Opinião apresenta Diogo Nogueira
No dia 19 de abril, quinta-feira, o cantor e compositor Diogo Nogueira fará o show da turnê “Sou Eu” em Porto Alegre (RS), no Opinião. Ele mostrará aos gaúchos algumas novidades no repertório e interpretará sucessos de sua carreira. O cantor e sua banda também apresentarão o novo figurino da turnê 2012. Leia mais
Alcione
maio 10, 2010
Categoria Agenda
Data: 30/05/2010
Local: Teatro do Bourbon Country
Hora de Início: 20h
Maria Rita e a despedida de Samba Meu em Porto Alegre
maio 4, 2010
Categoria Reviews
Com alguns minutos de atraso, Maria Rita e sua banda subiram ao palco do Teatro do SESI na última sexta-feira, dia 30 de abril. Vestindo o mesmo figurino que a acompanha desde o início da turnê – há dois anos – a cantora arrancou gritos emocionados dos fãs portoalegrenses. Este foi o último show da turnê do álbum Samba Meu, lançado em setembro de 2007, que já havia passado por aqui outras cinco vezes. Totalmente bem recebida pelo público, Maria Rita inicia cantando “Samba Meu” à capela para em seguida emendar com “O Homem Falou”, de Gonzaguinha.
Samba Meu é um disco repleto de bons e clássicos sambas compostos por diversos autores brasileiros. A vibração das músicas toma conta da platéia. Gritos, assovios e todo mundo cantando junto com Maria Rita é uma constante em seus shows. Os primeiros acordes de “Tá Perdoado”, composição de Franco e Arlindo Cruz fez os gaúchos se sacudirem nas poltronas do Teatro do SESI.
Emocionada, Maria Rita cumprimentou a platéia e falou sobre a responsabilidade que foi para ela tocar na cidade pela primeira vez, no início da carreira. Segundo ela, haviam avisado: “se eles gostarem, vão te amar; se não gostarem, te odiarão”. Sua voz serena e aveludada diz, sob risos dos fãs, que acha que eles gostam dela já que ela veio tantas vezes à cidade e sempre com sucesso.
Muitos foram os pontos altos da apresentação da cantora em Porto Alegre mas há de se destacar, principalmente, a evolução musical pela qual esse show passou. Acompanhada por uma impecável banda, Maria Rita brinca e faz o que bem entende com sua voz. É como se nada fosse ensaiado, de tão natural que soa a quem tem o privilégio de ouvi-la. E sua integração com os músicos é algo divertido de observar. No momento de apresentar a banda, a artista também agradece aos técnicos de som e a todos aqueles que ficam “por trás” do palco, fazendo o show acontecer.
“O que é o amor” foi cantada em coro pelo teatro que, embora não estivesse lotado, teve um bom número de público. Mais algumas músicas de Samba Meu ainda foram apresentadas até que “Muito Pouco”, música do álbum anterior, Segundo, entrou rasgando nos ouvidos dos presentes. Música forte com interpretação igualmente forte, arrepiou a platéia. A partir daí, quem é fã da carreira de Maria Rita, foi presenteado com uma série de canções de seus dois primeiros cd’s. “Pagu”, “Encontros e Despedidas”, “Conta Outra” e tantas outras músicas que fizeram e ainda fazem sucesso na voz de Maria Rita levantou, literalmente, parte dos fãs que ainda se seguravam sentados nas poltronas do teatro. Curiosamente, o arranjo de suas músicas “antigas” pareceu renovado e totalmente integrado ao clima sambista do show.
O tão esperado bis, no qual ela canta “Não deixe o samba morrer”, veio e veio com tudo. Com lágrimas nos olhos e fãs, de pé, em frente ao palco, Maria Rita cantou, dançou e emocionou quem vivenciou aquela noite. E de nada adiantou a segurança do teatro e as recomendações da produção do show, pois as câmeras fotográficas não pararam um minuto de registrar tudo isso. A voz embargou mas a cantora conseguiu terminar o belo e animado último show da turnê em solo gaúcho.
Maria Rita emociona, diverte e mostra, a cada dia mais, que não precisa ser comparada a Elis Regina pois já conquistou seu próprio espaço. Desde a ousadia de gravar um álbum diferente de seus dois primeiros, até a evolução cênica e musical de seus shows, sua versatilidade prova a quem quiser a que ela veio. E continuará provando. É esperar para ver o novo trabalho!
