Focus em Porto Alegre: Fãs podem viabilizar show

fevereiro 24, 2012
Categoria Novidades

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Parceria entre o Poa Show e o Ativa Aí pode tazer a banda à capital
 
A clássica banda holandesa de Rock Progressivo Focus chega ao Brasil em Março para uma série de shows. Com turnê já agendada, a banda abriu a possibilidade de retornar a Porto Alegre em função da noite memorável proporcionada pelo público gaúcho no ano passado.
 
Agora, a parceria inédita entre o Ativa Aí (iniciativa paulista de Crowdfunding) e o Poa Show pode viabilizar uma apresentação do Focus em Porto Alegre. Para isso, é simples: observaremos nos próximos dias a movimentação dos fãs da banda nas redes sociais (não deixe de compartilhar esta notícia). Havendo interesse do público, lança-se a campanha, com determinado número de cotas suficientes para a realização do show.
 
O mais legal de tudo: os fãs que comprarem as cotas terão direito a um Meet and Greet com a banda e uma camiseta exclusiva do evento.
 
Enfim, está nas mãos dos fãs! O público pode ser o grande responsável por converter essa possibilidade em realidade, viabilizando mais um show histórico do Focus na capital dos gaúchos.
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Dia Internacional do Rock com Hibria & Distraught

julho 16, 2010
Categoria Reviews

1 Distraught 4 Dia Internacional do Rock com Hibria & Distraught

Em Porto Alegre, pouco importou se o Dia Internacional do Rock caiu na terça-feira mais gelada do ano. Na data especial do calendário, os gaúchos não perderam a oportunidade de conferir duas das maiores bandas do estado em uma apresentação arrasadora. Hibria e Distraught proporcionaram uma bela noite para todos os headbangers que invadiram o Drakkar Music Hall, mesmo com uma previsão climática nada animadora.

De volta a capital gaúcha depois da abertura para o Megadeth em abril, a Distraught ficou encarregada de iniciar as atividades da noite. Com cerca de uma hora de atraso, o quinteto formado por André Meyer (vocal), Marcos Machado (guitarra), Ricardo Silveira (guitarra), Nelson Casagrande (baixo) e Dionatan Santos (bateria) retornou aos palcos da sua cidade natal para continuar a promoção do seu mais recente disco, “Unnatural Display of Art”. Às 22h a banda entrou em cena com “The End of Times” e “Burial of Bones”, as duas do álbum novo. Destaque, nesse primeiro momento, para a iluminação impecável do Drakkar.

Desde o início do show, a Distraught deixou evidente a extrema qualidade do seu thrash metal, que completa exatos vinte anos de história em 2010. As músicas novas – estruturalmente similares às presentes em “Behind the Veil”, o disco anterior – funcionam muitíssimo bem ao vivo. Com uma camiseta que dizia “Your God is Dead”, André Meyer comandava o mosh na frente do palco e viu um que outro corajoso tentar um stage diving sobre a plateia. Os presentes ainda quebraram o pescoço na ótima “The Order”, um dos maiores sucessos do disco anterior.
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ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

maio 24, 2010
Categoria Reviews

zztop 1 of 1 20 ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

 
              Noite de temperatura amena em Porto Alegre. Após um agradável domingo ensolarado, a noite ainda reservava um encerramento com chave de ouro para o fim de semana. Os texanos do ZZ Top, em turnê pelo Brasil pela primeira vez em 40 anos de carreira, chegam a Porto Alegre para uma apresentação no Pepsi On Stage. Billy Gibbons (Guitarra e Vocal), Dusty Hill (Baixo e Vocal) e Frank Beard (Bateria)  foram responsáveis por um dos melhores shows do ano na capital dos gaúchos.
 
              Com pontualidade britânica, a banda sobe ao palco para “Got Me Under Pressure”. Tecnicamente temos já na primeira música um show perfeito. Luz e som impressionam. Predominantemente branca, a luz permite excelente visualização dos músicos. Já o som é operado com extrema competência, superando qualquer adversidade habitual no Pepsi On Stage. Era possível distinguir absolutamente tudo fácil e nitidamente. Para completar, um belo e gigantesco telão de LED exibia imagens da banda.
 
              O que parecia perfeito começou a assustar. A banda deixa o palco, deixando todos apreensivos. Poucos minutos se passam e o trio retorna para excelentes performances de “Waiting For The Bus” e “Jesus Just Left Chicago”. Ao final desta, alguém da produção sinaliza novamente para a banda. Mais uma vez,deixam o palco, agora para um hiato ainda maior.
 
              Dúvida e até mesmo o temor de um eventual encerramento prematuro da apresentação começam a surgir quando a banda retorna pela segunda vez, agora acompanhados de um integrante da produção. Explicado o problema (tratava-se de uma queda de energia), o show prosseguiu com “Pincushion” e “I’m Bad, I’m Nationwide”. Até ali a banda seguia o setlist de seu DVD ao vivo, “Live From Texas”, exceto pela inversão na ordem destas últimas.
 
