Oficinas integram pessoas com e sem deficiência em São José

João Paulo Sardinha


Fundação Cultural Cassiano Ricardo

A arte a serviço de todos. Em São José dos Campos, as oficinas culturais são importantes ferramentas para inclusão de crianças, jovens e adultos com deficiência.

Casas de cultura, espalhadas por todas as regiões de São José dos Campos, são territórios que garantem a participação e o protagonismo das pessoas com deficiência.

Para isso, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo oferece apoio necessário para que os inscritos possam participar de atividades em diferentes linguagens artísticas (música, dança, teatro, circo, cultura digital, economia criativa, gestão cultural, entre outras).

Um exemplo disso está na Casa de Cultura Chico Triste, região leste de São José, onde alunos PCDs estão matriculados em aulas como violão, dança e teatro.

Superação

Tiago Rodolfo Valentim de Oliveira, de 41 anos, é a superação em pessoa. Nas aulas de violão, demonstra força de vontade, alegria e dedicação. Nunca falta às atividades na casa.

“As oficinas mudaram a minha vida, porque a gente se sente bem mais incluído. Já fiz coral aqui por um ano. Agora, estou em outra aula e aprendendo bastante”, disse Tiago.

Tiago Rodolfo participa das aulas de violão na Casa de Cultura | Foto: Paullo Amarall / FCCR

Rosa Aparecida Vitulio, de 59 anos, é frequentadora assídua da Casa de Cultura Chico Triste há muito tempo. Dedica-se, principalmente, às aulas de dança.

“O professor tem maior carinho com a gente. Enquanto dançamos, ele fica: ‘Rosa, faz assim’. É muito divertido fazer aula aqui”, afirmou.

A dança foi a modalidade artística escolhida por Rosa Vitulio | Foto: Paullo Amarall / FCCR

Acompanhamento

Coordenadora da Casa de Cultura Chico Triste, Renata Guimarães percebe diariamente o avanço dos participantes. Ela acompanha de perto cada caso, conhece as famílias e o histórico dos matriculados.

Renata se sente parte da mudança positiva na rotina da comunidade. “A cultura, a arte e a educação são agentes transformadores. Aqui, também é um espaço de lazer para todos eles. E esse acolhimento, essa receptividade e essa troca nos fazem perceber que o caminho é esse”, afirma Renata.

A coordenadora faz questão de manter diálogo com os responsáveis pelos alunos. “Por ligação, conheci a Renata. Ela acolheu a gente muito bem”, conta a dona Raquel, mãe de Nicolas Cauan da Silva Costa, de 16 anos, aluno de violão e teatro.

Inclusão e diálogo fazem parte da integração dos alunos nas oficinas artísticas | Foto: Paullo Amarall / FCCR

Acolhimento

Uma das alunas que elogiam esse acolhimento é Elaine Cristiane Ricota Figueiredo, de 49 anos, que chegou à casa há três anos, logo após o falecimento da mãe.

Faz culinária brasileira e dança de salão. “Muitas pessoas não sabem, mas muitos lugares ainda não aceitam [alunos PCDs]. Eu fazia pedagogia, quando aconteceu a morte da minha mãe. Não terminei o curso, mas me considero uma pedagoga de educação infantil”, conta. “Muitas coisas eu aprendi aqui. Minha mãe não me deixava ir para cozinha e aqui aprendi muitas comidas gostosas. É muito bom”, conclui.

Elaine Cristina foi acolhida no curso de culinária após luto pela perda da mãe | Foto: Paullo Amarall / FCCR

Arte nos Bairros

O Programa Arte nos Bairros disponibiliza espaços, em todas as regiões de São José dos Campos, destinados às atividades culturais que dão oportunidades de aprendizagem, novas vivências, experimentação e contato com várias linguagens e técnicas, possibilitando a difusão cultural, a formação de público e de profissionais para o setor cultural.

As oficinas culturais atendem crianças, jovens, adultos e idosos. As atividades possibilitam o acesso, de forma gratuita, ao aprendizado e ao exercício da arte, podendo adaptar-se aos mais variados formatos e contextos com o objetivo de oferecer o melhor atendimento à comunidade.

Programa Arte nos Bairros é exemplo de inclusão por meio das artes | Foto: Paullo Amarall / FCCR


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