Setlist
HOMEM FALOU
TA PERDOADO
MARIA DO SOCORRO
TRAJETÓRIA
O QUE É O AMOR
CRIA
RECADO
MUITO POUCO
PAGU
ENCONTROS E DESPEDIDAS
CAMINHO DAS ÁGUAS
A FESTA
CARA VALENTE
CORPITCHO
CASA DE NOCA
NUM CORPO SÓ
MALTRATAR
CONTA OUTRA
Por: Jacqueline Oliveira
Fotos: Jacqueline Oliveira – www.jacquelineoliveira.com.br
Diogo Nogueira: “Tô fazendo a minha parte”
abril 12, 2010
Categoria Reviews
Na linguagem do ritmo, Diogo Nogueira seria um dos representantes da nova guarda. Ele tem o samba no sangue, correndo nas veias, e é discípulo de uma escola recheada de notáveis.
Assim, na sua passagem por Porto Alegre, o cantor também fez questão de relembrá-los.
Entretanto, como diria Lulu Santos: “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite..”.
Acontece que, ontem, no impecável teatro do Sesi, na Av. Assis Brasil, os gaúchos já sabiam o que esperar. E as mulheres, em maior número, estavam mais ansiosas, no aguardo.
Em Porto Alegre, o anoitecer despontou com temperatura na casa dos 18 graus. Isso, claro, sem considerar o vento minuano, malandro, valente, sempre presente nos altos da zona norte.
Filho de João Nogueira, cantor e compositor, Diogo Nogueira relutou um pouco antes de enveredar na carreira artística. Antes de priorizar a música, o carioca foi centroavante do Cruzeiro de Porto Alegre e, segundo ele, só largou o esporte devido uma contusão no joelho.
Então, para sorte (ou azar) dos zagueiros, o carioca trocou o gramado pelos palcos. Substituiu os dribles pelos passos de dança. Pendurou as chuteiras para empunhar o microfone. Mudou de profissão, mas, continuou com a mesma função: levantar a torcida, “reger” o público.
No palco Diogo Nogueira joga em casa, é o mandante. Além disso, na platéia, traz consigo os fãs do pai, os mais experientes, vividos, apreciadores do samba raiz de antigamente.
Por isso, na noite de ontem, o público no teatro do Sesi contemplava todas as faixas-etárias. Aproximadamente 1.500 pessoas acomodaram-se nas cadeiras do teatro para prestigiar o cantor.
Então, às 21h15min as cortinas se abriram. No vasto tablado do teatro, uma banda com oito integrantes, todos com a mesma roupa. Vestiam camisetas pretas com listras brancas, que simulavam suspensórios.
Os músicos estavam distribuídos entre contrabaixo, cavaquinho, violão, surdo, tan-tan, pandeiro, bateria e flauta. No lado direito, do palco, estava posicionada a percussão e a bateria enquanto, no outro lado, ficavam os instrumentos de cordas e a flauta.
No pano de fundo, fotos do cantor em alguma praia carioca traziam o clima da Guanabara ao palco gaúcho.
Assim, para vibração do público, sobretudo, o feminino, Diogo Nogueira surgiu no palco todo de branco. Sapato, calça, camiseta e blazer.
A primeira música do show foi “Deus é mais” e logo emendou com “Presente de Deus”.
Depois das músicas, Diogo cumprimentou os presentes e falou da satisfação de estar em solo gaúcho. Em contrapartida, ouvia gritos histéricos de “caso contigo” ou frases do tipo.
Notava-se, ali, um certo descontrole emocional, porém, saudável, das fãs-admiradoras.
Na conversa com o público, disse que “tudo que fazia na vida era com muito amor, carinho e fé em Deus..”. Foi à deixa da próxima canção, chamada “fé em Deus”.
Na medida em que o show avançava, o público se soltava. Alguns trocaram o conforto das poltronas pelos espaços livres, nos corredores que davam acesso às fileiras. Outras pessoas dançavam sentadas, no balanço dos troncos, no vai-e-vem dos braços, e na ginga da mente.
