Dia Internacional do Rock com Hibria & Distraught
julho 16, 2010
Categoria Reviews
Em Porto Alegre, pouco importou se o Dia Internacional do Rock caiu na terça-feira mais gelada do ano. Na data especial do calendário, os gaúchos não perderam a oportunidade de conferir duas das maiores bandas do estado em uma apresentação arrasadora. Hibria e Distraught proporcionaram uma bela noite para todos os headbangers que invadiram o Drakkar Music Hall, mesmo com uma previsão climática nada animadora.
De volta a capital gaúcha depois da abertura para o Megadeth em abril, a Distraught ficou encarregada de iniciar as atividades da noite. Com cerca de uma hora de atraso, o quinteto formado por André Meyer (vocal), Marcos Machado (guitarra), Ricardo Silveira (guitarra), Nelson Casagrande (baixo) e Dionatan Santos (bateria) retornou aos palcos da sua cidade natal para continuar a promoção do seu mais recente disco, “Unnatural Display of Art”. Às 22h a banda entrou em cena com “The End of Times” e “Burial of Bones”, as duas do álbum novo. Destaque, nesse primeiro momento, para a iluminação impecável do Drakkar.
Desde o início do show, a Distraught deixou evidente a extrema qualidade do seu thrash metal, que completa exatos vinte anos de história em 2010. As músicas novas – estruturalmente similares às presentes em “Behind the Veil”, o disco anterior – funcionam muitíssimo bem ao vivo. Com uma camiseta que dizia “Your God is Dead”, André Meyer comandava o mosh na frente do palco e viu um que outro corajoso tentar um stage diving sobre a plateia. Os presentes ainda quebraram o pescoço na ótima “The Order”, um dos maiores sucessos do disco anterior.
Leia mais
ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.
maio 24, 2010
Categoria Reviews
Roupa Nova no show “Roupa Nova em Londres”
maio 11, 2010
Categoria Reviews
O Teatro do Bourbon Country recebeu neste último sábado, 08 de maio, a banda Roupa Nova, para sua primeira apresentação na capital gaúcha neste ano. Pessoas de literalmente TODAS as idades formavam uma longa fila nas portas do local, que estava com sua capacidade completamente esgotada. Com uma pontualidade londrina (e com o perdão do trocadilho), o Roupa Nova sobe ao palco poucos minutos depois das 21h, para apresentar para Porto Alegre o show “Roupa Nova em Londres”, tocando as musicas inéditas do CD/DVD homônimo gravado no lendário estúdio “Abbey Road B”, onde os Beatles (maior influencia e inspiração da banda) gravaram seus discos de maior sucesso. A banda já ganhou DVD de ouro por este trabalho e também o Grammy de “Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro”.
Após uma engraçada animação onde os seis músicos eram representados por bonecos que passeavam pela capital Inglesa e interagiam com o público do local (chegando a imitar os Beatles na clássica capa do disco onde atravessavam a Abbey Road), Serginho (Bateria e voz), Cléberson Horsch (teclado), Nando (Baixo), Paulinho (Voz e percussão), Kiko (guitarra) e Feghali (teclado e Violão) sobem ao palco para abrir o show com a empolgante “A cor do dinheiro”, do trabalho novo. Em seguida, para delírio e nostalgia pura, dispararam a música que pode ser considerada sem dúvida uma das mais belas composições de toda sua carreira, “Sapato Velho”. Seguiram com os clássicos ao tocar “Linda” e então apresentaram mais uma do disco de Londres, a música de trabalho “Mais feliz”. Paulinho em seguida fez o local inteiro literalmente ‘gritar pra todo mundo ouvir’ com “Volta pra mim”. Leia mais
Richie Kotzen: Técnica e versatilidade no Drakkar Music Hall
maio 3, 2010
Categoria Reviews
Casa lotada para receber um dos guitarristas mais completos da atualidade: Richie Kotzen se apresentou na última quarta feira 28, no Drakkar Music Hall em Porto Alegre. Uma grande fila de fãs se formou desde cedo na frente do local, mostrando a ansiedade do público em ver o ex-dono das guitarras das bandas Mr. Big e Poison e de, claro, uma louvável carreira solo.
