Madeleine Peyroux, a Diva do Blues/Jazz, traz a Porto Alegre suas já consagradas releituras…

junho 14, 2010
Categoria Reviews

Madeleine 4 Madeleine Peyroux, a Diva do Blues/Jazz, traz a Porto Alegre suas já consagradas releituras...
 
              Depois de quase dois anos desde sua última visita ao Brasil, a cantora e compositora Madeleine Peyroux desembarca em solo gaúcho para divulgar seu mais novo álbum, Bare Bones, que marca um passo importante em sua carreira: todas as faixas encontradas no disco são de sua autoria. Para quem não anda muito familiarizado com o histórico da moça, faço um breve resumo.
 
              Sua trajetória profissional começou em 1996 com o álbum Dreamland, que continha quatro composições suas e o restante de covers. Estourou no cenário mundial e foi aclamada pela crítica como a Billie Holyday do século XXI, mas logo depois se afastou do show bussines e continuou cantando como artista de rua em Paris. Anos mais tarde voltou a gravar discos, mas todos de covers, e foram eles que consolidaram sua estável carreira como uma das maiores intérpretes de jazz e blues do recente cenário musical. Mas foi com o elogiadíssimo “Bare Bones” que Madeleine se consagrou também uma ótima compositora.
 
              E foi com este material de inéditas que a cantora se colocou a prova em cima do palco. Não que as regravações exigissem menos de sua interpretação, mas é fato que ela possui um grande know how neste quesito. Porém, essa turnê pode servir como prova de que este artifício de recorrer aos catedráticos da música mundial pode ir, aos poucos, sendo deixado de lado, se tornando apenas mais um aspecto de sua obra, mas não a tônica. Claro que todos que vão aos seus shows, e ontem não foi diferente, esperam para ver suas lindas versões, sempre muito originais. Em momento algum Peyroux vai pelo caminho fácil da simples cópia do já consagrado, como foi constatado em “Dance me to the end of love” de Leonard Cohen, que alguns como Jô Soares arriscam a dizer que na voz de Madeleine fica melhor que a original.
 
              Ainda nos covers, outros dos inúmeros destaques foram “You`re gonna make me lonesome” de Bob Dylan, “La Javanaise” de Serge Gainsbourg, que foi cantada com todos os seus excelentes músicos à sua volta, formando um círculo em torno da cantora e nos remetendo a uma possível cena de alguma apresentação sua nas ruas de Paris. Não sei se a intenção era essa, caso tenha sido, eles acertaram em cheio.
 
              Do mais recente disco, tocaram várias musicas que fizeram com que o público não sentisse nenhuma diferença qualitativa no andamento do show. Não quero desmerecer os clássicos, longe de mim, mas tenho a nítida impressão de que caso ela tivesse optado por simplesmente criar suas músicas à imagem e semelhança das feitas pelos seus ídolos, a sensação de que em determinadas músicas a qualidade estava aquém do já mostrado ao longo da sua carreira, seria bem provável, mas não foi o caso. Faixas como “Bare bones”, “I must be saved” e “Instead” mostraram que Madeleine soube muito bem como usar toda sua bagagem para compor algo que tivesse em total sintonia com o seu passado, mas ao mesmo tempo apontassem uma nova direção.
 

              Caso você tenha visto algumas das três entrevistas que ela deu no programa do Jô e ficou com a impressão de que ela é extremamente introvertida, monossilábica ou algo parecido, pode ter certeza que está totalmente enganado. Em cima do palco a moça esbanja carisma e bom humor, talvez na televisão tenha faltado um pouco do “wonderful drink” que ela descobriu nessas bandas, mas que tão cedo não vai ser problema, ela mesmo disse que estava levando tudo que podia da nossa cachaça e que em breve voltaria para buscar mais. Ah, e de lambuja, para tocar aqui de novo… Se fosse possível.

 

Por: Angelo Borba

Fotos: Paulo Capiotti

Rita Lee traz a Porto Alegre sua nova turnê, “Etc…”.

junho 12, 2010
Categoria Reviews

ritalee 41 of 149 Rita Lee traz a Porto Alegre sua nova turnê, “Etc...”.

