a um enorme telão de alta definição. Equipamento digno das grandes atrações internacionais a disposição de uma banda brasileira.

Após a introdução instrumental (uma pequena versão modernizada de “Besame Mucho”), foi com a música que dá nome ao último álbum, “La Plata”, que os mineiros iniciaram sua apresentação. Durante a canção sobre dinheiro, caracteres verdes, vermelhos e amarelos em um fundo preto simulavam painéis da bolsa de valores. Aspectos técnicos como som e luz não deixavam nada a desejar. Desde a primeira música foi possível perceber que estávamos diante de um espetáculo audiovisual diferenciado. E era apenas o começo.

“Na Moral” levantou ainda mais o público e foi encerrada com um ótimo solo de Marco Túlio, expondo nitidamente as raízes musicais roqueiras do guitarrista. “Além do Horizonte” também foi cantada em coro. Com um repertório baseado em hits, a banda passou a servir de trilha sonora aos desfiles.

Grandes Top Models internacionais como Carol Trentini, Isabeli Fontana, Izabel Goulart e Fernanda Tavares dividiram a passarela com outras modelos de destaque. As “Meninas Fantásticas” Regina Krilow, Rafaela Gewehr, Tissiane Freitas e Nayane Teixeira, vencedoras do concurso promovido pelo programa Fantástico, da TV Globo, também participaram do desfile. Foram três desfiles diferentes, com diferentes estilos.

Musicalmente, a apresentação foi perfeita. Extremamente bem ensaiada, a banda desfilou sua lista de hits radiofônicos como “O Que eu Também Não Entendo”, “Já Foi”, “Encontrar Alguém” e “O Sol”, entre outras. O destaque individual ficou, como é habitual, por conta da performance do baixista PJ, considerado por muitos o principal responsável pela identidade musical do Jota Quest.

O encerramento contou com “Sempre Assim”, “De Volta ao Planeta dos Macacos” e “Do Seu Lado”, esta última com todas as modelos na passarela, ao lado do vocalista Rogério Flausino.

Com apenas uma hora e meia de show, a banda e as modelos se despedem num clima de alegria e celebração. Não houve bis, portanto clássicos como “Fácil”, “Amor Maior” e “Só Hoje” acabaram por ficar de fora. No entanto, a qualidade do show e a beleza do espetáculo foram maiores e convenceram muito bem.

A parceria entre Mega Models, Monange e Rede Globo acabou por se mostrar um sucesso. Ganharam as modelos, que mostraram seu trabalho. Ganhou o público, que pode apreciar um espetáculo por um preço realmente baixo. E, principalmente, ganharam os mineiros do Jota Quest, que tem uma turnê de 11 grandes cidades com público e divulgação garantidos, além de uma estrutura que, provavelmente, não teriam acesso por conta própria. Pelo conjunto da obra e pelas circunstâncias, não há, hoje, show nacional para bater o show do Jota Quest.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

Monange Dream Fashion Tour

março 26, 2010
Categoria Agenda

floripa 20 Monange Dream Fashion Tour

Show: Jota Quest

Data: 10/04/2010
Local: Pepsi On Stage
Hora de Início: 22h

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