GloboNews: Comentarista é corrigida ao vivo após usar termo 'denegrir'

GloboNews: Comentarista é corrigida ao vivo após usar termo 'denegrir'

A jornalista Carolina Cimenti foi corrigida ao vivo durante o ” em Pauta” exibido hoje. Ela usou o termo “denegrir” ao comentar sobre Damien Abad, ministro recém-nomeado pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

Abad enfrenta acusações de estupro de diferentes mulheres desde 2012, informou a jornalista. Carolina reforçou a importância do tema e disse que o assunto perde constância por “vir impregnado de acusações, como campanhas usadas para ‘denegrir’ imagens de pessoas”.

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A fala rapidamente chamou a atenção do apresentador Marcelo Cosme, que esperou o término do comentário para fazer a correção.

“Nós cometemos escorregões às vezes, e precisamos lembrar para não acontecer. Você usou uma palavra que não usamos mais: denegrir. Como nós temos essa liberdade, quis chamar sua atenção para você poder se desculpar e não comentarmos mais sobre isso”, disse Marcelo.

“Não se usa mais essa palavra. Queria dizer que é como se as acusações ‘diminuíssem’ ou ‘manchassem’ a imagem deste homem. Usei uma palavra que é claramente racista, peço perdão”, respondeu Carolina.

Marcelo Cosme agradeceu à colega antes de encerrar o assunto. “Estamos aqui para isso”, destacou.

Termo ‘denegrir’ é racista?

Para quem aponta o racismo no termo, .

Diferentemente de outros termos racistas que costumavam fazer parte do vocabulário corriqueiro, como “mulata” ou “serviço de preto”, a história de “denegrir” não está diretamente ligada à escravidão, mas isso não significa que não seja racista.

A DPU (Defensoria Pública da União) explicou, em sua conta oficial no Twitter, o porquê algumas expressões são consideradas de cunho racista.

Muitas dessas expressões associam a palavra negro ou preto a coisas ruins. Já outras, como “inveja branca”, fazem boas associações às pessoa de pele clara. Recentemente, uma jornalista se desculpou ao vivo por usar a palavra “denegrir”, quando poderia ter usado outro termo.

— Defensoria Pública da União – DPU (@dpuoficial)

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