 
 

 

Sexta-feira, noite de estréia. Rita Lee, a titia do Rock Nacional, traz a Porto Alegre sua nova turnê, “Etc…”. Acompanhada de uma excelente banda da qual fazem parte seu marido Roberto de Carvalho e seu filho Beto Lee (responsáveis pelas guitarras), a cantora apresentou seu novo show de forma bastante despojada e irreverente.
 
“Agora só falta você” é a escolhida para a abertura dos trabalhos. Sob poucos aplausos, as cortinas se abrem revelando um belíssimo palco. A estrutura, digna de grandes turnês da Poladian (Produtora com mais de 50 anos de atividade, uma das maiores do Brasil), conta com detalhes luminosos por todo o palco, além de um enorme telão de LED ao fundo. A luz, igualmente espetacular, também chama a atenção. Já o som, sem novidades: excelente, como é padrão no Teatro do Bourbon Country.
 
Conhecida por sua irreverência e eloqüência no palco, Rita Lee se dirige ao público pela primeira vez agindo exatamente como outra cantora: Mallu Magalhães. “Oi… meu nome é Rita… tenho 62 anos… que mais? (risos) deixa eu ver… e vou torcer pra Argentina” Levou o público as gargalhadas, mas também ganhou vaias. “Desculpem gaúchos, queridos da minha vida, meus amorecos e tudo mais… o Dunga é um Armadinejad.” (aplausos) “Tem uma de… sei lá… uma coisa do futebol guerra, de ditador, que incomoda, é revoltado, arrogante, vingativo… e o Maradona vai sair pelado.” (mais risos) “Então em homenagem aos namorados eu não vou falar em futebol. Comecei a assistir hoje fiquei enlouquecida com aquelas cornetinhas… da próxima vez vou baixar o volume que aí também não escuto o Galvão Bueno” (aplausos estrondosos). Rita ganhou ainda aqui um presente de uma fã: velas perfumadas que gentilmente agradeceu.
 
Sem um álbum novo para divulgar, Rita aposta em grandes sucessos no repertório. Os hits “Pagu” e “Bwana” arrancaram reações contidas. Já “Atlântida” e “Insônia” não agradaram tanto.
 
Rita Lee então deixa o palco e retorna com uma peruca crespa, simulando uma cabeleira “Galcostiana”. A versão de “Baby”, dos Mutantes, fez com que muitos cantassem com Rita. Com um arranjo criativo, a banda fez de “Baby” um dos momentos mais emocionantes da apresentação.
 
Aos 62 anos, Rita Lee se dá o luxo de fazer o que tem vontade, mesmo que não faça muito sentido. A versão de “Bad” de Michael Jackson, contou com um sósia idêntico àquele último Michael Jackson do qual temos lembranças. Encerrou sua performance rasgando a camisa e levando alguns fãs mais exaltados ao delírio.
 
Passado este inusitado cover, o repertório empilhou sucessos: “Ôrra Meu”, “Doce Vampiro”, “Ovelha Negra”, “Banho de Espuma” e “Lança Perfume”, apesar de não arrancarem reações fervorosas, agradaram em cheio. Destaque para “Ovelha Negra”, que exibiu no telão fotos de Rita nas mais diversas idades. As imagens mais aplaudidas foram as da época em que fez parte dos Mutantes. Ainda em “Ovelha Negra” Rita Lee dá um discurso emocionado, dizendo que teve uma infância bacana, adolescência difícil e que hoje não tem motivos pra reclamar. “Nem se o Brasil perder a copa eu vou reclamar! Eu tenho uma coisa que é a melhor de todas. Tenho um namorado lindo, gostoso, que cozinha… eu faço faxina… tenho três filhos lindos… uns amores… Beto ainda teve uma filha, minha primeira neta… Como é que eu vou reclamar? Não dá. Acho que eu até beijaria a boca do Dunga! Eu digo que vou torcer pra Argentina mas chega na hora eu sei que não vou conseguir. O pior ainda está por vir: as eleições. Oh céus, eles não sabem o que fazem. Quero mais é que eles se fodam!”. Frase mais aplaudida da noite.
 