Na platéia, cerca de uma dezena de mulheres permaneciam em pé, localizadas nas laterais do palco, com máquinas fotográficas em punho, esperando a aproximação do cantor.
A batucada rolava solta até que o carioca questionou: “Quem conhece João Nogueira?”.
Diante de uma saudosa reação da platéia, principalmente, da velha guarda, Diogo cantou sucessos do pai, como “Poder da criação”, “batendo a porta” e “nó na madeira”.
Desenvolto no palco, transitando por todos os lados, ele fazia o meio de campo com os presentes.
Na seqüência do show, pediu as palmas do público e cantou “Tô te querendo”, música nova que estará no próximo cd.
No entanto, antes de cantá-la, pediu à produção que desligasse o ar-condicionado do palco. Alegou que estava muito frio e que, assim, poderia perder a voz. A partir disso, o show começou a ficar mais quente, em todos os sentidos..
Acompanhado de uma baita banda, com destaque para Vitor Neto (flauta), Henrique Garcia (cavaquinho), e Cacau de Castro (surdo e voz), Diogo cantou “ex-amor”, de Martinho da Vila, e “Deixa eu te amar”, de Agepe.
Nessa altura do campeonato, o público extravasava, cantava o refrão de peito aberto, em coro: “Deixa eu te amar/faz de conta que sou o primeiro/Na beleza desse teu olhar/Eu quero estar o tempo inteiro..”.
Aproveitando o clima de entrega, cumplicidade, ele prosseguiu com “Tô fazendo a minha parte”, do álbum que leva o mesmo nome.
Na letra: “Quem sabe o que quer nunca perde a esperança não/Por mais que a bonança demore a chegar/A dificuldade também nos ensina/A dar a volta por cima/E não deixar de sonhar..”.
No entanto, havia algumas surpresas. Depois da música, na platéia, uma jovem esticou os braços e gritou “Eu quero dançar com você..”.
Para surpresa dos presentes, pelo menos a minha, o cantor traçou um diálogo com a jovem e, inclusive, a convidou para subir ao palco. Ela prontamente foi.
Então, no palco, quando começou a dançar, ela deu uma aula de dança. A jovem rodava seu vestido vermelho com maestria, sensualidade e extrema competência.
Para os homens que ficaram escutando a histeria das mulheres, pelo cantor, a dançarina serviu como um colírio para os olhos..
Todavia, depois da dança, Diogo Nogueira confidenciou que estava tudo combinado. Tratava-se de uma dançarina profissional, carioca, chamada Carol e aluna da Academia de Dança de Carlinhos de Jesus.
Após essa revelação, outra “surpresa” foi apresentada. O cantor convidou o público a se “teletransportar” à Lapa, berço da boemia carioca.
Nesse momento, o pano de fundo do palco começou a mudar. As fotos da praia foram trocadas por imagens de prédios antigos do bairro carioca, além dos tradicionais arcos da Lapa.
Então, para minha surpresa, o cantor saiu do palco e foi trocar de roupa. Contudo, ao invés de trocar-se na coxia, ele trocou-se atrás do pano de fundo que, neste momento, ficou transparente.
Ou seja, o público via a sombra do cantor trocando de roupa, entre as ruas e prédios da Lapa.
Obviamente os gritos femininos tomaram conta do teatro. Foi a primeira vez que vi algo do tipo em um show de música.
Enquanto a cena se desenrolava, na música, a banda acompanhava o flautista Vitor Neto que puxava um chorinho na sua flauta doce.
Logo, quando voltou, com outra roupa, calça cinza, camisa azul e colete escuro, Nogueira puxou um samba de gafieira.
Paralelamente, convidou para retornar ao palco a bela dançarina, Carol, e seu parceiro de dança, Sandro.
Assim, a atmosfera da Lapa nascia em “Malandro é malandro”, “Sou Eu”, composição que Chico Buarque fez para Diogo, “Não dá” e “Amor imperfeito”, outra canção que estará no novo cd.
O casal de dançarinos rodava pra lá, rodava pra cá, dava piruetas no ar, isto é, causava inveja naqueles sem flexibilidade no quadril.
Em certa altura, o cantor foi reconhecer o terreno. Desceu do palco e foi ao encontro do público que, entre fotos, e abraços, tinha o artista ao seu lado.
