Francis Hime e Geraldo Flach
O Festival de Inverno deste ano nos proporcionou um momento muito especial e inédito: o encontro de dois talentosíssimos músicos nacionais, Francis Hime e Geraldo Flach. Os dois se conheceram anos atrás em uma apresentação que o pianista gaúcho fez no Rio de Janeiro, e que no seu repertório constava uma composição de Francis. Após o término da apresentação, por uma incrível coincidência, Geraldo descobriu que o compositor estava na platéia. Ali deu-se início a uma amizade que dura até hoje, e foi coroada com uma belíssima noite no teatro São Pedro, a qual vou tentar descrever para vocês.
A noite começara com Geraldo Flach ao piano sendo acompanhado por Fernando do Ó na percussão, fazendo um trabalho fantástico, imprimindo muita vivacidade às músicas que Geraldo apresentava. Foi um set curto, que serviu para apresentar seu trabalho para os mais desavisados, como este que vos escreve, e preparar o terreno para seu ilustre convidado.
Todos os presentes puderam admirar o talento deste compositor, que mostrou alguns números de sua autoria e ainda desfilou, em formato de “pout-pourri”, músicas consagradas por grandes nomes da nossa música, como foi o caso de Capoeira, de Baden Powel.
Passados cerca de 30 minutos, sobe ao palco do teatro, este que é um dos mais consagrados compositores da música popular Brasileira: Francis Hime. O currículo deste homem é invejável, já teve músicas gravadas por praticamente todos o cantores/compositores de renome no cenário nacional, e vão desde Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Giberto Gil, Cartola, Roberto Carlos e mais uns 10, 20,30, sei lá, é de perder a conta. É daqueles artistas que todo mundo já ouviu uma música sua, mas muitas vezes nem sabe. Leia mais
Tangos e Tragédias
Noite de quarta-feira e um dos espetáculos mais tradicionais do teatro gaúcho estréia mais uma vez na capital. Sim, estréia mais uma vez, pois nada mais tradicional no mês de janeiro do que a temporada de Tangos e Tragédias no Theatro São Pedro.
A abertura ficou a cargo de Norminha Duval, violonista que levou o prêmio Açorianos de melhor instrumentista em 2008. O detalhe pertinente é que Amelinha tem 70 anos e toca com técnica apurada e disposição juvenil. Apenas 15 minutos, mas bastaram para que a jovem senhora ganhasse fãs.
Menos de um minuto depois as luzes se apagam e entram em cena as estrelas da noite: Kraunus Sang (Hique Gomes – violino) e Maestro Pletzkaya (Nico Nicolaiewski – acordeon e piano) adentram o palco a abrem com “Desgrazzia ma non troppo”
“Eu gostaria de dedicar esse “xô”, como a gente sempre faz, a todos os artistas. Mas esse, especialmente, esse “xô” da estréia, aos portoalegrenses”, disse um sorridente Pletzkaya.
A partir dali, o repertório do show, que não muda nunca e é um sucesso há 26 anos, era o que menos importava. “O Drama de Angélica”, “O trágico amor de Marcelo por Roberta”, “Romance de uma Caveira” e “Ana Cristina” levantaram o teatro e ganharam o coro dos presentes.
Os dois clássicos folclóricos da Sbornia não poderiam faltar: “Aquarela da Sbornia” e “Copérnico”. Neste momento, este redator foi gentilmente convidado a dançar no palco do Theatro São Pedro. Relutante no primeiro momento, fui convencido por Kraunus. 
Também houve espaço para releituras. Historicamente a dupla apresenta alguma peça do cenário pop na roupagem do Tangos. “Roxanne”, do Police, “Meu Erro”, dos Paralamas do Sucesso e “Minha Alma”, do Rappa, foram algumas obras escolhidas anteriormente. Na noite da estréia, a escolhida foi “Epitáfio”, dos Titãs. Encerraram com “Eleven’s Train”, versão tragicômica de “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa, não sem antes, claro, sair até o hall de entrada do teatro, onde prontamente atenderam todos os fãs presentes. Leia mais
Bebeto Alves
dezembro 18, 2008
Categoria Reviews
Dia de Domingo, levantar às 7h para ver um show do Bebeto Alves que estava marcado para às 11h em Porto Alegre, tem preço: 1 kg de alimento não perecível. Claro que este é um valor simbólico, ainda mais se considerarmos que estamos falando de um dos artistas mais talentosos da musica gaúcha, que tem seu lugar garantido na história da musica brasileira, mas que não é proporcionalmente revertido em destaque na cena atual. Como tantos outros artistas de sua época. Mas “a gente vai levando” e Bebeto também, e muito bem, diga-se de passagem. Leia mais




