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	<title>POA SHOW &#187; Theatro São Pedro</title>
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		<title>Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 15:49:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[H&#225; alguns anos, tr&#234;s grupos musicais de Porto Alegre que tinham projetos ligados aos compositores homenageados, tiveram a feliz id&#233;ia de unirem for&#231;as e proporcionarem ao p&#250;blico que costumava v&#234;-los separadamente nos bares e casas de shows da capital um espet&#225;culo reunindo a obra destes que figuram entre os grandes da m&#250;sica popular nacional. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="DSC 0326 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" class="aligncenter size-full wp-image-7140" height="336" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0326.jpg" title="DSC_0326" width="500" /></p>
<div style="text-align: justify;">H&aacute; alguns anos, tr&ecirc;s grupos musicais de Porto Alegre que tinham projetos ligados aos compositores homenageados, tiveram a feliz id&eacute;ia de unirem for&ccedil;as e proporcionarem ao p&uacute;blico que costumava v&ecirc;-los separadamente nos bares e casas de shows da capital um espet&aacute;culo reunindo a obra destes que figuram entre os grandes da m&uacute;sica popular nacional.<span id="more-7129"></span></div>
<p style="text-align: justify;">A Tribo Brasil, o grupo Carne de Panela e a banda Roda Viva j&aacute; vinham apresentando neste mesmo Theatro S&atilde;o Pedro o espet&aacute;culo &ldquo;O Maestro, o Malandro e o Poeta&rdquo;, sempre com bastante interesse do p&uacute;blico. Mas o que se viu nesta &uacute;ltima apresenta&ccedil;&atilde;o do dia 25 foi uma procura muito grande por ingressos, e o teatro teve ocupado todo o seu espa&ccedil;o. Apesar de contar com uma boa divulga&ccedil;&atilde;o pela cidade, o que garantiu todo esse interesse foi mesmo o boca-a-boca das pessoas que j&aacute; haviam assistido a apresenta&ccedil;&atilde;o. Prova do sucesso do projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">O show conta com a presen&ccedil;a de 12 m&uacute;sicos muito talentosos das tr&ecirc;s bandas citadas, que garantem um corpo musical muito consistente. O talento do conjunto n&atilde;o &eacute; apenas t&eacute;cnico, mas de um bom gosto muito surpreendente. Conscientes de suas diferen&ccedil;as vocais, os dois cantores Gabriel Maciel e Z&eacute; Leandro n&atilde;o ficam tentando imitar as vozes ou trejeitos de nenhum dos homenageados, o que garante uma bela autenticidade ao espet&aacute;culo. Os outros m&uacute;sicos desempenham seus pap&eacute;is de forma igualmente exemplar. Diferente de Vin&iacute;cius e Chico, que tem no seu ponto forte a poesia, Tom Jobim sempre chamou muito mais aten&ccedil;&atilde;o pelo aspecto de execu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e cria&ccedil;&atilde;o harm&ocirc;nica do que l&iacute;rica, e nisso o pianista Fernando Leitzke tamb&eacute;m n&atilde;o deixou a desejar. Os temas de t&ocirc;nica ao piano foram executados de forma precisa.</p>
<p style="text-align: justify;">A din&acirc;mica do show alternava m&uacute;sicas dos tr&ecirc;s compositores, tanto em parcerias dos tr&ecirc;s, como em dupla ou solo. Ou seja, a gama de m&uacute;sicas a disposi&ccedil;&atilde;o era enorme, e eles souberam escolher um repert&oacute;rio que privilegiasse os tr&ecirc;s de forma igual, cobrindo v&aacute;rias &eacute;pocas de suas composi&ccedil;&otilde;es. Sem d&uacute;vida os &ldquo;pout pourris&rdquo; contendo v&aacute;rias can&ccedil;&otilde;es de cada artista foram respons&aacute;veis por grandes momentos, mostrando bom gosto na escolha das m&uacute;sicas que comporiam um pequeno apanhado de cada artista. &nbsp;Comprovando que o espet&aacute;culo foi muito bem pensado em seus detalhes e n&atilde;o simplesmente a jun&ccedil;&atilde;o do que cada grupo j&aacute; fazia antes de montarem esta apresenta&ccedil;&atilde;o. O entrosamento entre os m&uacute;sicos &eacute; not&aacute;vel e a apresenta&ccedil;&atilde;o corre firme e concisa.</p>
<div style="text-align: justify;">Com certeza &eacute; um espet&aacute;culo que ainda ter&aacute; v&aacute;rias edi&ccedil;&otilde;es, pois sua qualidade &eacute; incontest&aacute;vel e o desejo do p&uacute;blico pela obra dos homenageados ainda &eacute; enorme. Culturalmente a id&eacute;ia do espet&aacute;culo e muito oportuna e comercialmente &eacute; certeira.</div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;">Palmas para seus idealizadores. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span style="font-size: 12pt; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">&nbsp; <br />
	</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Por:</strong> Angelo Borba</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Fotos:</strong> Samuel Nervo</div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;">
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0170/' title='DSC_0170'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0170-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0170 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0170" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0176/' title='DSC_0176'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0176-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0176 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0176" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0185/' title='DSC_0185'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0185-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0185 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0185" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0264/' title='DSC_0264'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0264-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0264 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0264" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0269/' title='DSC_0269'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0269-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0269 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0269" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0273/' title='DSC_0273'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0273-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0273 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0273" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0277/' title='DSC_0277'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0277-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0277 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0277" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0290/' title='DSC_0290'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0290-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0290 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0290" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0303/' title='DSC_0303'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0303-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0303 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0303" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0313/' title='DSC_0313'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0313-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0313 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0313" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0326/' title='DSC_0326'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0326-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0326 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0326" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/12/06/tributo-a-tom-chico-e-vinicius-lota-o-teatro-sao-pedro/dsc_0329/' title='DSC_0329'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/DSC_0329-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC 0329 150x150 Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" title="DSC_0329" /></a>
</div>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=7129&type=feed" alt=" Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro"  title="Tributo a Tom, Chico e Vinícius lota o Teatro São Pedro" />]]></content:encoded>
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		<title>As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 16:52:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No ano de 2002 ,o j&#225; reconhecid&#237;ssimo compositor e humorista Nico Nicolaiewsky, lan&#231;ou no mercado o seu segundo disco autoral (o primeiro tinha sido um disco auto intitulado, lan&#231;ado em 1996). Este segundo trabalho consistia em uma &#243;pera c&#244;mica chamada &#8220;As sete caras da verdade&#8221;. De l&#225; para c&#225;, pouqu&#237;ssimas foram as ocasi&#245;es em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
	<img alt="sete3 As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky" class="aligncenter size-full wp-image-6401" height="333" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/sete3.jpg" title="As sete caras da verdade" width="500" /></p>
