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Mart’nália é casa cheia…de samba


Porto Alegre, 12 de novembro de 2009. Essa data vai ficar marcada como o dia em que a capital gaúcha virou a capital do samba. Filha de um dos maiores sambistas do Brasil, Martinho da Vila, e da cantora Anália Mendonça, Mart’nália reflete nitidamente a alegria do povo carioca. Nascida, e criada, na zona norte carioca, em Vila Isabel, bairro tradicionalmente boêmio, a cantora fez uma apresentação espetacular no bar Opinião, em Porto Alegre.

Antes de começar o show, por volta das 23h25min, cerca de 1.500 pessoas, que praticamente lotaram as dependências da casa, já estavam no clima. A casa do rock gaúcho, do reggae, na madrugada de sexta, transformou-se em um grande salão de gafieira, samba de partido alto, samba de breque e todas as denominações possíveis. Ou seja, o bar Opinião virou um grande barracão de zinco. leia mais…

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Seu Jorge transforma o Pepsi On Stage em uma grande roda de samba


Seu JorgeNoite de verão em pleno inverno gaúcho: num sábado de temperaturas elevadas no Rio Grande do Sul, Seu Jorge, um dos maiores nomes da música brasileira atual traz a Porto Alegre seu show “América Brasil“, transformando o Pepsi On Stage em uma grande roda de samba.

Os trabalho começaram com um atraso de uma hora e quinze minutos: Eram 0h14min quando Seu Jorge subiu ao palco para “Trabalhador”. O som, embora potente, não era claro. A luz, em compensação, não deixou nada a desejar. Surpreendentemente, Seu Jorge começou o show apenas cantando. Ele, que é, no geral, responsável pelo violão e guitarra em seus shows, acabou por cantar duas músicas sem estes instrumentos. Na primeira, o violão foi assumido por um de seus percussionistas. Na música seguinte, uma inédita*, não houve violão. O início do show se completa com “Hágua“, canção que fala de ecologia, água e aquecimento global. Nesta, o cantor assume a guitarra, uma Fender Telecaster de timbre excelente.

Estas três primeiras músicas foram, todas elas, estendidas, ocupando 27 minutos da apresentação. Seja em longos trechos instrumentais ou na inclusão de outras músicas em sua execução (como “A Carne” em “Hágua“), a banda não se preocupou em como o público reagiria diante da longa duração das músicas.

Seu Jorge faz parte daquela gama de artistas com duas facções de fãs: a que conhece apenas os grandes sucessos do rádio e a que aprecia seu trabalho mais a fundo, conhecendo de fato a obra do artista. Isso começou a ficar claro em “Carolina”, primeiro grande hit de Seu Jorge no Brasil e em “É Isso Aí“, versão de “The Blower’s Daughter“, de Damien Rice, originalmente gravada no DVD “Ana & Jorge“, em parceria com a cantora Ana Carolina. Entre essas duas canções, o público ganhou de presente uma “batalha de pandeiros”, entre três dos músicos que acompanham Seu Jorge. Foram sete minutos de batucada. leia mais…

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Jair Rodrigues


Jairo RodriguesNascido em 1939, aos 70 anos de idade e com 50 anos de carreira profissional, Jair Rodrigues apresentou-se no Teatro do Bourbon Country com o show “Festa para um Rei Negro”. O domingo, em Porto Alegre, anunciava mais um dia de frio rigoroso, onde a temperatura registrava nove graus às 19h50min, dez minutos antes do show começar. Apesar disso, o público compareceu em grande número para prestigiar o cantor paulista.

No teatro, Jair Rodrigues subiu ao palco às 20h15min, depois de um pequeno vídeo produzido pelo Festival de Inverno de Porto Alegre. Entrou com um casaco cinza e, após alguns passos, retirou o casaco, ficando com um terno vinho e destacado. Assim, solto, o simpático Jair Rodrigues começou sua apresentação sambando com maestria, com passos dignos de Fred Astaire.

Com seu jeito hiperativo, Jair começou o show com a empolgação característica, fazendo um pout-pourri de clássicos do samba, carnaval e cantigas de roda. Apresentou-se ao público com “bafo da onça”, interpretada por Elza Soares, emendando com “acorda, Maria bonita”, clássico do carvanal, “boi da cara preta” e finalizando a primeira canção com “aquarela do Brasil” de Ary Barroso.

Acompanhado dos competentes músicos Paulinho Dafilin, Marcelo Maita, Giba Favery e Carlinhos Creck, o paulista seguiu com “eu sei que vou te amar” de Vinícius e Tom Jobim, conquistando o público.

Na sequência, já com o público em suas mãos, Jair cantou “você abusou”, de Toquinho, fazendo todos os presentes cantar, em coro, o refrão da música: “você abusou, tirou partido de mim, abusou..”

Transportando o público para um lugar quente, reinventando a música popular brasileira, Jair Rodrigues apresentou os clássicos do samba e da MPB ao seu estilo.  Uma apresentação marcante e recheada de sucessos. Um show que emocionou o público, majoritariamente mais velho, que, entre uma canção e outra, entre um aplauso e outro, enxugava as lágrimas de alegria, provocadas pelas boas lembranças da vida. leia mais…

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