ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

maio 24, 2010
Categoria Reviews

zztop 1 of 1 20 ZZ Top: compensando plenamente os 40 anos de espera.

 
              Noite de temperatura amena em Porto Alegre. Após um agradável domingo ensolarado, a noite ainda reservava um encerramento com chave de ouro para o fim de semana. Os texanos do ZZ Top, em turnê pelo Brasil pela primeira vez em 40 anos de carreira, chegam a Porto Alegre para uma apresentação no Pepsi On Stage. Billy Gibbons (Guitarra e Vocal), Dusty Hill (Baixo e Vocal) e Frank Beard (Bateria)  foram responsáveis por um dos melhores shows do ano na capital dos gaúchos.
 
              Com pontualidade britânica, a banda sobe ao palco para “Got Me Under Pressure”. Tecnicamente temos já na primeira música um show perfeito. Luz e som impressionam. Predominantemente branca, a luz permite excelente visualização dos músicos. Já o som é operado com extrema competência, superando qualquer adversidade habitual no Pepsi On Stage. Era possível distinguir absolutamente tudo fácil e nitidamente. Para completar, um belo e gigantesco telão de LED exibia imagens da banda.
 
              O que parecia perfeito começou a assustar. A banda deixa o palco, deixando todos apreensivos. Poucos minutos se passam e o trio retorna para excelentes performances de “Waiting For The Bus” e “Jesus Just Left Chicago”. Ao final desta, alguém da produção sinaliza novamente para a banda. Mais uma vez,deixam o palco, agora para um hiato ainda maior.
 
              Dúvida e até mesmo o temor de um eventual encerramento prematuro da apresentação começam a surgir quando a banda retorna pela segunda vez, agora acompanhados de um integrante da produção. Explicado o problema (tratava-se de uma queda de energia), o show prosseguiu com “Pincushion” e “I’m Bad, I’m Nationwide”. Até ali a banda seguia o setlist de seu DVD ao vivo, “Live From Texas”, exceto pela inversão na ordem destas últimas.
 
              Antes de “Future Blues”, Billy Gibbons chama uma jovem ao palco. Ela pergunta se está tudo bem. Segue o diálogo, onde ambos falam português (o de Gibbons chega a impressionar):
 
              – Quando você chegou aqui?
              – Hoje.
              – Só hoje?
              – Sim.
              – Você veio de avião?
              – Não
              – De navio?
              – Também não.
              – Como você veio então?
              – Com minha bicicleta! (risos gerais)
 
              Na seqüência, “Rock Me Baby”, além da já citada “Future Blues” foram cantadas de forma impecável pelo baixista Dusty Hill. Até “Rock Me Baby”, não houve uma canção de destaque. No entanto, “Cheap Sunglasses” arrancou os aplausos mais fervorosos até ali. O sempre bem humorado e carismático Gibbons ainda ganhou mais alguns pontos ao virar a guitarra e mostrar uma enorme inscrição que dizia “Cerveja”, assim mesmo, em português.          
    
              As clássicas performances cênicas da banda (danças, gestos, paradas, etc.) permearam a apresentação dos americanos. Detalhes previsíveis, mas indispensáveis para quem esperou tanto tempo por um show do ZZ Top. O único cover da noite foi uma homenagem ao grande guitarrista Jimi Hendrix, cuja morte completa 40 anos em 2010. Foi com “Hey Joe” que o trio levantou, mais uma vez, o público do Pepsi On Stage.
 
              O repertório, basicamente o mesmo apresentado em São Paulo, contou ainda com “I Need You Tonight” e as surpreendentes “Brown Sugar” e “Party On The Patio”, além da ótima “Just Got Paid”.             
              Para a reta final da primeira parte do show, uma poderosa trinca de clássicos que fez os fãs cantarem alto: “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e “Legs” (onde a banda utilizou as clássicas guitarras “de pelúcia”) responderam pelo ponto mais alto de uma apresentação de nível.
 
              No bis os instrumentos foram diferentes: naquele momento a banda optou por escandalosas guitarras verde-limão com detalhes brilhantes. As canções escolhidas foram uma versão de “Viva Las Vegas”, canção imortalizada por Elvis Presley, “La Grange” (um dos maiores clássicos da banda, recentemente popularizada no game “Guitar Hero III”) e, por fim, “Tush”. Um encerramento espetacular para um show histórico.
 
              O grande destaque da noite foi a atuação da banda. O show é perfeito. As músicas que constam em “Live From Texas” são executadas exatamente como no DVD. O ZZ Top é uma banda que toca muito, muito, muito bem. É um show não só de Rock, mas de competência e precisão.
 