<p style="text-align: justify;">
	No ano de 2002 ,o j&aacute; reconhecid&iacute;ssimo compositor e humorista Nico Nicolaiewsky, lan&ccedil;ou no mercado o seu segundo disco autoral (o primeiro tinha sido um disco auto intitulado, lan&ccedil;ado em 1996). Este segundo trabalho consistia em uma &oacute;pera c&ocirc;mica chamada &ldquo;As sete caras da verdade&rdquo;. De l&aacute; para c&aacute;, pouqu&iacute;ssimas foram as ocasi&otilde;es em que fora apresentado. Por contar com uma grande equipe t&eacute;cnica e um numeroso elenco, os custos para possibilitar tais apresenta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o bem altos, inviabilizando um projeto t&atilde;o grandioso se comparado &agrave;s montagens que estamos habituados a presenciar por estas bandas. Sorte a nossa que festivais como o Porto Alegre em cena nos propiciam tais momentos.<br />
	<span id="more-6404"></span><br />
	&Eacute; de se notar o tamanho da produ&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para a apresenta&ccedil;&atilde;o desta mini-&oacute;pera. Uma orquestra composta por 18 m&uacute;sicos e um coral que, pelas minhas contas, chega a ter 34 participantes, garante o clima necess&aacute;rio para tornar a apresenta&ccedil;&atilde;o mais veross&iacute;mil e impactante. Vale lembrar que o coral n&atilde;o s&oacute; canta, mas tamb&eacute;m atua, se movimenta e dialoga com os personagens, sendo, na verdade, praticamente mais um personagem da hist&oacute;ria. Possuindo import&acirc;ncia diferenciada no espet&aacute;culo e sendo respons&aacute;vel por algumas das melhores cenas da apresenta&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>	A hist&oacute;ria &eacute; basicamente a seguinte: Um narrador anuncia a chegada de Rodolfo, o matador, a casa de Alencar. Ao que o morador da casa abre a porta, Rodolfo for&ccedil;a sua entrada e sem muitos rodeios anuncia a eminente morte de Alencar. Mesmo tentando argumentar e entender o que se passava, Alencar &eacute; avisado de que seu fim est&aacute; pr&oacute;ximo, e depois de alguns disparos errados, Rodolfo cumpriria com sua promessa. Por&eacute;m, o agora quase morto Alencar sussurra algo no ouvido de seu algoz que o deixa transtornado. Este &eacute; o mist&eacute;rio da pe&ccedil;a, mas ele n&atilde;o demora mais de 20 minutos para ser desvendado. O problema &eacute; que cria outro mist&eacute;rio um pouco maior, e depois outros, que acabam por sustentarem a trama at&eacute; o seu final. Fica dif&iacute;cil fazer uma an&aacute;lise mais aprofundada sem entregar alguns dos mist&eacute;rios da pe&ccedil;a </p>
<p>	Fica dif&iacute;cil fazer uma an&aacute;lise mais aprofundada sem entregar alguns dos mist&eacute;rios da pe&ccedil;a, e que se revelados acabam por tirar um pouco da sua gra&ccedil;a. Por se tratar de uma &oacute;pera c&ocirc;mica e de suspense, e tendo sido criada por um dos maiores humoristas do Rio Grande Sul, &ldquo;As sete caras da verdade&rdquo; abusa dos clich&ecirc;s do g&ecirc;nero, tanto da &oacute;pera, com suas intermin&aacute;veis repeti&ccedil;&otilde;es de frases, como do suspense e suas reviravoltas mirabolantes que parecem n&atilde;o levar a lugar nenhum, e &agrave;s vezes realmente n&atilde;o levam. Por&eacute;m, sempre com muito bom gosto, nunca caindo no entretenimento &ldquo;pastel&atilde;o&rdquo; ou subestimando o senso de humor do p&uacute;blico.</p>
<p>	Alem de um &oacute;timo espet&aacute;culo, &ldquo;As sete caras da verdade&rdquo; somente &eacute; apresentado em poucas ocasi&otilde;es, o que acaba tornando o espet&aacute;culo raro e por isso mais especial. Nico mostra aqui, mais uma vez, o imenso potencial art&iacute;stico que lhe cabe. Pois al&eacute;m de atuar e cantar, foi ele quem criou, com a parceria de Fernando Jankzura, e dirigiu a pe&ccedil;a. Para quem gosta de teatro, n&atilde;o precisa ser de &oacute;pera necessariamente, boa m&uacute;sica e do trabalho de Nico com o Tangos e Trag&eacute;dias, fica a dica: quando tiver oportunidade de v&ecirc;-lo nesta apresenta&ccedil;&atilde;o, v&aacute;! </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por:</strong> Angelo Borba</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fotos:</strong> Divulga&ccedil;&atilde;o</p>
<p style="text-align: justify;">
<a href='http://poashow.com.br/2010/09/28/as-sete-caras-da-verdade-uma-opera-comica-de-nico-nicolaiewsky/sete1/' title='As sete caras da verdade'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/sete1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sete1 150x150 As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky" title="As sete caras da verdade" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/09/28/as-sete-caras-da-verdade-uma-opera-comica-de-nico-nicolaiewsky/sete2/' title='sete2'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/sete2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sete2 150x150 As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky" title="sete2" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/09/28/as-sete-caras-da-verdade-uma-opera-comica-de-nico-nicolaiewsky/sete3/' title='As sete caras da verdade'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/sete3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sete3 150x150 As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky" title="As sete caras da verdade" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/09/28/as-sete-caras-da-verdade-uma-opera-comica-de-nico-nicolaiewsky/sete4/' title='As sete caras da verdade'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/sete4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sete4 150x150 As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky" title="As sete caras da verdade" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2010/09/28/as-sete-caras-da-verdade-uma-opera-comica-de-nico-nicolaiewsky/sete5/' title='As sete caras da verdade'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/sete5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sete5 150x150 As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky" title="As sete caras da verdade" /></a>
</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=6404&type=feed" alt=" As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky"  title="As sete caras da verdade: uma ópera cômica de Nico Nicolaiewsky" />]]></content:encoded>
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		<title>Happy Days: dois olhares sobre os dias felizes</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 01:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma longa jornada que, quase, cumpre o que promete. Uma das maiores promessas deste 17&#176; Porto Alegre em cena foi a montagem de &#8220;Happy Days&#8221;, texto de um dos mais revolucion&#225;rios teatr&#243;logos do s&#233;culo XX, Samuel Becket. Dirigido por Bob Wilson, um dos maiores diretores do teatro mundial, e contando no elenco com nada menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Uma longa jornada que, quase, cumpre o que promete.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das maiores promessas deste 17&deg; Porto Alegre em cena foi a montagem de &ldquo;Happy Days&rdquo;, texto de um dos mais revolucion&aacute;rios teatr&oacute;logos do s&eacute;culo XX, Samuel Becket. Dirigido por Bob Wilson, um dos maiores diretores do teatro mundial, e contando no elenco com nada menos que Adriana Asti (musa de v&aacute;rios diretores do cinema europeu, como Bertoluci e Bun&uuml;el), era promessa de um grande espet&aacute;culo.</p>
<p style="text-align: justify;">A pe&ccedil;a conta com um cen&aacute;rio quase minimalista, a n&atilde;o ser pelos efeitos visuais de luzes, que t&ecirc;m uma grande import&acirc;ncia no decorrer da pe&ccedil;a, nos informando o quanto de tempo se passou durante o mon&oacute;logo da personagem Winnie. Esta por sua vez se encontra em uma situa&ccedil;&atilde;o ins&oacute;lita: enterrada at&eacute; a cintura, no alto de um cume de areia. Ali ela acorda, durante v&aacute;rios dias, e discorre sobre a sua vida, desde os aspectos mais banais, como escovar os dentes e pentear os cabelos, at&eacute; os seus desejos e frustra&ccedil;&otilde;es mais profundas, sempre dirigidas ao seu interlocutor, Willie.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ser praticamente um mon&oacute;logo e ter quase duas horas de dura&ccedil;&atilde;o, a pe&ccedil;a, em alguns momentos, se torna cansativa, ainda mais para quem n&atilde;o est&aacute; muito familiarizado ao tipo de texto que Becket escrevia, e as leituras que Wilson d&aacute; para suas montagens, sempre abusando de luzes e sons.</p>
<p>	O texto &eacute; uma ironia dram&aacute;tica, a come&ccedil;ar pelo t&iacute;tulo &ldquo;Happy Days&rdquo; (dias felizes), que de felizes n&atilde;o tem nada. Trata de desconstruir uma ilus&atilde;o de alegria, e sua respectiva necessidade imperativa. Winnie lembra seu passado e o confronta com sua situa&ccedil;&atilde;o atual, tentando achar uma poss&iacute;vel felicidade escondida nas coisas mais simpl&oacute;rias, como um simples som, qualquer que seja, emitido por seu marido Willie e que a fa&ccedil;a se sentir menos sozinha, pois este &eacute; o seu maior medo: a solid&atilde;o.</p>
