Entenda o imbróglio que terminou no rompimento entre a empresa paraibana VaideBet e o Corinthians

A VaideBet, empresa paraibana de apostas esportivas e patrocinadora máster do Corinthians, rescindiu com o Timão após possíveis violações no contrato avaliado em R$ 370 milhões, devido a denúncias de corrupção. O documento, assinado no início deste ano e válido até 2026 com o clube paulistano, prevê multa de aproximadamente R$ 30 milhões em caso de rescisão sem justa causa.

Presidente do Corinthians, Augusto Melo, com o patrocínio da VaideBet.. (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

A tensão começou no dia 27 de maio, quando a VaideBet enviou uma notificação extrajudicial ao Corinthians, citando a cláusula anticorrupção do contrato e expressando insatisfação com a situação. Na semana anterior, a empresa já havia manifestado sua preocupação por e-mail. Em reunião realizada no dia 8 de maio, a VaideBet comunicou seu incômodo à diretoria do Timão. No dia seguinte, o Corinthians emitiu nota oficial defendendo a legitimidade do contrato e pedindo respeito à parceria.

+ Augusto Melo retorna ao Brasil com missão de contornar crise entre Corinthians e patrocinadora

A insatisfação da VaideBet está relacionada a denúncias envolvendo a intermediária do contrato de patrocínio, a Rede Social Media Design. A empresa, de propriedade de Alex Cassundé, teria recebido R$ 25,2 milhões em comissão e repassado parte desse valor a uma empresa de fachada, Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda. Segundo a denúncia, a Neoway estaria registrada em nome de uma mulher que desconhece a existência da empresa.

No comunicado enviado por e-mail, a VaideBet afirmou que a associação com o escândalo prejudica sua imagem e que, se a situação não mudar, buscará maneiras de rescindir o contrato. A casa de apostas deu um prazo de 10 dias para o Corinthians apresentar explicações sobre o caso. A Rede Social Media Design também foi notificada.

Presidente Augusto Melo com a VaideBet. (Foto: Jozzu/Agência Corinthians)

O Conselho Deliberativo do Corinthians está investigando as acusações e membros da oposição exigem esclarecimentos sobre os pagamentos. A Polícia Civil também apura possíveis ilegalidades.

Em resposta, o Corinthians reiterou em nota oficial que todas as negociações foram feitas legalmente e que não tem responsabilidade sobre os repasses de valores a terceiros. O clube afirmou que, se provas de ilícitos forem apresentadas, o Conselho Deliberativo tomará as medidas necessárias.

Até o momento, o Corinthians recebeu R$ 60 milhões do valor total do contrato. A continuidade da parceria chegou ao fim nesta sexta-feira (6), com a empresa rescindindo o contrato após o episódio.

Leia mais notícias do esporte paraibano no Jornal da Paraíba

Sem categoria