              O show do ZZ Top é espetáculo. Compensaram plenamente os 40 anos de espera com uma apresentação matadora.
 
              Quem não foi, perdeu.
 
              Muito.
 
 
Set List
 
Got Me Under Pressure
Waiting For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Pincushion
I'm Bad, I'm Nationwide
Future Blues
Rock Me Baby
Cheap Sunglasses
My Head's In Mississipi (trecho)
I Need You Tonight
Hey Joe
Brown Sugar
Party On The Patio
Just Got Paid
Gimme All Your Loving
Sharp Dressed
Legs
————-
Viva Las vegas
La Grange
Tush
 
 
Por: Marcel Bittencourt
 
 
 

Chuck Berry: O pai do Rock and Roll volta a Porto Alegre

maio 15, 2010
Categoria Reviews

chuck8 Chuck Berry: O pai do Rock and Roll volta a Porto Alegre

Esqueça tudo que você já ouviu ou leu sobre um show intimista. Esqueça as idéias pré-concebidas sobre contato de um artista com seu público. Chuck Berry, o pai do Rock and Roll, proporcionou, na ultima sexta-feira, dia 14, um espetáculo de simpatia, gentileza e carinho recíprocos entre um artista e o público porto-alegrense.

As informações técnicas sobre a duração do show eram claras: uma hora. A duração que serviria para deixar profundamente insatisfeito qualquer fã que comprasse um ingresso, não fez diferença aqui. Todos estavam cientes de que trata-se de uma lenda que permanece nos palcos e na estrada aos 83 anos. Trata-se da mais velha lenda vida do Rock and Roll. E ele veio a Porto Alegre.

O show começou pontualmente as 21h com “Roll Over Beethoven”, em um andamento um pouco reduzido, bem blueseiro, que facilitou a performance de Chuck Berry na guitarra. Um pequeno grupo mais exaltado acompanhou a música de pé, cantando junto. Chuck gentilmente pediu: “Por favor, sentem-se. Vou entretê-los essa noite!”. Na seqüência, “School Days”, arrancou aplausos. Aqui o primeiro sinal mais claro das conseqüências da idade: Chuck esquece a letra. Ninguém se importa. O carinho, a admiração e o respeito mútuos que reinavam no Teatro do Bourbon Country fizeram com que isso não tivesse relevância alguma. “Sweet Little Sixteen” levantou o público do Teatro, removendo as pessoas dos assentos. Leia mais

Chuck Berry

maio 10, 2010
Categoria Agenda

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Date: 14/05/2010
Local: Teatro do Bourbon Country
Hora de Início: 21h

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Johnny Rivers: uma hora e meia do bom e velho Rock N’ Roll

maio 4, 2010
Categoria Reviews

MG 3957 Johnny Rivers: uma hora e meia do bom e velho Rock N Roll

Na noite de 29 de abril, Porto alegre recebeu o cantor e compositor Johnny Rivers e sua banda para uma hora e meia do bom e velho Rock N’ Roll.

O show foi bem diferente dos últimos que desembarcaram em Porto Alegre, principalmente com relação ao público. Ao invés dos cabeludos fãs do Megadeth, os comportados pais, tios e avós que foram ao show relembrar sua juventude e uma época em que o rock era mais próximo do blues e do country.

Começando pelo local da apresentação, o Teatro do Sesi foi impecável, deixando seus fãs a vontade para degustar desde um cafézinho até champagne, passando pela produção da Opus, com um tratamento sempre cordial e um sorriso para todos.

O show começou pontualmente às 21horas, com o palco bem simples, com jogo de luzes aproveitando o fundo com reflexos. Johnny, com muito bom humor, comandou a festa com sua carismática e excelente banda.

Mesclando músicas do novo álbum “Shadows on the Moon”, como “The American Dream” sobre a crise econômica americana, e a bela “The Beautiful World”, com sucessos mais antigos como “Baby I Need Your Loving” e “Down at the House of Blues”.

Deixando o melhor para o final, fechou o show com “Do You Wanna Dance?” e “Secret Agent Man”.

Apesar de incentivar e conversar com o público durante todo o show, Johnny Rivers teve dificuldade em fazer com que o público participasse do show. Infelizmente, pois a simpatia e a qualidade musical estavam lá, o público é que se esqueceu de colaborar.

Por: Taís Kirchmann
Fotos: Rafael Jeffman — rafaelfoto.com



College Rock FTSK e Cine

abril 29, 2010
Categoria Agenda

College Rock

Data: 07/05/2010
Local: Pepsi OnStage
Hora de Início: abertura da casa às 17h


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