<p>	A profundidade da reflex&atilde;o acaba sendo dilu&iacute;da na montagem de Wilson. A tradu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m peca na qualidade, principalmente nos trechos onde as frases s&atilde;o mais r&aacute;pidas. O diretor parece explorar demais o seu objeto c&ecirc;nico e esquece de se preocupar com o texto. Falta certa homogeneidade ao decorrer da pe&ccedil;a, algo que prenda o espectador do in&iacute;cio ao fim, n&atilde;o s&oacute; em pontos chaves, aqueles em que o diretor parece dizer: &ldquo;preste aten&ccedil;&atilde;o agora!&rdquo;.</p>
<p>	No geral, vale &agrave; pena, mas um gostinho de &ldquo;ficou a desejar&rdquo; &eacute; praticamente certo.</p>
<p>	<strong>Por: </strong>Angelo Borba.</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;">Unfortunate Days, Dias Desventurados</h4>
<p style="text-align: justify;">Me sentia aquela velhinha semi-surda da &uacute;ltima fileira, esticando o pesco&ccedil;o e agu&ccedil;ando os ouvidos a fim de absorver o m&aacute;ximo de &quot;Happy Days&quot;, a pe&ccedil;a de Robert Wilson que veio para o 17&deg; Porto Alegre Em Cena. A compara&ccedil;&atilde;o com uma velhinha da &uacute;ltima fileira podia muito bem ir perdendo a for&ccedil;a ao passo que os minutos corriam, mas n&atilde;o foi bem assim. A atriz italiana Adriana Asti (Winnie), um ponto p&aacute;lido &#8211; engessado &#8211; com a boca carmim e a roupa veludosa azul, surgia aos meus olhos como uma figura distante e ofuscada.</p>
<p>	Com a premissa b&aacute;sica de que a personagem do irland&ecirc;s Samuel Beckett, Winnie, encontra-se soterrada at&eacute; a cintura, podendo gesticular apenas a parte superior; minha gana era a de visualizar claramente a express&atilde;o facial da atriz. De que outra forma captaria sua emo&ccedil;&atilde;o? Solucionei minha pergunta concentrando-me na verborragia &#8211; de teor paradoxalmente humanista e confessional &#8211; de Winnie e suas devidas entona&ccedil;&otilde;es. E, &eacute; claro, &agrave; famosa ilumina&ccedil;&atilde;o de Bob Wilson, que, discordando de Luiz Paulo Vasconcellos, achei-a sutil e adequada (dispensarei o adjetivo precisa, porque a precis&atilde;o &eacute; um dos pilares do diretor, como bem pude conferir ano passado, em &quot;Quartett&quot;). E n&atilde;o &aacute;cida, agressiva, desesperadora, esp&eacute;cie de t&aacute;bua de salva&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o, aqui a luz &eacute; muito menos densa ou fria do que em &quot;Quartet&quot;. S&atilde;o tons de azul, amarelo e verde que preenchem todo o alv&iacute;ssimo fundo. Mesmo que a luz fosse &aacute;cida, portanto corrosiva, n&atilde;o h&aacute; nada que a terra, esse velho extintor, n&atilde;o apague; como bem disse Winnie ao ver seu guarda-chuva negro pegando fogo. O ocorrido provocou tal estrondo a ponto de estremecer a plateia, antes tranquila. O mesmo acontece no in&iacute;cio dos dois atos (a pe&ccedil;a possui intervalo): uma cortina transparente &ndash; branca &#8211; balan&ccedil;a ao som da brisa que vai aos poucos se fortalecendo, at&eacute; o som atingir seu &aacute;pice, tornar-se grave e ensurdecedor. &Eacute; a&iacute; que, cortina, brisa, luz e som&#8230; Caem. FOTO: o vulc&atilde;o em erup&ccedil;&atilde;o, o iceberg, o Everest, o vazio. Se Winnie &eacute; erup&ccedil;&atilde;o, suas palavras s&atilde;o lavas que escorrem. Definitivamente Wilson sabe jogar com atmosferas de oposi&ccedil;&atilde;o, nos causando aquela sensa&ccedil;&atilde;o dupla de surpresa e (des)conforto.</p>
<p>	Happy Days &eacute; sarcasmo, a protagonista n&atilde;o tem dias felizes, sen&atilde;o a esperan&ccedil;a de um dia feliz. &quot;- Hoje ser&aacute; um dia feliz!&quot;, informa otimista ao seu marido Willie (Giovanni Battista Storti). Ela exige ser ouvida, admitindo sua tend&ecirc;ncia centralizadora, portanto egoc&ecirc;ntrica, perante a situa&ccedil;&atilde;o em que ela e o homem se encontram: debaixo da terra. Entretanto, a fala do outro (de Willie) &eacute; baseada em grunhidos, arrotos e peidos. Ent&atilde;o &eacute; coerente dizer que existe comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da palavra? Francesa &eacute; a l&iacute;ngua falada na pe&ccedil;a, apesar do diretor ser norte-americano e o elenco italiano. Provavelmente Beckett via no franc&ecirc;s uma l&iacute;ngua nova, fresca, cheia de possibilidades, sem imposi&ccedil;&otilde;es culturais de peso, consequentemente com maior gama de nuances se posta em compara&ccedil;&atilde;o com o ingl&ecirc;s. Ao largar sua l&iacute;ngua materna, Samuel Beckett renuncia (em parte) aos c&oacute;digos que organizam / ordenam a sociedade, porque a l&iacute;ngua nada mais &eacute; do que uma estrutura de c&oacute;digos firmados social e historicamente de forma arbitr&aacute;ria. Uma montanha podia muito bem ser chamada de berinjela, n&atilde;o?</p>
<p>	Winnie ocupa sua boca com palavras a qualquer momento para n&atilde;o ter que enfrentar o vazio, esse eterno perseguidor. Seu jorro verbal &eacute; antag&ocirc;nico ao sil&ecirc;ncio. O verbo representa o dom&iacute;nio humano sobre o mundo, &eacute; uma apropria&ccedil;&atilde;o ou mesmo domestica&ccedil;&atilde;o do vivo e morto, tornando &quot;conhecido&quot; o desconhecido. Beckett estava ciente dessa vis&atilde;o unidimensional, portanto n&atilde;o aceitou-a em sua obra, questionando at&eacute; mesmo os c&oacute;digos art&iacute;sticos de representa&ccedil;&atilde;o da vida.</p>
<p>	O elemento absurdo est&aacute; presente at&eacute; o fechar das cortinas, o cotidiano do casal jamais &eacute; alterado pela condi&ccedil;&atilde;o de estarem enterrados, cada um faz o seu papel: Willie l&ecirc; jornal e admira fotos de mulheres quase peladas, Winnie escova os dentes, faz as unhas, passa maquiagem, amea&ccedil;a sua cabe&ccedil;a com um rev&oacute;lver e fala. A respeito da cena inicial, na hora vi uma palha&ccedil;a escovando os dentes! Era a escova v&iacute;tima cintilante e o creme dental carrasco, amei! Adriana Asti joga maravilhosamente bem com a voz (e que bom!). Sa&iacute; do Theatro S&atilde;o Pedro pensando: ao longo de seus dias, Winnie destina o pr&oacute;prio destino. Controla. Tenta bloquear a melancolia, mas esta faz parte da vida. Bloquear a melancolia gera mais mal-estar, talvez melhor aceit&aacute;-la.</p>
<p>	No segundo ato, Winnie est&aacute; soterrada at&eacute; o pesco&ccedil;o. Agora o rev&oacute;lver &eacute; in&uacute;til e a morte, &uacute;til. Pe&ccedil;a em franc&ecirc;s no territ&oacute;rio brasileiro exige tradu&ccedil;&atilde;o. Eis que esta &eacute; tamb&eacute;m precisa, ainda mais para as girafas ou para as cu&iacute;cas. Ah, o meu pesco&ccedil;o &eacute; de alguns cent&iacute;metros, por isso tinha horas em que ficava apenas lendo as legendas e ouvindo Winnie. N&atilde;o me intimido ao partilhar a voc&ecirc;s que nesses momentos preferia estar lendo a obra impressa, seja na grama, no trem ou minha cama. Lan&ccedil;o dois questionamentos e uma conclus&atilde;o: em que medida as luzes e as cores traduzem o estado interior da personagem? At&eacute; que ponto auxiliam na ambienta&ccedil;&atilde;o das narrativas, dos flashbacks? A est&eacute;tica de Happy Days, ilustre e contempor&acirc;nea, acomete, enrijece o texto dram&aacute;tico.</p>
<p style="text-align: justify;">
	E agora, Willie?</p>
<p style="text-align: justify;">E agora, Willie?</p>
<p style="text-align: justify;">E agora, Willie?</p>
<p>	<strong>Por</strong>: Guilherme Nervo</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=6293&type=feed" alt=" Happy Days: dois olhares sobre os dias felizes"  title="Happy Days: dois olhares sobre os dias felizes" />]]></content:encoded>
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		<title>Yamandu Costa e Hamilton de Holanda</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 17:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[O violonista gaúcho e bandolinista brasiliense, dois dos maiores nomes da música instrumental brasileria, vêm lançar o cd LUZ DA AURORA . Data: 10/04/2010 Local: Theatro São Pedro Hora de Início: 21h (sábado) Ingressos: Platéia, Cadeiras Extras = R$ 50,00 Camarote Central 1º e 2º pisos = R$ 35,00 Camarote foyer e laterais 1º e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong></strong><img class="aligncenter" title="Yamando e Hamilton" src="http://hamiltondeholanda.com/blog/wp-content/uploads/2009/11/yamandu-e-hamilton-de-holanda-1.jpg" alt="yamandu e hamilton de holanda 1 Yamandu Costa e Hamilton de Holanda" width="403" height="302" /></p>
<p style="text-align: center;">O violonista gaúcho e bandolinista brasiliense, dois dos maiores nomes  da música instrumental brasileria, vêm lançar o cd LUZ DA AURORA .</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Data: </strong>10/04/2010<br />
<strong>Local: </strong>Theatro São Pedro<br />
<strong>Hora de Início: </strong>21h (sábado) <span id="more-3845"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ingressos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Platéia, Cadeiras Extras = R$ 50,00</p>
<p style="text-align: justify;">Camarote Central 1º e 2º pisos = R$ 35,00</p>