A função ainda continuou com um pout-porri de Zeca Pagodinho em “Eu prefiro acreditar”, “Coração em desalinho” e “Deixa a vida me levar”.
Quando terminou de cantar, Diogo fez uma justa homenagem. Um dos grandes momentos da noite.
Na platéia, com a família, curtindo o show, estava Paulo Paixão. O preparador físico da Seleção Brasileira de Futebol. O único profissional, acho, que foi bicampeão da Libertadores, e do Mundo, com a dupla Grenal.
Ao identificá-lo, o sambista carioca pediu que Paulo Paixão ficasse em pé e, assim, o mestre da preparação física foi aclamado, ovacionado, reverenciado por todos os presentes. Bela cena de valorização do trabalho, reconhecimento. Justíssima homenagem ao preparador físico do Grêmio.
Na parte final do show, Diogo Nogueira ainda resgatou clássicos da Sapucaí. Cantou sambas enredos que marcaram época e entraram para a história.
Iniciou com “exaltação a Mangueira”, depois emendou com “Aquarela do Brasil”, da Império Serrano, e terminou com “É hoje”, da União da Ilha.
No bis teve “Espelho”, “Pedras que cantam”, interpretada pelo Fágner, e “Vou festejar”, clássico na voz de Beth Carvalho.
Um show vibrante, contagiante, e com, aproximadamente, 1h45min de duração.
Diogo Nogueira faz parte da nova guarda do samba, que inova, cria, porém, sem deixar de relembrar, e resgatar, os mestres do passado.
Os grandes professores que sustentaram e consolidaram esse ritmo que é a alma do Brasil.
Artistas que, muitas vezes, passam a vida no anonimato, sem conseguir degustar o bônus do reconhecimento.
Diogo Nogueira alia a essência do samba, a raiz da cultura, com o marketing do bom moço, de bom partido..
Enfim, se nos gramados da vida a trajetória é curta e, muitas vezes, desafortunada, traiçoeira, nos palcos da música o cantor tem uma estrada promissora pela frente.
E, também, possui uma grande vantagem: Não terá nenhuma torcida contra.
A apresentação do sambista fez parte do projeto Samba no Teatro no qual, desde já, cumprimento os idealizadores. O Brasil é o país da cultura popular.
Portanto, nada mais correto, justo e recomendável que ela esteja no teatro, disseminando-se, integrando-se com outras expressões artísticas, fazendo essa miscigenação cultural.
O show teve promoção da rádio Cidade FM e do jornal Diário Gaúcho, apoio Lojas Multisom e realização Opinião Produtora.
Por: Silva Júnior
Fotos: Jacqueline Oliveira
- Diogo Nogueira
Mart’nalia:Boa filha à casa torna…
abril 9, 2010
Categoria Reviews
Na última quinta, 8 de abril, o bar Opinião abriu novamente as portas para o samba. Neste caso, a carioca Mart’nalia aterrissou na capital dos gaúchos para mais uma exposição do tradicional ritmo carioca. Um arrasta-pé da melhor qualidade.
No entanto, antes disso, por volta das 22h40, o público dirigia-se calmamente às dependências do bar. Na Rua José do Patrocínio o movimento acentuado estava localizado em outro bar, de esquina, que transmitia a semifinal do campeonato gaúcho entre Grêmio e Pelotas.
Na frente do Opinião uma pequena fila formava-se na bilheteria para comprar ingresso. A faixa etária do público era predominantemente adulta, na casa dos 30, 40 anos, embora houvesse muitos jovens, de 20 e poucos anos, transitando pelos corredores que davam acesso ao bar.
O ambiente na rua era característico do outono gaúcho. O céu limpo, estrelado, trazia consigo um vento frio que, tímido, soprava vagarosamente. O termômetro localizado na Av. Venâncio Aires registrava 18 graus às 22h50min.
Enquanto, na rua, as atenções estavam no jogo do Grêmio, dentro do bar o clima era de expectativa. Perto das 23h15min, cerca de 1.200 pessoas preenchiam os espaços vazios e, também, já ensaiavam alguns passos de samba, na ginga gaúcha. Leia mais








































































