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	<title>POA SHOW &#187; Ska</title>
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		<title>The Skatalites</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 03:58:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um grande show de virtuosismo dos Skatalites.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ska.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-745" title="The Skatalites" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ska.jpg" alt="ska The Skatalites" width="320" height="214" /></a>Porto Alegre, 7 de junho de 2009. Para  muitos gaúchos está data ficará na memória como o dia da MPJ (Música  Popular Jamaicana) no Bar Opinião. Um grande show de virtuosismo dos  Skatalites, uma banda onde um cantor seria mero coadjuvante.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, a história do Skatalites  começa nos anos 60, em Kingston, Jamaica, quando o Studio One lança  a banda e outros artistas como Bob Marley, Peter Tosh e Jimmy Cliff.  Assim, em 1964,nascia o movimento da música popular jamaicana. Mais  do que isso, surgia com o disco denominado “Foundation ska” um novo  ritmo musical: o ska. Nesse disco, há canções com participação  de Peter Tosh e de Bob Marley que, mais adiante, se popularizariam com  outro ritmo jamaicano: o reggae, também proveniente do ska. <span id="more-744"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mas voltando para o show de Porto Alegre,  a noite de domingo estava fria e, nas redondezas da Rua José do Patrocínio  com Venâncio Aires, a temperatura registrava 11 graus. Todavia, no  Bar Opinião, o clima era quente e um público seleto já preenchia  as dependências da casa quando, às 21h50min, os Skatalites surgiram  no palco. O primeiro a aparecer, andando calmamente, com o auxílio  de uma bengala, foi o baixista Val Douglas. Depois, venho o guitarrista  Devon James e logo, um a um, apareceram os outros seis integrantes para  delírio dos presentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/show-130.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-746" title="The Skatalites" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/show-130.jpg" alt="show 130 The Skatalites" width="320" height="214" /></a>Entre os músicos, dois carismáticos  senhores estavam desde a formação original dos Skatalites em 1964:  o baterista Lloyd Knibbs e o simplório saxofonista alto Lester Sterling  que, na verdade, fisicamente, tem a estatura do Romário.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, bastou os primeiros acordes  musicais para o trompetista Kevin Batchelor, ex- Steel Pulse, sentir-se  em casa. Com seu jeito hiperativo, o músico pulava, tocava, gesticulava  e regia a platéia que ia ao delírio em cada solo de trompete, sax  ou trombone dos músicos jamaicanos. E, entre eles, havia um convidado  especial: o saxofonista baixo Cedric “IM” Brooks, um senhor risonho  que só ficava sério quando fazia seu saxofone falar. E como falava.  Além disso, entre um solo e outro, o jovem senhor dava aulas de dança  caribenha ao público presente.</p>
<p style="text-align: justify;">No repertório do show, os sucessos  estiveram presentes. A primeira música foi “freedon sound” e, na  sequência, teve “James Bond theme” , “Latin goes ska” e “Eastern  Standart Time”. Mais adiante, os jamaicanos ainda mostraram que o  reggae corre nas veias literalmente em “Rock fort rock”, “real  rock” e finalizando, antes do bis, com “Rivers of Babylon”.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, em “Guns of Navarro”,  outro sucesso da banda, a platéia foi ao êxtase, o ápice da alegria,  e a pista do Bar Opinião parecia uma panela de pressão. O público  cantarolava, pulava, dançava, se abraçava, e algumas pessoas “flutuavam”,  erguidas nos braços da galera, de tal modo que o saxofonista alto,  Lester Sterling, chegou a ganhar um beijo carinhoso na bochecha de um  fã flutuante que aterrisou no palco.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ska4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-747" title="The Skatalites" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ska4.jpg" alt="ska4 The Skatalites" width="214" height="320" /></a>Para completar a apresentação memorável,  a presença de uma convidada com pompa e circunstância: Doreen Schaffer  que cantou cinco músicas. Ela é considerada a primeira dama do ska  e, também, assim como Lester e Lloyd, faz parte da semente original  dos Skatalites. Doreen entrou tímida no palco, talvez, pelo frio e  ficou no canto à esquerda de quem olhava. No entanto, bastou começar  a cantar a primeira música para ter o público aos seus pés. Com sua  voz doce, a primeira dama do ska cantou, entre outras, “sugar sugar”  e “simmer down”, está última gravada originalmente pelos Skatalites,  no disco “foundation ska”, com vocal de Bob Marley. Após a quinta  música, Doreen saiu aclamada e reverenciada pelo público.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, com músicos de grande competência,  no ramo da excelência musical, os Skatalites fizeram do show, na domingueira  do Bar Opinião, uma grande festa popular jamaicana regada à ska, improvisos  musicais e alegria geral da nação. Uma festa de música instrumental  da melhor qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como tudo que é bom acaba, às  23h44min, depois de quase duas horas de um show eletrizante, incluindo  o bis, os Skatalites encerraram sua apresentação para os privilegiados  que estiveram no Bar Opinião, dia 7 de junho de 2009. Essa data ficará  na história como o dia em que a capital gaúcha recebeu, no seu templo  sagrado, os criadores do ska e do reggae. Contudo, a sorte foi dos fiéis  que, por devoção, enfrentaram o frio e, como recompensa, dançaram  e se divertiram até quase segunda-feira. Um show que foi a mistura  da magia jamaicana com a farra brasileira, no melhor sentido da palavra.