<p style="text-align: justify;">Camarote foyer e laterais 1º e 2º pisos = R$ 25,00</p>
<p style="text-align: justify;">Galeria Central e laterais = R$ 15,00</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=3845&type=feed" alt=" Yamandu Costa e Hamilton de Holanda"  title="Yamandu Costa e Hamilton de Holanda" />]]></content:encoded>
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		<title>Kleiton e Kledir</title>
		<link>http://poashow.com.br/2010/03/22/kleiton-e-kledir/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 17:33:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Local: Teatro São Pedro Data: 26, 27, 28 03/2010 Hora de Início: Dias 26 e 27 as 21h e dia 28 as 18h Dois grandes nomes da música brasileira voltam ao palco do Theatro São Pedro para mostrar um repertório de músicas consagradas e novidades do seu novo CD e DVD Autorretrato. Neste espetáculo, K&#38;K [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong><a rel="attachment wp-att-3710" href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/kleiton.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3710" title="kleiton" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/kleiton.jpg" alt="kleiton Kleiton e Kledir" width="400" height="338" /></a><br />
<strong>Local: </strong>Teatro São Pedro<br />
<strong>Data: </strong>26, 27, 28 03/2010<br />
<strong>Hora de Início: </strong>Dias 26 e 27 as 21h e dia 28 as 18h<br />
<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3709"></span><span style="font-size: 14px;"><span style="font-family: Arial;">Dois  grandes nomes da música brasileira voltam ao palco do Theatro São Pedro  para mostrar um repertório de músicas consagradas e novidades do seu  novo CD e DVD <em>Autorretrato. </em>Neste espetáculo, K&amp;K contam  histórias deliciosas e transformam cada música em uma viagem audiovisual  com universo próprio.</span></span></p>
<p><strong>Ingressos</strong></p>
<p>Plateia: R$ 70,00</p>
<p>Camarote Central: R$ 60,00</p>
<p>Camarote Lateral: R$ 50,00</p>
<p>Galeria Central: R$ 25,00</p>
<p>Galeria Lateral: R$ 25,00</p>
<p>Cadeira Extra:	R$ 60,00</p>
<p><strong>Descontos</strong>: 50% para sócios AATSP na estreia; 50% nos 100 primeiros ingressos para o titular do clube do assinante ZH, nos demais 20% para titular e acompanhante; 50% para estudantes mediante comprovação.</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=3709&type=feed" alt=" Kleiton e Kledir"  title="Kleiton e Kledir" />]]></content:encoded>
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		<title>Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro</title>
		<link>http://poashow.com.br/2009/12/19/nenhum-de-nos-canta-beatles-no-theatro-sao-pedro/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 03:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma homenagem especial a maior banda de todos os tempos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-11.jpg"><img class="size-full wp-image-2737 alignnone" title="Nenhum de Nós" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-11.jpg" alt="nenh 1 11 Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" width="450" height="303" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O  segundo fim de semana de dezembro foi marcado por uma homenagem especial,  preparada por uma grande banda gaúcha: o Nenhum de Nós apresentou,  em quatro seções, seu show em homenagem a maior banda de todo os tempos:  The Beatles. O Poa Show esteve presente no terceiro show, domingo às  18h.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase  pontualmente, o Nenhum de Nós sobe ao palco com “A Hard Day’s Night”  e “Can’t Buy Me Love”, que respeitaram os arranjos originais.  Destaque também para os timbres, excelentes, especialmente de baixo  e guitarra.</p>
<p style="text-align: justify;">Em  um breve discurso, o vocalista Tedhy Corrêa conta que a banda sempre  teve como referência os Beatles, e que, por diversas vezes, levantou  a idéia de fazer um show em homenagem aos ingleses. Contou ainda que  o comentário mais freqüente era “seria um sonho”. Concluiu dizendo  que o sonho estava se realizando ali, naquele final de semana.<span id="more-2726"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Veco  Marques deixou a guitarra por alguns momentos para tocar, em um Ukulele,  a introdução de “Something”. Após calorosos aplausos, a banda  executou a canção completa. Após uma versão belíssima de “While  My Guitar Gently Weeps” Thedy chamou todos a “inspirarem” juntos  no refrão de “Girl”. Para “Eleanor Rigby”, todos deixam o palco,  exceto Theddy, que cantou sozinho ao som da orquestração original.</p>
<p style="text-align: justify;">“O  sonho de toda banda que gosta dos Beatles é cantar com os Beatles.  Mas isso, infelizmente, é impossível. Com todos, pelo menos, é impossível.  A gente até ligou para o Ringo, mas&#8230; ele disse que estava ocupado.  A gente perguntou com o que. Ele não soube responder. (risos) Mas,  enfim, a gente conseguiu, com a ajuda da tecnologia, uma forma de cantar  com os Beatles.” E foi com inserções alternadas entre os vocais  originais com a voz de Tedhy Corrêa que o Nenhum de Nós tocou “With  a Little Help From My Friends”, do clássico disco “Sgt. Peppers  Lonely Hearts Club Band”.</p>
<p style="text-align: justify;">Novamente  a banda se retira, desta vez deixando apenas Veco Marques no violão  e João Vicente no Acordeon. A ótima versão instrumental para “All  My Loving” arrancou os aplausos mais fervorosos da noite e foi um  dos pontos altos da apresentação. Emocionante.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros  destaques foram as versões para “Lucy in The Sky With Diamonds”  e “All You Need Is Love”, que encerraram a primeira parte do set.</p>
<p style="text-align: justify;">Para  o bis, mais surpresas. Teddhy Correa volta sozinho para o palco. De  posse de um violão, executa sozinho o clássico “Yesterday”. Em  seguida, introduz: “Os Beatles foram geniais, em apenas 10 anos. Mas  cometeram também alguns excessos. Um deles, por exemplo, foi deixar  o Ringo cantar. Porque baterista é uma coisa que&#8230; até tem o seu  valor. Mas pra ficar ali&#8230;” neste momento, Sady Homrich adentra o  palco com barba e gorro de Papai Noel para cantar “Yellow Submarine”,  com Teddhy na bateria. Para encerrar, “Here Comes The Sun” e “Hey  Jude”, com todos os presentes entoando o clássico refrão.</p>
<p style="text-align: justify;">Após  pouco mais de uma hora e meia de show, a banda se despede, tendo deixado  em seus espectadores a certeza de que a apresentação foi pensada,  preparada e executada com muita competência e dedicação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por: </strong>Marcel Bittencourt</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fotos:</strong> <a href="http://www.flickr.com/fabianamenine" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Fabiana Menine</span></a></p>

<a href='http://poashow.com.br/2009/12/19/nenhum-de-nos-canta-beatles-no-theatro-sao-pedro/nenh-1/' title='Nenhum de Nós'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="nenh 1 150x150 Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" title="Nenhum de Nós" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/12/19/nenhum-de-nos-canta-beatles-no-theatro-sao-pedro/nenh-1-2/' title='Nenhum de Nós'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="nenh 1 2 150x150 Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" title="Nenhum de Nós" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/12/19/nenhum-de-nos-canta-beatles-no-theatro-sao-pedro/nenh-1-3/' title='Nenhum de Nós'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="nenh 1 3 150x150 Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" title="Nenhum de Nós" /></a>
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<a href='http://poashow.com.br/2009/12/19/nenhum-de-nos-canta-beatles-no-theatro-sao-pedro/nenh-1-15/' title='nenh-1-15'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="nenh 1 15 150x150 Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" title="nenh-1-15" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/12/19/nenhum-de-nos-canta-beatles-no-theatro-sao-pedro/nenh-1-14/' title='nenh-1-14'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="nenh 1 14 150x150 Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" title="nenh-1-14" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/12/19/nenhum-de-nos-canta-beatles-no-theatro-sao-pedro/nenh-1-12/' title='nenh-1-12'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/nenh-1-12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="nenh 1 12 150x150 Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" title="nenh-1-12" /></a>

<p style="text-align: center;">
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=2726&type=feed" alt=" Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro"  title="Nenhum de Nós Canta Beatles no Theatro São Pedro" />]]></content:encoded>