O show estava marcado para as 21h. Com meia hora de atraso, sobe ao palco a banda de abertura, do guitarrista Carlos Lichman que alternou entre músicas próprias e alguns clássicos do rock, como Crazy Train e Bark At The Moon de Ozzy Osbourne e Burn do Deep Purple. Carlos, em dois momentos colocou fogo em sua guitarra, que por ter sido feito de uma forma tão inesperada, acabou se mostrando uma ótima sacada e sendo um diferencial bem interessante para o show. Um aquecimento muito bom para a grande atração que estava por vir.
As cortinas só são abertas novamente as 22:30h, aí sim com Richie Kotzen e sua banda no palco. Após fazer um sinal de “Paz e amor” para a galera (referência ao título de seu novo álbum “Peace Sign”), o show inicia com “Long Way From Home”, do álbum citado. Richie ainda parecia pouco à vontade, e na segunda música, Losing My Mind, se mostrou descontente com a qualidade de som em cima do palco, fazendo alguns sinais de reprovação para o técnico responsável. Seguiu o show com “Fooled Again” e “Faith”, que interrompeu logo depois do primeiro verso, fazendo rapidamente uma nova checagem de som e reclamando de microfonia em seu retorno.
Problemas aparentemente resolvidos, Kotzen parecia mais à vontade para as próximas execuções. O set contou ainda com músicas como “High” (que com certeza foi um dos pontos altos da noite, com o público cantando junto com toda a emoção que a música merece), “Doing What The Devil Says to Do”, “You Can’t Save Me” (muito solicitada pelos presentes também), “Peace Sign” e foi encerrado com “Paying Dues”.
Após uma curta saída do palco, a banda retorna com “Remember”, em outro momento emocionante, fazendo um ou outro fã descuidado deixar escapar algumas lágrimas, e fecha com “Go Faster.
Nova saída do palco e para o segundo bis retornam para tocar a música que todos ali pediam desde o início. Os gritos por “Shine” foram ouvidos entre uma música e outra, desde o início da apresentação. Kotzen conquistou uma legião de fãs com o Poison e em sua carreira solo, mas é inegável que o maior sucesso dentre todas as suas composições realmente foi ”Shine”, gravada na época que o guitarrista era integrante da banda Mr.Big. Cantada em uníssono por todos os presentes, ficou simplesmente grandiosa. Para encerrar o show de uma vez por todas, executaram “Best Of Times”.
Richie, no geral, estava pouco comunicativo e pareceu por muitas vezes um tanto quanto incomodado. Não temos como saber se isso foi causado pelos problemas que teve na passagem de som, ou se realmente o som permanecia ruim em cima do palco, ou ainda, se foi a notícia da semana passada sobre a internação do ex-vocalista do Poison, Bret Michaels, por causa de um derrame cerebral. Pode ter sido também apenas mera impressão deste que vos escreve, mas enfim, o que realmente importa é que foi um grande show.
Dono de uma bela e inconfundível voz e de um talento ímpar como guitarrista, Kotzen não precisou se esforçar muito para agradar e satisfazer completamente seus fãs. Fãs esses impressionantemente devotos, por sinal: completamente maravilhados e extasiados durante cada momento do show. Vale ressaltar a competência dos músicos que acompanham o guitarrista. Baixo e bateria completamente introsados. Impecáveis
Uma casa de shows pequena, aliada com um Richie Kotzen tocando em seu estado mais puro (inclusive sem utilizar palheta durante toda a apresentação), resultou no que vimos quarta feira: um show extremamente simples e incrívelmente intimista, como que se o que estivesse acontecendo ali, fosse apenas entre amigos. Tenho certeza que cada um que estava ali presente, além de ter assistido um grande show, saiu de lá se sentindo um pouco mais próximo de seu ídolo.
Por: Rodrigo Trapp
Fotos: Karina Kohl
Mallu Magalhães
abril 29, 2010
Categoria Agenda

Data: 07/05/2010
Local: Opinião
Hora de Início: 21:00

























