              Antes de “Future Blues”, Billy Gibbons chama uma jovem ao palco. Ela pergunta se está tudo bem. Segue o diálogo, onde ambos falam português (o de Gibbons chega a impressionar):
 
              – Quando você chegou aqui?
              – Hoje.
              – Só hoje?
              – Sim.
              – Você veio de avião?
              – Não
              – De navio?
              – Também não.
              – Como você veio então?
              – Com minha bicicleta! (risos gerais)
 
              Na seqüência, “Rock Me Baby”, além da já citada “Future Blues” foram cantadas de forma impecável pelo baixista Dusty Hill. Até “Rock Me Baby”, não houve uma canção de destaque. No entanto, “Cheap Sunglasses” arrancou os aplausos mais fervorosos até ali. O sempre bem humorado e carismático Gibbons ainda ganhou mais alguns pontos ao virar a guitarra e mostrar uma enorme inscrição que dizia “Cerveja”, assim mesmo, em português.          
    
              As clássicas performances cênicas da banda (danças, gestos, paradas, etc.) permearam a apresentação dos americanos. Detalhes previsíveis, mas indispensáveis para quem esperou tanto tempo por um show do ZZ Top. O único cover da noite foi uma homenagem ao grande guitarrista Jimi Hendrix, cuja morte completa 40 anos em 2010. Foi com “Hey Joe” que o trio levantou, mais uma vez, o público do Pepsi On Stage.
 
              O repertório, basicamente o mesmo apresentado em São Paulo, contou ainda com “I Need You Tonight” e as surpreendentes “Brown Sugar” e “Party On The Patio”, além da ótima “Just Got Paid”.             
              Para a reta final da primeira parte do show, uma poderosa trinca de clássicos que fez os fãs cantarem alto: “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e “Legs” (onde a banda utilizou as clássicas guitarras “de pelúcia”) responderam pelo ponto mais alto de uma apresentação de nível.
 
              No bis os instrumentos foram diferentes: naquele momento a banda optou por escandalosas guitarras verde-limão com detalhes brilhantes. As canções escolhidas foram uma versão de “Viva Las Vegas”, canção imortalizada por Elvis Presley, “La Grange” (um dos maiores clássicos da banda, recentemente popularizada no game “Guitar Hero III”) e, por fim, “Tush”. Um encerramento espetacular para um show histórico.
 
              O grande destaque da noite foi a atuação da banda. O show é perfeito. As músicas que constam em “Live From Texas” são executadas exatamente como no DVD. O ZZ Top é uma banda que toca muito, muito, muito bem. É um show não só de Rock, mas de competência e precisão.
 
              O show do ZZ Top é espetáculo. Compensaram plenamente os 40 anos de espera com uma apresentação matadora.
 
              Quem não foi, perdeu.
 
              Muito.
 
 
Set List
 
Got Me Under Pressure
Waiting For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Pincushion
I'm Bad, I'm Nationwide
Future Blues
Rock Me Baby
Cheap Sunglasses
My Head's In Mississipi (trecho)
I Need You Tonight
Hey Joe
Brown Sugar
Party On The Patio
Just Got Paid
Gimme All Your Loving
Sharp Dressed
Legs
————-
Viva Las vegas
La Grange
Tush
 
 
Por: Marcel Bittencourt
 
 
 

Roupa Nova no show “Roupa Nova em Londres”

maio 11, 2010
Categoria Reviews

Roupa Nova 33 Roupa Nova no show Roupa Nova em Londres

O Teatro do Bourbon Country recebeu neste último sábado, 08 de maio, a banda Roupa Nova, para sua primeira apresentação na capital gaúcha neste ano. Pessoas de literalmente TODAS as idades formavam uma longa fila nas portas do local, que estava com sua capacidade completamente esgotada. Com uma pontualidade londrina (e com o perdão do trocadilho), o Roupa Nova sobe ao palco poucos minutos depois das 21h, para apresentar para Porto Alegre o show “Roupa Nova em Londres”, tocando as musicas inéditas do CD/DVD homônimo gravado no lendário estúdio “Abbey Road B”, onde os Beatles (maior influencia e inspiração da banda) gravaram seus discos de maior sucesso. A banda já ganhou DVD de ouro por este trabalho e também o Grammy de “Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro”.