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		<title>Nenhum de Nós canta Beatles</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 18:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Data: 11,12,13/12 Local: Theatro São Pedro Hora de Início: Dia 11/12 e 12/12 as 21h, dia 13/12 as 18h e as 21h Ingressos: Platéia R$ 50, Camarote Central R$ 40, Camarote Lateral R$ 30, Galeria Central R$ 20, Galeria Lateral R$ 20, Cadeira Extra R$ 40. Bilheteria: Nos dias úteis das 13h às 18:30 (quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong></strong><img class="aligncenter" title="Nenhum de Nós" src="http://lh6.ggpht.com/wellington.1978/SEWe3WfXhtI/AAAAAAAAANw/MMpEzWTciHU/nenhum%20de%20nos_thumb%5B11%5D.jpg" alt="nenhum%20de%20nos thumb%5B11%5D Nenhum de Nós canta Beatles" width="497" height="275" /><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Data: </strong>11,12,13/12<br />
<strong>Local: </strong>Theatro São Pedro<br />
<strong>Hora de Início: </strong>Dia<strong> </strong>11/12 e 12/12 as 21h, dia 13/12 as 18h e as 21h</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-2614"></span></p>
<p><strong>Ingressos:</strong></p>
<p>Platéia R$ 50,</p>
<p>Camarote Central R$ 40,</p>
<p>Camarote Lateral R$ 30,</p>
<p>Galeria Central R$ 20,</p>
<p>Galeria Lateral R$ 20,</p>
<p>Cadeira Extra R$ 40.</p>
<p><strong>Bilheteria:</strong> Nos dias úteis das 13h às 18:30 (quando não há espetáculos noturnos) e das 13h até às 21h em dias de espetáculos à noite.  Aos Sábados, das 15h às 21h e nos Domingos das 15h às 18h.</p>
<p><strong>Informações:</strong> 3227 – 5100   (www.teatrosaopedro.com.br)</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=2614&type=feed" alt=" Nenhum de Nós canta Beatles"  title="Nenhum de Nós canta Beatles" />]]></content:encoded>
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		<title>O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 23:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
				<category><![CDATA[POA em Cena]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre em Cena]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Os presentes puderam sentir um pouco da atmosfera e riqueza que possui a música portuguesa, na voz de uma grande cantora brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1ex;">
<div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ac1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1512" title="Adriana Calcanhoto" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ac1.jpg" alt="ac1 O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto" width="315" height="210" /></a>Terça-feira foi  mais uma noite especial neste 16° Porto Alegre Em Cena em virtude  da apresentação de um projeto interessantíssimo, até o momento  apresentado uma única vez, há mais de dois anos: o espetáculo  “Qualquer coisa de intermédio” da cantora e compositora <strong>Adriana  Calcanhotto</strong>. Nele a temática portuguesa daria a tônica do show, seja  ela em forma de poesia ou canção. Originalmente foi baseada em textos  do poeta português Mario de Sá Carneiro, mas que, para este festival,  ganhou uma nova roupagem, ficando mais abrangente no  seu sentido lírico e musical.</p>
<p style="text-align: justify;">Tivemos no início da apresentação a leitura de um poema da época  dos trovadores portugueses, mas em forma cantada e num estilo meio canto  coral, que acabou por dar uma noção errada do que seria a apresentação.  Confesso ter achado que seria algo extremamente cansativo, visto que  aquele primeiro número teve quase dez minutos. Porém, mesmo continuando  por terras portuguesas, a apresentação entrou na temática dos textos  de Mário de Sá, que possuem uma aura muito pesada, sendo diretamente  este aspecto refletido nas canções que deram corpo aos poemas, destacando-se  a belíssima Quando eu morrer.<span id="more-1511"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O público aplaudia todas as canções e reagia de forma contida, como  quem já tivesse presenciado alguma apresentação da cantora e esperasse  por uma de suas canções famosas, mas nesse momento não fazia a mínima  ideia do que estava por vir, e de fato não poderia imaginar. Mesmo  tendo sido divulgado que a cantora portuguesa Mísia iria fazer uma  participação no show de Adriana, os presentes em grande parte, e aí  eu me incluo nessa parcela, não faziam a mínima noção do poderio  que tinha aquela voz. Ao som de O corvo,  Mísia sobe ao palco do Theatro São Pedro e faz todos ficarem boquiabertos  com sua exuberante voz. Essa música que originalmente é um fado se  transformou, para essa apresentação, em um samba, e o resultado parece  ter agradado a portuguesa, que ainda permaneceu no palco para cantar  mais uma do seu repertório, Paixões diagonais  e O outro, música de Adriana que contém no seu verso o título  que dá nome ao espetáculo, e que foi sua primeira aproximação com  a obra do poeta Mário de Sá Carneiro, há mais de dez anos.</p>
<p style="text-align: justify;">O palco então  foi deixado pelos músicos para que Mísia executasse à capela  a triste Lágrima, composição famosa  da portuguesa Amália  Rodrigues, levando os presentes a aplaudirem de maneira fortíssima  o talento dessa cantora, até agora, pouco conhecida no Brasil. Por  enquanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Adriana  Calcanhotto volta ao palco com os músicos, o clima do show começa  a mudar gradativamente. Atravessando o Atlântico e vindo parar em terras  brasileiras, tivemos uma música nova, mas que até agora só foi apresentada  ao vivo na sua última turnê, Poética do heremita  contou ainda com Adriana se arriscando em um cello, e o clássico  Os argonautas, de Caetano Veloso, Que no verso “&#8230; navegar é  preciso, viver não é preciso&#8230;” fez a transição para a temática  “brazuca” da apresentação. Logo após tivemos Tanto mar,  de Chico Buarque e o samba arrasta multidão Imperador do samba,  imortalizado na voz de Carmem Miranda.</p>
<p style="text-align: justify;">Era chegado o  fim do show, mas ainda havia tempo para um bis, na verdade três. Começando  pela única música que, diferente de todas as outras, não tinha nada  a ver com a proposta do show, Três,  do último álbum da cantora, seguida de O corvo, novamente com  participação de Mísia, que desta vez até arriscou uns passinhos  de samba junto com Adriana. E quando todos já aplaudiam de pé achando  que o espetáculo findara, foram surpreendidos por mais uma canção,  muito misteriosa, pelo menos pra mim, pois fui à procura de descobrir  que música era aquela e não teve jeito, não achei nada. Seria uma  composição nova?</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, e por falar  em novidades: Adriana adiantou, em primeira mão, que tinha terminado  a gravação de um segundo disco Partimpim dois dias antes desse espetáculo.  Ela comentou que sua assessora de imprensa não gostaria nada daquele  comentário, mas não teve jeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final  da apresentação todos pareciam ter saído de alma lavada daquela singular  apresentação da cantora, mas é ela mesma quem melhor define esta  noite: “Estamos  muito felizes de ter recebido este convite do Em Cena para apresentar  este espetáculo, pois passamos um bom tempo idealizando-o para apresentarmos  uma única noite e depois tudo se acabar.” E nós, gaúchos, tivemos a oportunidade de presenciar um show belíssimo, que mesmo não contando  com nenhum hit da cantora, soou em vários momentos bem mais espontâneo  e envolvente que suas apresentaçõs habituais e ainda por cima conseguiu  fazer com que os presentes  pudessem sentir um pouco da atmosfera e riqueza que possui a música  portuguesa, na voz de uma grande cantora brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por:</strong> Ângelo Borba</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fotos: </strong>Luciano Lanes/PMPA</p>

<a href='http://poashow.com.br/2009/09/18/o-espetaculo-%e2%80%9cqualquer-coisa-de-intermedio%e2%80%9d-de-adriana-calcanhotto/ac5/' title='Adriana Calcanhoto'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ac5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ac5 150x150 O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto" title="Adriana Calcanhoto" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/09/18/o-espetaculo-%e2%80%9cqualquer-coisa-de-intermedio%e2%80%9d-de-adriana-calcanhotto/ac4/' title='Adriana Calcanhoto'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ac4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ac4 150x150 O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto" title="Adriana Calcanhoto" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/09/18/o-espetaculo-%e2%80%9cqualquer-coisa-de-intermedio%e2%80%9d-de-adriana-calcanhotto/ac3/' title='Adriana Calcanhoto'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ac3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ac3 150x150 O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto" title="Adriana Calcanhoto" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/09/18/o-espetaculo-%e2%80%9cqualquer-coisa-de-intermedio%e2%80%9d-de-adriana-calcanhotto/ac2/' title='Adriana Calcanhoto'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ac2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ac2 150x150 O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto" title="Adriana Calcanhoto" /></a>