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bar Opinião|07 de junho de 2009|</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por: </strong>Silva Júnior</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fotos:</strong> Felipe Grahl</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>The Wailers</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 18:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na noite de ontem e madrugada de hoje, 20 de março, a Casa do Gaúcho, localizada no Parque harmonia, em Porto Alegre, e anualmente reduto dos tradicionalistas durante a semana farroupilha tornou-se a “Casa do Reggae” por mais de sete horas. Desembarcando direto da Jamaica, na América Central, os Wailers fizeram uma apresentação memorável para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na noite de ontem e madrugada de hoje, 20 de março, a Casa do Gaúcho, localizada no Parque harmonia, em Porto Alegre, e anualmente reduto dos tradicionalistas durante a semana farroupilha tornou-se a “Casa do Reggae” por mais de sete horas. Desembarcando direto da Jamaica, na América Central, os Wailers fizeram uma apresentação memorável para o grande público que prestigiou as lendas vivas do reggae. A banda jamaicana é a origem do estilo musical e ficou conhecida mundialmente por ter acompanhado Bob Marley <img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="The Wailers" src="http://www.poashow.com.br/fot/wai.jpg" alt="wai The Wailers" width="240" height="176" />enquanto ele esteve vivo. No início, quando o ska predominava, chamava-se Wailing Wailers e, mais tarde, com o surgimento do reggae passou a chamar-se The Wailers. Entretanto, sempre esteve associada ao grande Bob Marley, desde a formação original, com o próprio vocalista mais Bunny Livingston e Winston Hubert McItosh, até os dias de hoje. Muitos músicos já integraram os Wailers, porém, na década de 70, quando o reggae atingiu o seu auge, tornado-se conhecido mundialmente, Aston Barret, no baixo, Al Anderson, na guitarra, e keith Sterling, no piano, estavam presentes no conjunto que acompanhava o rei do reggae.<br />
No DVD “Bob Marley: The Legend Live”, um dos últimos registros de Bob Marley ao vivo, gravado na Califórnia, em novembro de 1979, lá estão no palco Aston Barret, Al Anderson e Earl Lindo à direita de Bob. Com isso, nos anos 70, eles ajudaram Bob Marley a tornar-se o primeiro “pop star” mundial vindo de um país de terceiro mundo.<br />
Assim, os Wailers chegaram à capital gaúcha com a credencial de maior, e mais bem sucedida, banda de reggae do mundo. Afinal, desde o início até o dia de hoje são quase 50 anos de carreira, sempre na ativa, levando as mensagens e as críticas sociais de Bob Marley para todos os povos do mundo. Músicas feitas há mais de 30 anos e que permanecem atuais.<span id="more-238"></span><br />
No entanto, a noite de reggae começou mais cedo, pouco depois das 20 horas, com a banda Sub Dub abrindo o Boss Sounds Reggae Festival, e teve, na sequência, Fabão e seu novo trabalho solo, e as bandas já tradicionais e consagradas do reggae roots “sulista” PureFelling, Motivos Óbvios, e Produto Nacional que antecedeu os jamaicanos do Wailers.<br />
O público esperava ansioso à banda jamaicana quando surgiram as primeiras melodias no palco, pouco depois da 1h30mim. O primeiro a ingressar foi o tecladista Earl Lindo que, antes do show, assistiu a banda Produto Nacional sentado tranquilamente em uma mesinha de bar, ao lado do palco. Depois de Earl, surgiu o baixista Aston Barret, de óculos escuros e um chapéu verde que me lembrava a Oktoberfest.<br />
Quando o relógio marcou 1h41min, os Wailers apareceram com Elan Attias nos vocais para delírio do público presente. Embora, fisicamente, o jovem vocalista, recém integrado à banda, não lembre em nada Bob Marley, bastou Attias cantar os primeiros versos para o público se render ao seu talento e carisma. Com boa presença de palco, e muita interação com o público, Attias interpretou os clássicos de “Bob Marley &amp; The Wailers” com extrema competência. No repertório, “so much thing to say”, “punk reggae party”, “exodos”, “jamming”, “waiting in vain”, “one love”, entre outras, fizeram a alegria do público ao longo da apresentação. Enquanto isso, no fundo do palco, ditando o ritmo da bateria, Aston Barret dedilhava com maestria o seu baixo, “espremendo os graves” com a simplicidade de um gênio. Mesmo com a ausência de Al Anderson no show, bem substituído por outro jovem guitarrista, os Wailers demonstraram porque ainda seguem na ativa levando a mensagem de Bob Marley. Antes de Porto Alegre, em 2009, os Wailers passaram pela Rússia, Espanha, Irlanda, Peru, Chile e Estados Unidos.<br />
Ao final da apresentação, quando já passavam das três da madruga, a banda jamaicana ainda teve fôlego, paciência e simpatia para atender aos fãs que esperavam para tirar fotos, autógrafos ou, apenas, para reverenciá-los.<br />
Conforme o produtor da festa, Lucas Ricordi, a ideia do Boss Sound Festival Reggae nasceu com o programa Boss Sounds, apresentado na rádio Ipanema, aos sábados, das 15h00min às 17h00min, e contou com a promoção da rádio Ipanema, POA ingressos e Noize.<br />
Com certeza, quem saiu satisfeito foi o grande público que compareceu ao Boss Sounds Reggae Festival, na Casa do Gaúcho, e presenciou um grande show de música. A música como ferramenta de transformação social, assim como pregava Bob Marley que, em “exodos”, cantou: “Nem as balas podem nos deter/ não imploraremos nem nos curvaremos/ não podemos ser comprados ou vendidos/ defenderemos nossos direitos”.  Agora, cabe aos Wailers continuar essa história.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por:</strong> Ary Nelson da Silva Júnior</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Foto:</strong> Divulgação</p>
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