Após uma engraçada animação onde os seis músicos eram representados por bonecos que passeavam pela capital Inglesa e interagiam com o público do local (chegando a imitar os Beatles na clássica capa do disco onde atravessavam a Abbey Road), Serginho (Bateria e voz), Cléberson Horsch (teclado), Nando (Baixo), Paulinho (Voz e percussão), Kiko (guitarra) e Feghali (teclado e Violão) sobem ao palco para abrir o show com a empolgante “A cor do dinheiro”, do trabalho novo. Em seguida, para delírio e nostalgia pura, dispararam a música que pode ser considerada sem dúvida uma das mais belas composições de toda sua carreira, “Sapato Velho”. Seguiram com os clássicos ao tocar “Linda” e então apresentaram mais uma do disco de Londres, a música de trabalho “Mais feliz”. Paulinho em seguida fez o local inteiro literalmente ‘gritar pra todo mundo ouvir’ com “Volta pra mim”. Leia mais

Richie Kotzen: Técnica e versatilidade no Drakkar Music Hall

maio 3, 2010
Categoria Reviews

IMG 7122 Richie Kotzen: Técnica e versatilidade no Drakkar Music Hall

Casa lotada para receber um dos guitarristas mais completos da atualidade: Richie Kotzen se apresentou na última quarta feira 28, no Drakkar Music Hall em Porto Alegre. Uma grande fila de fãs se formou desde cedo na frente do local, mostrando a ansiedade do público em ver o ex-dono das guitarras das bandas Mr. Big e Poison e de, claro, uma louvável carreira solo.

O show estava marcado para as 21h. Com meia hora de atraso, sobe ao palco a banda de abertura, do guitarrista Carlos Lichman que alternou entre músicas próprias e alguns clássicos do rock, como Crazy Train e Bark At The Moon de Ozzy Osbourne e Burn do Deep Purple. Carlos, em dois momentos colocou fogo em sua guitarra, que por ter sido feito de uma forma tão inesperada, acabou se mostrando uma ótima sacada e sendo um diferencial bem interessante para o show. Um aquecimento muito bom para a grande atração que estava por vir.

As cortinas só são abertas novamente as 22:30h, aí sim com Richie Kotzen e sua banda no palco. Após fazer um sinal de “Paz e amor” para a galera (referência ao título de seu novo álbum “Peace Sign”), o show inicia com “Long Way From Home”, do álbum citado. Richie ainda parecia pouco à vontade, e na segunda música, Losing My Mind, se mostrou descontente com a qualidade de som em cima do palco, fazendo alguns sinais de reprovação para o técnico responsável. Seguiu o show com “Fooled Again” e “Faith”, que interrompeu logo depois do primeiro verso, fazendo rapidamente uma nova checagem de som e reclamando de microfonia em seu retorno.

Problemas aparentemente resolvidos, Kotzen parecia mais à vontade para as próximas execuções. O set contou ainda com músicas como “High” (que com certeza foi um dos pontos altos da noite, com o público cantando junto com toda a emoção que a música merece), “Doing What The Devil Says to Do”, “You Can’t Save Me” (muito solicitada pelos presentes também), “Peace Sign” e foi encerrado com “Paying Dues”.

Após uma curta saída do palco, a banda retorna com “Remember”, em outro  momento emocionante, fazendo um ou outro fã descuidado deixar escapar algumas lágrimas, e fecha com “Go Faster.

Nova saída do palco e para o segundo bis retornam para tocar a música que todos ali pediam desde o início. Os gritos por “Shine” foram ouvidos entre uma música e outra, desde o início da apresentação. Kotzen conquistou uma legião de fãs com o Poison e em sua carreira solo, mas é inegável que o maior sucesso dentre todas as suas composições realmente foi ”Shine”, gravada na época que o guitarrista era integrante da banda Mr.Big. Cantada em uníssono por todos os presentes, ficou simplesmente grandiosa. Para encerrar o show de uma vez por todas, executaram “Best Of Times”.

Richie, no geral, estava pouco comunicativo e pareceu por muitas vezes um tanto quanto incomodado. Não temos como saber se isso foi causado pelos problemas que teve na passagem de som, ou se realmente o som permanecia ruim em cima do palco, ou ainda, se foi a notícia da semana passada sobre a internação do ex-vocalista do Poison, Bret Michaels, por causa de um derrame cerebral. Pode ter sido também apenas mera impressão deste que vos escreve, mas enfim, o que realmente importa é que foi um grande show.

Dono de uma bela e inconfundível voz e de um talento ímpar como guitarrista, Kotzen não precisou se esforçar muito para agradar e satisfazer completamente seus fãs. Fãs esses impressionantemente devotos, por sinal: completamente maravilhados e extasiados durante cada momento do show. Vale ressaltar a competência dos músicos que acompanham o guitarrista. Baixo e bateria completamente introsados. Impecáveis

Uma casa de shows pequena, aliada com um Richie Kotzen tocando em seu estado mais puro (inclusive sem utilizar palheta durante toda a apresentação), resultou no que vimos quarta feira: um show extremamente simples e incrívelmente intimista, como que se o que estivesse acontecendo ali, fosse apenas entre amigos. Tenho certeza que cada um que estava ali presente, além de ter assistido um grande show, saiu de lá se sentindo um pouco mais próximo de seu ídolo.

Por: Rodrigo Trapp

Fotos: Karina Kohl



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