<a href='http://poashow.com.br/2009/09/18/o-espetaculo-%e2%80%9cqualquer-coisa-de-intermedio%e2%80%9d-de-adriana-calcanhotto/ac1/' title='Adriana Calcanhoto'><img width="150" height="150" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/ac1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ac1 150x150 O espetáculo “Qualquer coisa de intermédio” de Adriana Calcanhotto" title="Adriana Calcanhoto" /></a>

<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></div>
</div>
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		<title>Porto Alegre em Cena &#8211; Le Grand Inquisiteur</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 16:25:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
				<category><![CDATA[POA em Cena]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre em Cena]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Os irmãos Karamazov, romance essencial na literatura ocidental escrito pelo russo Féodor Dostoievski ganha um destaque bastante especial nesta 16ª edição do festival.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/le_grand_inquisiteur.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1466" title="Le Grand Inquisiteur" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/le_grand_inquisiteur.jpg" alt="le grand inquisiteur Porto Alegre em Cena   Le Grand Inquisiteur" width="224" height="329" /></a>Os  dias chuvosos marcaram essa primeira semana do Porto Alegre Em Cena.  Mais uma vez, apesar das intempéries, o Theatro São Pedro estava lotado.  Mais uma vez, Patrice Chéreau. Mais uma vez? Não. Todas às vezes  são únicas, extraordinárias (mesmo que no sentido denotativo). E  nesta temporada tivemos Patrice Chéreau em dose dupla: dirigindo o  espetáculo La Douleur, apresentado semana passada neste mesmo  teatro, e dirigindo e atuando em <em>Le Grand Inquisiteur</em>, peça  extraída da obra “<em>Os irmãos Karamazov</em>”, de Dostoievski.</p>
<p style="text-align: justify;">A  história pode não ser novidade para alguns, tanto aqueles que leram  a obra como quem assistiu à montagem na edição anterior do Em  Cena. O fato é que, como muitos daquela imensa platéia, não  tive a oportunidade de assisti-la ano passado, já que seus ingressos  se esgotaram nos primeiros minutos de venda. Assim, mesmo que esse texto  pareça piada repetida, permitam-me expressar minhas humildes impressões  de um espetáculo tão aguardado.</p>
<p style="text-align: justify;">Cenário  simplista parece ser característico das montagens dirigidas por Chéreau.  Assim como em La Douleur, no palco estão apenas uma ampla mesa  e cadeiras, o resto fica por conta dos atores. Patrice entra sem cena  sem figurino ou qualquer adorno em especial, apenas com o roteiro do  espetáculo nas mãos, rasurado com diversos apontamentos. Sim, ele  lê as falas. Não o tempo todo, mas com certa freqüência. Alguns  comentários que escutei na saída do teatro falavam em despreparo (?!).  Ora, convenhamos, despreparo não parece ser o melhor argumento para  explicar a presença do roteiro em cena. Lembremos que a peça é uma  leitura, o que justifica o texto em mãos. O que se deveria avaliar  é a carga dramática que o ator/diretor emprega na leitura, e não  se ele decorou todas as palavrinhas. <span id="more-1465"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Leituras  sobre a leitura à parte, vamos à peça: o texto começa falando sobre  maldade e sofrimento. Crianças barbaramente maltratadas, despedaçadas  por cães, cavalos açoitados incessantemente. O sofrimento é inerente  à vida, mas quando atinge inocentes, é incompreensível.</p>
<p style="text-align: justify;">Partindo  dessa ideia, desenrola-se a Lenda do Grande Inquisidor. Na Sevilha do  século XVI, centenas de hereges queimavam em fogueiras pelas praças  da cidade, vítimas da Inquisição. Eis que, por entre sofrimentos  solitários e a vida que prossegue normalmente, surge a figura de Cristo,  logo reconhecida entre os populares. A multidão que se forma para vê-lo  de perto e presenciar seus milagres chama a atenção do inquisidor  local, um cardeal nonagenário que imediatamente ordena a prisão de  Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">No  cárcere, o inquisidor logo profere: Jesus será executado na manhã  seguinte. Diante do silêncio angustiante do prisioneiro, seu juiz faz  revelações que, mesmo os mais rasos entendedores, sentir-se-iam atingidos  em algumas de suas mais concretas convicções.</p>
<p style="text-align: justify;">A  figura do cardeal, enquanto representante da Igreja, expõe princípios  da moral cristã de maneira clara e direta, evidenciando sua função  controladora e ordenadora. Didaticamente, o texto explica como dogmas  religiosos são forjados com o intuito de manter seus cordeiros obedientes  e juntos ao rebanho.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo  o ser humano rebelde por natureza, seria necessário cercear sua liberdade,  sendo esta perigosa para a manutenção da ordem. Daí é  feita a distinção entre o pão terreno (fé, mistério, obediência,  servilismo, medo) e o pão celeste (liberdade, livre-arbítrio, amor).  E deste pão terreno se alimentavam os homens na Espanha inquisitorial.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante  da fragilidade e insignificância humana, o governo deveria ser exercido  pelos fortes, por aqueles que se diferenciam da regra, àqueles que  abandonaram Cristo para servir a ele (diabo). Seu governo se fundamentava  em explorar as fraquezas mais manifestas dos homens: sua necessidade  de crer veementemente em algo que explique, mesmo que metafisicamente,  aquilo que ignora; sua ânsia de encontrar algo em que todos acreditam,  de se sentir pertencente; sua acomodação; seu receio em tomar em suas  mãos o destino de sua vida; seu medo de sofrer.</p>
<p style="text-align: justify;">A  resposta da Igreja a todas essas inquietações se resume ao milagre,  ao mistério e ao domínio. Assim, guiando suas vidas e tomando decisões  em nome de deus e dos homens, esta instituição garantiria a felicidade  da humanidade. Uma felicidade cega, submissa como uma criança, livre  das angústias mais prementes, perfeita.</p>
<p style="text-align: justify;">Através  da Lenda do Grande Inquisidor, Dostoievski explora a temática existencialista,  criticando enfaticamente não apenas as religiões, mas a própria religiosidade,  responsável por aprisionar a alma criativa e crítica dos indivíduos.  Preceitos religiosos e morais são postos em xeque numa situação inusitada:  durante o interrogatório do réu, quem confessa é o juiz. E suas confissões  são nítidas, sem meias palavras, como um desabafo orgulhoso e triunfante.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar  de escrito há 130 anos, o texto impressiona por sua contemporaneidade,  visto que nem toda racionalidade e conhecimento frearam o poder devastador  do fanatismo religioso (dos homens-bomba à proibição do uso da camisinha)  e a descrença na autonomia humana. Talvez parte do público tenha saído  do teatro apenas satisfeito por ter assistido a uma peça internacional,  criticando o “despreparo” de Chéreau, sem ser atingido por sua  mensagem. Acontece. Mas entre o pão terrestre e o pão celeste, fico  com o segundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por:</strong> Aline Kassick Cadaviz</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Foto:</strong> Divulgação</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1465&type=feed" alt=" Porto Alegre em Cena   Le Grand Inquisiteur"  title="Porto Alegre em Cena   Le Grand Inquisiteur" />]]></content:encoded>
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		<title>Porto Alegre em Cena &#8211; La Douleur</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 18:04:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[POA em Cena]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro São Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto de Marquerite Duras, relata os dias de angústia e dor vividos por ela nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, enquanto espera por alguma notícia sobre seu marido preso em um campo de concentração nazista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><a rel="attachment wp-att-1424" href="http://poashow.com.br/2009/09/12/porto-alegre-em-cena-la-douleur/le/"><img class="alignleft size-full wp-image-1424" title="la" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/le.jpg" alt="le Porto Alegre em Cena   La Douleur" width="307" height="204" /></a>Na chuvosa noite de sexta-feira (11/09), a imensa fila que sinuosamente preenchia o átrio do Theatro São Pedro era um forte indício de quão esperada era aquela última apresentação de La Douleur.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">Quando finalmente entramos, deparamo-nos com a atriz Dominique Blanc já no palco, de costas para o público e imóvel, integrada harmonicamente a um cenário minimalista, composto de uma fileira de cadeiras, de um lado do palco, e uma mesa com cadeiras e uns poucos objetos, do outro. O “vazio” daquele palco, também sem as tradicionais cortinas pretas que cobrem seu fundo (em função da projeção das legendas), precisava ser preenchido de alguma forma, e foi.