Prefeitura assina convênio para ampliar saneamento básico na área rural de Nova Iguaçu

Prefeitura assina convênio para ampliar saneamento básico na área rural de Nova Iguaçu




A Prefeitura de Nova Iguaçu assinou, nesta terça-feira (10), um convênio com a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) para ampliar o Programa Sanear Rural no município. O acordo, firmado pelo prefeito Dudu Reina, garante um investimento de R$ 8 milhões da AGEVAP para a instalação de biodigestores, que vão dar o destino correto ao esgoto doméstico e evitar a contaminação de rios, córregos e do solo. Esta nova etapa vai beneficiar diretamente 1.200 famílias que vivem em áreas rurais. Na primeira fase do programa, 1.400 famílias foram contempladas.

O projeto terá início ainda este mês, no bairro Rio D’Ouro, e vai contribuir para a melhoria da qualidade da água da Bacia do Guandu, manancial responsável pelo abastecimento de milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa também vai beneficiar diretamente famílias que vivem em áreas rurais, promovendo saúde e dignidade para a população. Além dos ganhos ambientais, o programa tem impacto direto na saúde pública, ao reduzir a contaminação da água e do solo e diminuir a incidência de doenças relacionadas à falta de saneamento básico.

Para o prefeito Dudu Reina, a ampliação do Sanear Rural representa um avanço importante para o município. “Saneamento é saúde. Esta segunda fase do Sanear Rural protege os recursos hídricos, o meio ambiente e garante dignidade à população de Nova Iguaçu”, afirmou.

A AGEVAP é a instituição responsável por gerenciar e executar projetos de preservação ambiental e saneamento, aplicando recursos para a proteção de rios e mananciais nas bacias hidrográficas onde atua, em parceria com os municípios.

Como funciona o biodigestor

A utilização de biodigestores tem como objetivo iniciar o tratamento do esgoto ainda dentro de casa. Para isso, um reservatório é instalado para receber o esgoto residencial. No interior do equipamento, a parte sólida deste esgoto é separada da líquida e sedimentada no fundo, onde inicia o processo de tratamento por meio da ação dos microorganismos.

A parte líquida restante infiltra em um cesto interno onde entra em contato com um material filtrante, que faz a função do filtro anaeróbio – que funciona como um reator biológico – e retentor de sólidos. Esta parte do material é tratada e liberada pela tubulação de saída para ser levada ao destino final. Já a parte mais sólida fica acumulada no fundo e deve ser retirada para o leito de secagem na manutenção periódica.

Para que o equipamento funcione corretamente, os usuários não devem descartar no vaso sanitário e nos ralos da casa produtos como óleo de cozinha, preservativos, absorventes, fralda, lixo, produtos químicos, cotonete, fio dental, fio de cabelo e restos de comida. A limpeza da caixa de gordura deve ser feita a cada seis meses. Já a manutenção do biodigestor para remoção da parte sólida é necessária a cada 12 ou 18 meses.

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