Para o bis Rita retorna e pergunta “E agora, gente?” Alguns gritaram “Erva Venenosa”, outros “Mania de Você” mas “Flagra”, um dos maiores sucessos de Rita, foi a escolhida. Em seguida uma surpreendente versão de “It’s Only Rock and Roll”, dos Rolling Stones, com Roberto de Carvalho nos vocais. “Erva Venenosa” fechou a apresentação com pouco menos de uma hora e meia de duração.
 
Apesar do público bastante apático, Rita Lee conduziu bem seu novo show. Nada de novo. Do alto de seus mais de 40 anos de carreira isso, bem como algumas outras coisas, parecem nem ter importância.
 

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

 

Ana Carolina canta muito e interage pouco no show de Porto Alegre

maio 29, 2010
Categoria Reviews

JacquelineOliveira 1532 Ana Carolina canta muito e interage pouco no show de Porto Alegre
 
Público variado e lotação moderada foi o que o Teatro do Bourbon Country recebeu na noite do último dia 26, quando Ana Carolina apresentou as canções do show N9ve. Antes do show, fãs mais fervorosas gritavam o nome da cantora, empunhando rosas vermelhas e cartazes com mensagens de carinho explícito. Um calor humano que não combinou com a falta de energia de Ana Carolina no palco. Alguns comentários dão conta de que ela teria se irritado com problemas técnicos que teriam aparecido na primeira noite. De todo modo, Ana Carolina pouco falou com os fãs, não apresentou sua banda e fez um show de pouco mais de uma hora de duração.
 
N9ve é seu nono disco em dez anos de carreira e o show apresentou um resumo desta trajetória. Com músicas de álbuns anteriores, como Hoje eu To Sozinha, Rosas, Louca Tempestade e Elevador, a platéia vibrou e cantou junto mesmo diante da postura austera de Ana Carolina. Voz vigorosa, banda competente, cenário simples porém com elementos diferentescomo uma plataforma móvel, e uma cantora contida marcaram este show.
 
As músicas de N9ve, lançado em 2009, também foram cantadas com devoção pelos fãs. Entreolhares e Tá Rindo, É? se destacaram na apresentação. “8 Estórias” foi interpretada enquanto um vídeo com três mulheres, ora de lingerie, ora nuas, era reproduzido no telão. A música fala justamente de diversas mulheres. Em todo o show, aliás, Ana Carolina insinua, nas letras e nos gestos, a sua já sabida bissexualidade. Condição que, aliás, é totalmente bem recebida pelos fãs que acompanham a carreira da cantora.
 
Embora o contato com o público tenha sido tímido e Ana Carolina não tenha conversado muito com os fãs gaúchos, seu show agradou a quem gosta de suas letras e músicas, a não ser por ter sido considerado curto demais. É uma cantora focada na densidade de suas letras e não na performance ao apresentá-las. Porém, talvez se assumisse uma outra postura no palco, fizesse sua música crescer e tocar mais ainda quem a ouve.
 
Ana Carolina ainda fez mais um show em Porto Alegre, no dia 27 de maio, no mesmo teatro. Muitos fãs que foram até o Bourbon na quarta, retornaram na quinta, o que prova que a artista consegue agradar a muitos, apesar da sua quase apatia no palco.
 
Por: Jacqueline Oliveira
Fotos: Jacqueline Oliveira
 

Rock de Galpão

maio 17, 2010
Categoria Agenda

rock de galpao Rock de Galpão

Rock de Galpão com Estado das Coisas, Neto Fagundes e Hique Gomes

Data: 01/07/2010

Local: Teatro do Bourbon Country Leia mais

Pouca Vogal

maio 17, 2010
Categoria Agenda

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Data: 15/07/2010 Local: Teatro do Bourbon Country Hora de Início: 21h

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