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">O belo texto de Marquerite Duras, escrito na forma de diário, relata os dias de angústia e dor (douleur) vividos por ela nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, enquanto espera por alguma notícia sobre seu marido, Robert L., preso em um campo de concentração nazista.<span id="more-1422"></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">O comovente relato perpassa todos os seus pensamentos, suas fantasias, num exercício constante de imaginar o que possa ter acontecido a seu marido: ele poderia bater à porta a qualquer momento; poderia estar morto em uma vala (como milhares, e ainda assim sozinho); qual teria sido seu último pensamento&#8230; O que fica evidente é a aflição da espera, ela é a razão maior de seu sofrimento. Prefere a dor da certeza, pois esta apaziguaria a tortura do desconhecimento.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">Na França libertada do jugo nazista, a vida vai voltando ao normal, as pessoas voltam a andar calmamente pelas ruas e o presidente, Charles De Gaulle, sente-se a vontade de proferir a frase que Duras classifica como criminosa: “Os dias de choro passaram, os dias de glória voltaram”. Não para milhares de pessoas.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">Peregrinava à estação Orsay, onde regressavam os deportados, em busca de seus nomes. Divulgava-os através de um jornal aos familiares que, como ela, penavam a procura de notícias. Mas o nome que tanto esperava insistia em não aparecer.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">Quando predominavam em seu imaginário as cenas e circunstâncias da morte de Robert L., eis que finalmente o telefone, que tantas vezes, sentada no divã, esperou tocar, toca. Recebe a notícia tão aguardada e já desacreditava, seu marido estava vivo, mas muito enfraquecido e doente.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">Segue então o relato da espera pelo retorno do marido e a aflição pelas notícias nada animadoras sobre seu estado de saúde. O reencontro é marcado pelo choque de deparar-se com um homem transformado, tanto física como psicologicamente, só reconhecendo-o pelo sorriso em seus olhos.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">Durante 17 dias, Robert L. lutou contra a morte. Ao final, a febre cede, a disenteria começa a dar sinais de recuo, seu organismo se recupera lentamente. E assim, termina o texto, não com um “felizes para sempre”, mas com o fim de dias de angustiante espera e a recuperação de uma vida já desenganada, que mesmo em deplorável estado, era o que Duras tinha de mais belo e mais amado.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;">Um maravilhoso espetáculo, brilhantemente protagonizado por Dominique Blanc e dirigido por Thierry Thieu Niang e Patrice Chéreau (que, aliás, estava no camarote ao lado do meu, pena o meu francês ser muito amador) que nos mostra como a tão propalada civilização européia, berço da racionalidade e da “raça superior” foi capaz de protagonizar cenas de pura perversidade e insensibilidade, demonstrada também pelos aliados.</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"><strong>Por:</strong> Aline Cadaviz</p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"><strong>Foto: </strong>Divulgação</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1422&type=feed" alt=" Porto Alegre em Cena   La Douleur"  title="Porto Alegre em Cena   La Douleur" />]]></content:encoded>
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		<title>Francis Hime e Geraldo Flach</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 13:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Festival de Inverno deste ano nos proporcionou um momento muito especial e inédito: o encontro de dois talentosíssimos músicos nacionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/Francis1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1015" title="Francis e Geraldo" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/Francis1.jpg" alt="Francis1 Francis Hime e Geraldo Flach" width="320" height="240" /></a>O Festival de Inverno deste ano nos proporcionou um momento muito especial e inédito: o encontro de dois talentosíssimos músicos nacionais, Francis Hime e Geraldo Flach. Os dois se conheceram anos atrás em uma apresentação que o pianista gaúcho fez no Rio de Janeiro, e que no seu repertório constava uma composição de Francis. Após o término da apresentação, por uma incrível coincidência, Geraldo descobriu que o compositor estava na platéia. Ali deu-se início a uma amizade que dura até hoje, e foi coroada com uma belíssima noite no teatro São Pedro, a qual vou tentar descrever para vocês.<br />
A noite começara com Geraldo Flach ao piano sendo acompanhado por Fernando do Ó na percussão, fazendo um trabalho fantástico, imprimindo muita vivacidade às músicas que Geraldo apresentava. Foi um set curto, que serviu para apresentar seu trabalho para os mais desavisados, como este que vos escreve, e preparar o terreno para seu ilustre convidado.<br />
Todos os presentes puderam admirar o talento deste compositor, que mostrou alguns números de sua autoria e  ainda desfilou, em formato de “pout-pourri”, músicas consagradas por grandes nomes da nossa música, como foi o caso de Capoeira, de Baden Powel.<br />
Passados cerca de 30 minutos, sobe ao palco do teatro, este que é um dos mais consagrados compositores da música popular Brasileira: Francis Hime. O currículo deste homem é invejável, já teve músicas gravadas por praticamente todos o cantores/compositores de renome no cenário nacional, e vão desde Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Giberto Gil, Cartola, Roberto Carlos e mais uns 10, 20,30, sei lá, é de perder a conta. É daqueles artistas que todo mundo já ouviu uma música sua, mas muitas vezes nem sabe.<span id="more-1017"></span><br />
Francis se dirigiu ao piano ao som de Meu Caro Amigo, composta em parceria com Chico Buarque e que Geraldo tocava para receber este caro amigo, com o perdão do trocadilho, mas é que o intuito dos dois era este. Depois de uma rápida apresentação, voltam a toca-lá, só que agora com direito a letra, cantada por Francis. O segundo número ficou por conta de Trocando em miúdos, outra parceria com Chico e que emocinou os presentes com uma bela interpretação pelos dois pianistas.<br />
Agora sozinho no palco com seu belo piano, Francis tocou várias composições suas em parceria com outros nomes de nossa música, e que estão no último disco do artista, Àlbum musical n° 2, que privilegia os “lados-b” de sua carreira. Destacaram-se deste repertório a parceria com Gilberto Gil em Carro de boi dourado, que no CD é interpretada por Lenine, e nesta noite ganhou uma versão muito bonita de Francis, que não é um exímio cantor, mas garante bem a voz nas suas composições. Outro destaque ficou com a primeira parceria entre Francis e Vinícius de Moraes em Saudade de amar, que como contou o compositor, foi selada há décadas, no ponto de encontro da boêmia músical carioca, o lendário bar do Antônio. Certa noite, Vinícius escreveu uma letra num guardanapo e deu de presente a Francis, para que musicasse. O resultado não poderia ser menos que belo. Esta foi outra que emocionou o público do teatro.<br />
Sempre esbanjando simpatia e apresentando cada uma de suas músicas e sua respectiva história, Francis ainda nos presenteou com mais duas composições que tem histórias interessantes, como é o caso de Lindalva que foi composta na época da ditadura e como tantas outras foi proibida, mas neste caso, não foi por ter alguma mensagem politicamente subversiva, mas por conter o verso “nua em pelo”. Acabou que na gravação saiu sem esta “terrível” frase. Agora, anos mais tarde, foi regravada no seu recente álbum e cantada por seu também parceiro, Paulinho Moska. Ah, e com direito a temida frase, “nua em pelo”. O outro caso a que me referia foi o de uma composição sua e com letra de uma das mais queridas atrizes do nosso país, Viajante das almas traz  Fernanda Montenegro para o campo da música,  narrando as dificuldades e prazeres da profissão de artista.<br />
Para o fim da apresentação os dois músicos se juntam a Francis e executam aquele que é o maior sucesso da carreira do compositor: Vai Passar anima os presentes com seu ritmo carnavalesco e sua bela letra.<br />
Ao término do show todos saíram com a sensação de que a parceria entre estes dois conspícuos compositores demorou muito para acontecer, mas por sorte nossa ela se iniciou aqui. Agora só falta esta parceria se estender para a área da composição, aí sim, ficaria completa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por:</strong> Angelo Borba</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fotos:</strong> Camila Zuchetto</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1017&type=feed" alt=" Francis Hime e Geraldo Flach"  title="Francis Hime e Geraldo Flach" />]]></content:encoded>
