Porto Alegre em Cena – The Voca People

setembro 19, 2009
Categoria POA em Cena, Reviews

voca divulgacao1 Porto Alegre em Cena   The Voca PeopleVozes Amigas

Sinceramente eu nunca tinha ouvido falar no “The Voca People”, grupo israelense que estourou recentemente no mundo todo a partir de vídeos divulgados em sites como o You Tube. Admito que fiquei tentado em ir atrás de alguns desses vídeos na internet, mas me segurei. Queria ser um espectador totalmente cru. Queria ser surpreendido… e fui.

No palco, oito artistas que se auto-intitulam alienígenas amigos vindos do Planeta Voca, um mundo onde a comunicação se dá apenas por expressões vocais. Antes do início do espetáculo, uma locução comunica que todos os sons que serão ouvidos durante a apresentação serão emitidos através da boca dos extraterrestres. Leia mais

O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto

setembro 18, 2009
Categoria POA em Cena, Reviews

ac1 O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana CalcanhottoTerça-feira foi mais uma noite especial neste 16° Porto Alegre Em Cena em virtude da apresentação de um projeto interessantíssimo, até o momento apresentado uma única vez, há mais de dois anos: o espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” da cantora e compositora Adriana Calcanhotto. Nele a temática portuguesa daria a tônica do show, seja ela em forma de poesia ou canção. Originalmente foi baseada em textos do poeta português Mario de Sá Carneiro, mas que, para este festival, ganhou uma nova roupagem, ficando mais abrangente no seu sentido lírico e musical.

Tivemos no início da apresentação a leitura de um poema da época dos trovadores portugueses, mas em forma cantada e num estilo meio canto coral, que acabou por dar uma noção errada do que seria a apresentação. Confesso ter achado que seria algo extremamente cansativo, visto que aquele primeiro número teve quase dez minutos. Porém, mesmo continuando por terras portuguesas, a apresentação entrou na temática dos textos de Mário de Sá, que possuem uma aura muito pesada, sendo diretamente este aspecto refletido nas canções que deram corpo aos poemas, destacando-se a belíssima Quando eu morrer. Leia mais

Porto Alegre em Cena – Poa – Montevideo, sin fronteiras

setembro 15, 2009
Categoria POA em Cena, Reviews

quatro juntos Porto Alegre em Cena   Poa – Montevideo, sin fronteirasUma das atrações musicais mais aguardadas do Porto Alegre em cena era o espetáculo “Poa – Montevideo, sin fronteiras”, pois reuniria quatro grandes talentos musicais dos dois países, e que carregam consigo similaridades musicais e culturais interessantes, fazendo com que fosse este um projeto digno de se levar fé.  Os quatro acima citados eram os brasileiros Vitor Ramil e Marcelo Delacroix, e os uruguaios Daniel Drexler e Ana Prada.

A temática do show não poderia ser outra, se não as obras mais marcantes dos quatro compositores, dando ênfase às composições em que mais se notavam os traços em comum e as suas singularidades.

O teatro do Bourbon Country não estava totalmente lotado, mas tinha um ótimo público para domingo às 21:00. Com um atraso de 20 minutos, dá-se início à celebração entre Porto Alegre e Montevidéu.

O show começa bem animado, com uma composição de Jorge Drexler, como o próprio sobrenome sugere, irmão de Daniel. A música é Frontera, com os quatro cantando junto e se mostrando muito animados com a reunião. Seguem com Ramilonga, de Vitor Ramil, que foi, como a primeira, acompanhada de todos os cantores. Acho que este tema era o primeiro que vinha a cabeça dos presentes quando tentavam imaginar qual seria o repertório da noite, pois a tradução que esta composição faz de Porto Alegre é única. Muitas músicas já falaram da cidade, normalmente descrevendo-a de maneira mais alegre, mas nenhuma conseguiu descrever o lado melancólico dessa cidade como Ramilonga. Leia mais

Porto Alegre em Cena – Le Grand Inquisiteur

setembro 15, 2009
Categoria POA em Cena, Reviews

le grand inquisiteur Porto Alegre em Cena   Le Grand InquisiteurOs dias chuvosos marcaram essa primeira semana do Porto Alegre Em Cena. Mais uma vez, apesar das intempéries, o Theatro São Pedro estava lotado. Mais uma vez, Patrice Chéreau. Mais uma vez? Não. Todas às vezes são únicas, extraordinárias (mesmo que no sentido denotativo). E nesta temporada tivemos Patrice Chéreau em dose dupla: dirigindo o espetáculo La Douleur, apresentado semana passada neste mesmo teatro, e dirigindo e atuando em Le Grand Inquisiteur, peça extraída da obra “Os irmãos Karamazov”, de Dostoievski.

A história pode não ser novidade para alguns, tanto aqueles que leram a obra como quem assistiu à montagem na edição anterior do Em Cena. O fato é que, como muitos daquela imensa platéia, não tive a oportunidade de assisti-la ano passado, já que seus ingressos se esgotaram nos primeiros minutos de venda. Assim, mesmo que esse texto pareça piada repetida, permitam-me expressar minhas humildes impressões de um espetáculo tão aguardado.

Cenário simplista parece ser característico das montagens dirigidas por Chéreau. Assim como em La Douleur, no palco estão apenas uma ampla mesa e cadeiras, o resto fica por conta dos atores. Patrice entra sem cena sem figurino ou qualquer adorno em especial, apenas com o roteiro do espetáculo nas mãos, rasurado com diversos apontamentos. Sim, ele lê as falas. Não o tempo todo, mas com certa freqüência. Alguns comentários que escutei na saída do teatro falavam em despreparo (?!). Ora, convenhamos, despreparo não parece ser o melhor argumento para explicar a presença do roteiro em cena. Lembremos que a peça é uma leitura, o que justifica o texto em mãos. O que se deveria avaliar é a carga dramática que o ator/diretor emprega na leitura, e não se ele decorou todas as palavrinhas. Leia mais

Porto Alegre em Cena – Simplemente el fin del mundo

setembro 15, 2009
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el fin del mundo Porto Alegre em Cena   Simplemente el fin del mundoMais uma noite de chuva no Porto Alegre Em Cena. Chego ao teatro em cima da hora. Na fila, a produtora do espaço fala que algumas cadeiras se encontram no palco e pede para nos sentarmos ali. A maioria do público ignora a mensagem e se acomoda na platéia. Eu e outras seis pessoas sentamos nos assentos que se encontram no palco. Nesse local, quatro atores também estão sentados em cadeiras. Entretanto, elas possuem o encosto mais alto e um pequeno travesseiro para acomodar a cabeça. Em cima das cadeiras, lâmpadas em que o ator pode acender e apagar a luz através de uma corda. Isto é, os atores encontram-se “deitados” em suas camas, cada um em seu quarto. Eu sento ao lado do ator que representa Antonio. Estou ao lado de sua cama e me torno testemunha das frustrações daquele grupo de pessoas. Certamente esse é o ponto mais interessante do espetáculo: a ótica de assistir aos embates familiares do ponto de vista de um vizinho, de uma testemunha que está ao lado do ator. Imagino que quem estivesse sentado na platéia iria perder esse grande artifício do espetáculo. Leia mais

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