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		<title>Tangos e Tragédias</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 18:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poashow</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Noite de quarta-feira e um dos espetáculos mais tradicionais do teatro gaúcho estréia mais uma vez na capital. Sim, estréia mais uma vez, pois nada mais tradicional no mês de janeiro do que a temporada de Tangos e Tragédias no Theatro São Pedro. A abertura ficou a cargo de Norminha Duval, violonista que levou o [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>Noite de quarta-feira e um dos espetáculos mais tradicionais do teatro gaúcho estréia mais uma vez na capital. Sim, estréia mais uma vez, pois nada mais tradicional no mês de janeiro do que a temporada de Tangos e Tragédias no Theatro São Pedro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/2009/01/nor.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-82" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Norminha" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/2009/01/nor.jpg" alt="nor Tangos e Tragédias " width="250" height="167" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A abertura ficou a cargo de Norminha Duval, violonista que levou o prêmio Açorianos de melhor instrumentista em 2008. O detalhe pertinente é que Amelinha tem 70 anos e toca com técnica apurada e disposição juvenil. Apenas 15 minutos, mas bastaram para que a jovem senhora ganhasse fãs.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>Menos de um minuto depois as luzes se apagam e entram em cena as estrelas da noite: Kraunus Sang (Hique Gomes &#8211; violino) e Maestro Pletzkaya (Nico Nicolaiewski &#8211; acordeon e piano) adentram o palco a abrem com &#8220;Desgrazzia ma non troppo&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&#8220;Eu gostaria de dedicar esse &#8220;xô&#8221;, como a gente sempre faz, a todos os artistas. Mas esse, especialmente, esse &#8220;xô&#8221; da estréia, aos portoalegrenses&#8221;, disse um sorridente Pletzkaya.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>A partir dali, o repertório do show, que não muda nunca e é um sucesso há 26 anos, era o que menos importava. &#8220;O Drama de Angélica&#8221;, &#8220;O trágico amor de Marcelo por Roberta&#8221;, &#8220;Romance de uma Caveira&#8221; e &#8220;Ana Cristina&#8221; levantaram o teatro e ganharam o coro dos presentes.<span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>Os dois clássicos folclóricos da Sbornia não poderiam faltar: &#8220;Aquarela da Sbornia&#8221; e &#8220;Copérnico&#8221;. Neste momento, este redator foi gentilmente convidado a dançar no palco do Theatro São Pedro. Relutante no primeiro momento, fui convencido por Kraunus. <a href="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/2009/01/dois.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-83" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Tangos e Tragédias" src="http://poashow.com.br/wp-content/uploads/2009/01/dois.jpg" alt="dois Tangos e Tragédias " width="250" height="167" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>Também houve espaço para releituras. Historicamente a dupla apresenta alguma peça do cenário pop na roupagem do Tangos. &#8220;Roxanne&#8221;, do Police, &#8220;Meu Erro&#8221;, dos Paralamas do Sucesso e &#8220;Minha Alma&#8221;, do Rappa, foram algumas obras escolhidas anteriormente. Na noite da estréia, a escolhida foi &#8220;Epitáfio&#8221;, dos Titãs. Encerraram com &#8220;Eleven&#8217;s Train&#8221;, versão tragicômica de &#8220;Trem das Onze&#8221;, de Adoniran Barbosa, não sem antes, claro, sair até o hall de entrada do teatro, onde prontamente atenderam todos os fãs presentes.<span id="more-81"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>Tangos e Tragédias é sucesso há 26 anos e será até que Hique e Nico decidam pendurar a gaita e o violino. Apesar de defenderem que seu sucesso deve-se a falta de memória do nosso povo, acho que é justo e necessário registrar que o principal motivo para tal ainda é a competência, a alegria e a paixão com que esses artistas nos brindam.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>Se você não foi, vá. Se foi, vá de novo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>A gente recomenda.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>Agredecimentos a Marilourdes e toda a equipe do Escritório de Produção.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Por: Marcel Bittencourt</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Fotos: Fabiana Menine</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Theatro São Pedro | 07 de janeiro de 2009|</p>
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		<title>Bebeto Alves</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 18:17:38 +0000</pubDate>
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<p class="western" style="text-align: justify;"><span> </span>Dia de Domingo, levantar às 7h para ver um show do Bebeto Alves que estava marcado para às 11h em Porto Alegre, tem preço: 1 kg de alimento não perecível. Claro que este é um valor simbólico, ainda mais se considerarmos que estamos falando de um dos artistas mais talentosos da musica gaúcha, que tem seu lugar garantido na história da musica brasileira, mas que não é proporcionalmente revertido em destaque na cena atual. Como tantos outros artistas de sua época. Mas “a gente vai levando” e Bebeto também, e muito bem, diga-se de passagem.<span id="more-58"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>O show foi uma pequena mostra de faixas do novo CD, Devoragem e marcava o fim da edição 2008 dos concertos populares promovidos pelo Theatro São Pedro e sua Orquestra de Câmara, que reúne artistas de diferentes vertentes da nossa musica, ganhando versões orquestradas de suas obras, uma bela iniciativa, por sinal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Soa a campainha, músicos à postos, da-se inicio a apresentação com uma composição de Edu Martins: sem parar (sinfonia em dó menor), que serviu de introdução para o espetáculo. Vale a pena ressaltar que Edu é um artista Paulista em “retiro” por Porto Alegre, para a composição de dois álbuns, um de musica instrumental e outro de canções, a ser lançado em breve. Terminado o ato, entra em cena Bebeto, que inicia seu set com a musica <strong>Canos, </strong>acompanhado pela orquestra. Logo após emenda <strong>Milonga de paus </strong>do disco homônimo, e que já tinha ganhado uma versão para cordas da Orquestra Unisinos, no trabalho <em>Paralelo Trinta: Ontem e Hoje, </em>assim como a terceira musica do espetáculo, <strong>Que se passa. </strong>Nesta ele traz ao palco o parceiro e arranjador Vagner Cunha, para acompanha-lo ao violino.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O espetáculo segue com uma porção de musicas de todos os períodos da carreira de Bebeto como, <strong>Ruas, </strong>parceria com Totonho Villeroy e <strong>Mais uma canção, </strong>feita por ele e Fernando Corona e gravada no disco que reuniu Bebeto Alves, Totonho, Nelson Coelho de Castro<strong> </strong>e Gelson Oliveira. Já que a apresentação era mais uma “celebração das amizades”, nas palavras de Bebeto, nada mais normal do que chamar ao palco a banda que o acompanhou no disco <em>Blackbagualnogovéio, </em>para a execução de <strong>Por lá frontera, </strong>e que depois permaneceriam no palco até o fim da celebração.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Um dos momentos mais bonitos do show foi quando subiu ao palco Nelson Coelho de Castro para dividir voz e violão em uma canção de sua escolha, do primeiro disco de Bebeto Alves, chamada <strong>Raiar, </strong>e que foi muito ovacionada pelo publico presente. Do disco novo ainda tivemos a presença de <strong>Globalizacíon, tchau! </strong>e <strong>O demolidor. </strong>Todas mostrando em grande estilo o vigor criativo de Bebeto, que não adormeceu com o tempo, pelo contrário, foi se reinventando sem perder um décimo de sua habitual qualidade. E para terminar, não poderiam ficar de fora dois de seus maiores sucessos, <strong>Depois da chuva </strong>e <strong>Pegadas,</strong> em versões com muita energia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Muito importante ressaltar que esta apresentação estava sendo gravada para um futuro DVD, por causa disso 4 músicas do roteiro que tinham apresentado problemas técnicos<span style="text-decoration: underline;"> </span>em suas execuções foram tocadas novamente, e o que muita gente pode não saber, mas trata-se de um artifício muito recorrente na gravação de materiais ao vivo. Foi bonito ver a grande maioria do público permanecendo em seus lugares, mesmo com o avançado da hora, e de estômago vazio.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Agora é esperar para ver o resultado deste registro, mais do que merecido por este grande artista e esperado por seus admiradores.</p>
<p><!--[endif]--></p>
<p><strong>Por: Ângelo Borba</strong></p>
<p>Teatro São Pedro |14 de dezembro de 2008|</p>
<img src="http://poashow.com.br/?ak_action=api_record_view&id=58&type=feed" alt=" Bebeto Alves"  title="Bebeto Alves" />]]></content:encoded>
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